Falando em Literatura no Youtube!


Hoje é só uma chamadinha, em breve, o primeiro vídeo feito com muito carinho pra você! Vamos expandir, procurar outra forma de comunicação, tentar fazer com que as nossas opiniões literárias cheguem a um público diferente. Vamos ver como será a experiência. Se eu for gongada logo no primeiro, estaciono o projeto e fico só por aqui mesmo. Espero que não, conto com o apoio de vocês, caros eleitores…quer dizer, leitores! hahaha

Veja a vinheta do Falando em Literatura (amadora, estou aprendendo ainda):

Inscreva- se logo para eu não me sentir tão sozinha, assim você não perde o vídeo de estreia. Nos vemos!

Ah, e quem tiver dons artísticos e quiser me dar de presente de Natal um logo mais bonitinho, oba!

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Youtubers: primeira, segunda e geração zero


Comecei a assistir vídeos aleatórios no YouTube e caí em alguns de humor. Do humor passei a ver os “vloggers” (que têm muito de humor também).

Lembrei que via o PC Siqueira antes dele passar para a finada MTV. Ele faz o MasPoxaVida, está (ou estava) meio deprimido, coitado, é difícil administrar a fama sem pirar, muita gente que fica famosa passa por esse tipo de problema, principalmente quando o “boom” passa. Força PC!

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PC e Rafinha, mais conhecido como Arroz de Festa, está em todas.

PC e Rafinha Bastos (que morre de medo de AIDS e é fã da Wanessa Camargo), O Pequeno Nerd e Felipe Neto (que eu nunca achei graça), fazem parte de uma leva de vogglers que viraram celebridades, alguns passaram para a TV, começaram a fazer várias coisas, a ser muito requisitados. Agora são chamados de “a primera geração”, que mistura- se com a segunda geração.

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Castanhari, Japa e Rafinha

A segunda geração, possivelmente, pouco conhecida pela maioria das pessoas com mais de 30 anos, arrasa na Internet com milhares de visualizações. Alguns passaram do Youtube às participações em programas de TV, revistas, lançaram livros, e- commerce, entre outros. Dos que mais gostei, vou citar alguns; normalmente, eles têm um canal profissional e outro pessoal que chamam de “daily vlog”, onde contam seu cotidiano:

Pyong Lee, de São Paulo, descendente de coreanos, faz mágicas, seus vídeos são muito engraçados e criativos. Ele é formado (ou está para se formar) em Direito, antes do Youtube passou pelo SBT, apareceu em programas como o da Eliana. Adorei os vídeos da sua viagem à Coreia. Manda um beijo pra fofa da sua avó, Jaime (ou Jairo?)!

O “Japa” do Rio de Janeiro, que não é dos mais constantes, mas faz vídeos engraçados. Ele é filho do empresário Mauro Morizono (era ou é dono da Davene) casado com a Nani Venâncio, aquela que quase morreu por causa de um AVC. O Japa tem o mesmo nome do pai.

A Kéfera é um fenômeno, ela tem quase 6 milhões de inscritos no seu canal “5incominutos”, já tem livro e peça de teatro.

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Kéfera

O Gustavo Stockler é (ou era, não sei) namorado da Kéfera, ele é dono do canal “No me gusta”. O menino é de Osasco e fotografava shows antes de virar vloggler.

Patrícia dos Reis, era atriz do canal de humor Galo Frito, ficou muito conhecida por causa de um vídeo viral, onde ela tenta entrar em uma calça 34. Paty tem um canal, já escreveu livro também.

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Castanhari e Paty

Paty é a namorada de Felipe Castanhari, do canal Nostalgia. Os dois são de São Paulo. O Fê faz vídeos legais das “antrolas”, veja esse que legal sobre os Mamonas, fiquei até com saudade daquela alegria toda.

Christian Figueiredo, do “Eu fico loko”, já lançou dois livros, dá palestras (até em uma universidade), viajou pelo Brasil para  lançamento dos seus livros. É um dos mais populares e simpáticos, ele expõe sua vida pessoal junto à namorada Aline. Recebe presentes do Brasil todo, mora sozinho em São Paulo.

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Christian, o “Loukão”

Esses vogglers são amigos entre si, encontram- se e fazem vídeos para o canal um do outro, descobriram que isso aumenta as visualizações.

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Pyong e Gustavo

Assistindo esse pessoal da segunda geração cheguei à algumas conclusões:

  • A geração 2000 é muito mais livre em todos os sentidos do que a minha foi na adolescência, ser adolescente agora no sentido das liberdades pessoais é muito melhor, menos repressão e caretice. Falam muito mais abertamente sobre sexualidade, os meninos não têm pudores em beijar e abraçar meninos, não temem ser chamados de gays ( e se forem, tudo bem também), inclusive brincam com isso, o que demonstra que o machismo também está ficando fora de moda, ufa!
  • As meninas mostram- se como os meninos, muito mais liberadas sexualmente, não existe uma preocupação em esconder ou fingir que são virgens. O feminismo gerou boas crias, aleluia!
  • O Youtube parece, mas não é brincadeira, pode gerar bons lucros e oportunidades. Essa turma encara como um trabalho e é mesmo.
  • Podemos aprender muito com os jovens.
  • Uma preocupação: como ficará essa turma quando essa onda passar? Porque vai passar. O tipo de humor que fazem só é engraçado durante um tempo, daqui a pouco vai perder a graça.  O humor é tão volátil quanto a juventude.
  • Como ponto negativo: a falta de estudo e conteúdo mais sólido é bem visível em muitos deles, tudo muito repetido, tudo muito parecido, faltam recursos. Estudar é a solução, o público vai crescer e os youtubers devem crescer também, reinventar- se; outro ponto, há um excesso de palavrões e escatologia, a linha entre a graça e o mau gosto é bem sutil e muitas vezes ultrapassam, parece que vale tudo para que o vídeo seja muito visto e isso é perigoso.
  • Essa ultra- exposição, esses reality shows, esses Shows de Trumman consentidos, podem ser alguma espécie de síndrome narcisista? Psicólogos de plantão, opinem.
  • Vendo os daily vlogs dessa turma, o tempo todo temi ( tê tê tê) pela integridade física das crianças, que mostram casas, endereços, viagens, festas. O Japa mesmo, classe média alta ou alta, já que seu pai é industrial…um país tão perigoso. Enfim, devem saber o que fazem e os riscos implicados.
  • Crianças que estão crescendo na era digital são uma safra sui generis, só mais pra frente saberemos as consequências disso tudo.

A primeira geração, a segunda geração e eu sou da Geração Zero, aquela que já trazia o bolo feito, enquanto essa turma ainda nem tinha plantado o trigo. Eu vi tudo acontecer desde o princípio. A minha geração criou o Youtube (Steve Chen, Chad Hurley e Jawed Karim, todos nasceram na década de 70), o Google ( o Sundar Pichai, o CEO, também dos anos 70) e Paul Buchheit, criador do Gmail e do Adsense, programa que faz a galera ganhar uma graninha nas redes sociais, só para citar alguns. A minha geração é a criatividade e inovação total. Se liguem nos 70. Agora é a época do pega e cola, triste.

Eu fiz vídeos de livros quando ainda não estava na moda, fiz uns quatro vídeos e por falta de tempo para gravar e editar na época, acabei deixando pra lá. Mas vou retomar, o canal Falando em Literatura TV já está criado há algum tempo, quando subir algum vídeo eu conto pra vocês.

E você, o que vê no Youtube? Já pensou em criar vídeos? Hoje em dia muito fácil com os smartphones ou câmaras baratas e com muito boa qualidade. As action cam Go Pro ou da Sony, as mais usadas para fazer cenas de ação na rua, pois são muito pequenas, discretas, fáceis de usar, aguentam impacto, são submergíveis e as câmaras digitais; as réflex têm qualidade profissional e são muito acessíveis. Enfim, que tal experimentar o cineasta que mora em você?

Quem já leu o livro desses vloggers? Conta!


UPDATE setembro/2016:

  • Eu ainda não ativei devidamente o canal Falando em Literatura, só tem uma chamadinha de poucos segundos e um vídeo da Feira do Livro de Madri.  Mas penso em criar um canal de generalidades e a vida na Espanha.
  • Christian, que está gravando um filme sobre a sua vida,  não namora mais Aline.
  • Patrícia não namora mais o Castanhari.
  • O maior youtuber brasileiro é Whindersson Nunes, com 10 milhões de inscritos.
  • Eu substituí a TV pelo YouTube, é muito mais gostoso fazer a própria programação.

Vídeos de Zygmunt Bauman, conferência Madrid, 2010


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foto: Fernanda Jiménez

O Falando em Literatura abriu seus arquivos e encontrou esses vídeos do renomado sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman (Polônia, 1925) em uma conferência na Universidad Complutense de Madrid no dia 10 de dezembro de 2010. São dois vídeos de qualidade duvidosa, o som começa  baixinho, mas aumenta no segundo 0:46, época em que Fernanda Jiménez ainda não dominava a arte de gravar em telefones celulares. Essa conferência foi sobre os tempos líquidos, termo do ensaísta, que define a nossa era que carece de definições, estas ainda estão sendo construídas (ou não). Vivemos a era da incerteza.

Demonstre que o dinheiro gasto pelo seus pais em cursinhos de inglês e espanhol valeu a pena! Veja os vídeos:


 

Leia mais sobre a conferência. Clique aqui.

Escritores do mundo: Armistead Maupin (EUA)


Esse post é o início de uma série que pretendo fazer sobre escritores do mundo que são importantes, mas não são muito conhecidos. Espero que gostem!

Armistead Maupin (Washington, 13 de maio de 1944) é um escritor e jornalista americano que escreveu “Histórias de São Francisco”, que é uma série de crônicas que viraram seriado na tv americana. Maupin veio de uma família extremamente conservadora, veterano da Guerra do Vietnam, descobriu-se homossexual aos 20 anos. Trabalhou na conservadora Carolina do Norte e foi transferido para São Francisco, foi aí que teve a possibilidade de liberar- se, escrever e viver como gostaria.  Começou a fazer reportagens sobre o mundo gay, celebridades, drag- queens, praias gays, saunas, documentou a vida de pessoas com AIDS, enfim, todos os tipos de ambientes e problemas que assolavam os homossexuais. Esses documentos são considerados de valor incalculável. O seu livro “O ouvinte noturno”, foi para a tela de cinema com o nome de “Uma voz na noite”, com os atores Toni Collete e Robin Williams. O protagonista, Gabriel Noone, um radialista homossexual que mostra uma visão profunda da vida de um escritor apaixonado pela verdade, inclusive quando esta é ficção.

ArmisteadMaupinChristopher-1sbhuweArmistead e Christopher Turner casaram- se em fevereiro de 2007.

O trailler do filme só achei em português de Portugal, as legendas estão escritas erradas, segundo a norma vigente, veja “Uma voz na noite”.

O mundo, as pessoas e as ideias são muitas e variadas, devemos respeitar as diferenças, principalmente quando estas não fazem mal a ninguém, ao contrário. Dar normalidade ao que deveria ter sido sempre normal é questão de bom senso… e a homossexualidade é uma delas. Espero que o sonho de vivermos todos em harmonia não seja só utopia.

“Lope”, o filme- produção hispano- brasileira


Fui assistir “Lope” sem muitas pretensões, mal se falou desse filme por aqui. Tenho que dizer que saí do cinema maravilhada com essa produção hispano- brasileira, com direção do brasileiro Andrucha Waddington e participação de Selton Melo e Sônia Braga.

“Lope” conta a história da vida do poeta e dramaturgo Félix Lope de Vega y Carpio (Madrid, 25-09-1562/ 27-09-1635) que foi admirado até por Miguel de Cervantes, que parecia sentir inveja daquele jovem que trouxe uma nova forma de fazer e entender o teatro e a poesia. A sua vida pessoal foi atribulada, com vários amores que ficaram refletidos nas suas escrituras. Por culpa de um desses amores acabou sendo desterrado, teve que abandonar a Espanha por ter difamado uma família importante de Madri: Elena Osorio era separada e seu pai buscava um pretendente rico para a filha, só que ela se apaixonou por Lope, artista e pobre. Seu pai o contratou e Lope pagava seus favores com comédias que eram produzidas por Jerónimo Velázquez, pai de Elena. Lope decide enfrentar Velázquez, mas Elena obediente, decide fazer a vontade do pai e ficar com Perrenot Granvela, sobrinho de um poderoso membro da igreja católica na época, o cardenal Ganvela. Lope então decide se vingar e escreveu esses versos de “um pai” que vende a filha:

Una dama se vende a quien la quieraen almoneda está. ¿Quieren compralla?Su padre es quien la vende, que, aunque calla,su madre la sirvió de pregonera…

A sua produção literária é extensa e rica, tinha uma facilidade enorme para escrever. Cervantes, apesar da antipatia que nutria por Lope, escreveu “é um monstro da natureza”, para referir- se à sua enorme capacidade de produção. Era admirado e respeitado pelos escritores da época e pela população, que simplesmente utilizava a frase “É de Lope”, para justificar quando algum poema ou obra de teatro eram de qualidade.

Seus últimos anos foram tristes, com sua esposa Marta de Nevares louca e várias outras tragédias pessoais, como a morte de um filho e um neto. A casa onde morou em Madri funciona hoje como museu, A Casa- Museu Lope de Vega, que ele comprou em 1610 e viveu os últimos 25 anos da sua vida. Curiosamente a casa fica na “Calle Cervantes”, a entrada é gratuita.

Lope de Vega

O filme é bastante fiel à vida de Lope, é dinâmico, conseguiu manter- me atenta todos os segundos. A única coisa que não gostei foi a fotografia do filme, com muito pouco contraste, imagens claras demais, envelhecidas, nao gostei do efeito. Acho que se tivessem filmado com cores reais teria ficado muito mais bonito. No mais, vale muito à pena. Deixo aqui um maravilhoso poema que aparece no filme, que me emocionou. É a mais perfeita definição de amor que encontrei até agora, pelo menos a mais real e aproximada da realidade: “Desmayarse” (“Desmaiar- se”):

Desmayarse, atreverse, estar furioso,
áspero, tierno, liberal, esquivo,
alentado, mortal, difunto, vivo,
leal, traidor, cobarde y animoso;

no hallar fuera del bien centro y reposo,
mostrarse alegre, triste, humilde, altivo,
enojado, valiente, fugitivo,
satisfecho, ofendido, receloso;

huir el rostro al claro desengaño,
beber veneno por licor süave,
olvidar el provecho, amar el daño;

creer que un cielo en un infierno cabe,
dar la vida y el alma a un desengaño;
esto es amor, quien lo probó lo sabe.

“A insustentável leveza do ser”, Milan Kundera


Considerado um dos melhores romances do século XX,   A insustentável leveza do ser mistura amor, sexo, política, história, tragédia, ambientados em Praga e Zurique em plena Segunda Guerra Mundial. Tudo isso contado de duas maneiras: um narrador- observador e um narrador- personagem,  duas perspectivas dos mesmos fatos sentidos de forma diferente.

Milan Kundera é checo naturalizado francês, vive em Paris desde 1975. Nasceu no Dia da Mentira (1º de abril) em 1929. (foto: papelenblanco.com)

Eu gostei mais da forma do que do conteúdo. Os personagens masculinos exageradamente sexuais, me provocaram um pouco de repulsa. Se bem que se for verdade que os homens pensam em sexo pelo menos treze vezes por dia… kundera conseguiu o seu objetivo.

A insustentável leveza do ser também me provocou em diversos momentos um certo estranhamento. O personagem de Tereza é difícil de entender, não sabemos bem se ela vive seus pesadelos, se são reais ou imaginação. O mais fácil de entender é Karenine, sua cadela.

O tema do Comunismo também está muito presente no livro, e é narrado como uma coisa muito negativa, como não poderia deixar de ser na época em que retratou o escritor: o comunismo fascista de Stalin, que implantou o terror na União Soviética.

A palavra “kitsch” provavelmente foi popularizada por causa de Kundera que usa e dissemina o termo em vários momentos do livro. Destaco um trecho que serve para o Brasil nesse momento, em época eleitoral: ” O ‘kitsch’ é o ideal estético de todos os políticos, de todos os partidos e de todos os movimentos políticos”, são bregas, fora de moda?

O livro foi adaptado ao cinema por Philip Kaufman, aqui podemos ver um trecho:

O livro é rico em referências, principalmente filosóficas. O autor cita Parmenides, Nietzsche, Heráclito, Platao…e ainda Sthendal, Beethoven, Tolstói, Sófocles. Um autor culto e bem documentado.

O peso pode ser positivo e a leveza, negativa. A dualidade de Parmenides, peso negativo e leveza positiva, é contradita no livro de Kundera. Tomas, Teresa, Sabina e Franz experimentaram as duas vertentes do peso e as duas vertentes da leveza. A liberdade pode ser ruim, o compromisso pode ser bom e vice- versa. De tudo, eu fico com a primeira página do livro que cita o “eterno retorno” de Nietzsche, e com o título, que são geniais.

Preço: 20 euros

Resenha: “Navegações”, de Sophia de Mello Breyner Andresen


Com esse nome extenso e multicultural, Sophia pertenceu à aristocracia portuense e foi uma das poetisas mais importantes do século XX, além de tradutora e política socialista. Nasceu no Porto, neta de um dinamarquês que imigrou para essa cidade.  Seu tio comprou a “Quinta de Campo Alegre”, hoje o Jardim Botânico do Porto, ambiente onde aconteceram as suas doces recordações de infância.

A autora estudou Filologia Clássica em Lisboa, mas não  terminou o curso, pois voltou ao Porto para casar- se. Faleceu aos 84 anos em Lisboa.

Comendo uma pizza no Loures Shopping, li o pequeno, mas intenso volume com poesias de Sophia. “Navegações”, cujo tema era um dos seus preferidos: o mar com todas as suas metáforas; também fala sobre Lisboa, nem sempre tão doce e amigável. Nota- se nos seus versos a vasta leitura, com muitas referências históricas e literárias. Destaco dois poemas, meus preferidos:

XIV

Através do teu coração passou um barco

Que nao pára de seguir sem ti o seu caminho

1982

Esse poema é uma referência ao poeta e político Jorge de Sena, que lutou pela liberdade numa época de ditadura em Portugal.

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O segundo poema evoca a Fernando Pessoa, o poeta dizia que pertencia à classe de portugueses que ficaram sem emprego depois da descoberta das Índias:

XIII

Canção rente ao nada

Do silêncio quieto

Da noite parada


Como se buscasse

Seu rosto e o errasse

1982

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Aqui um vídeo, um documental sobre poesia feito pela RTP, televisão portuguesa, onde mostra a Sophia e seu “Navegações” recitado por Rosa Lobato Faria, maravilhosa escritora, infelizmente falecida em fevereiro deste ano.

Andresen, Sophia. Navegações. Lisboa. Caminho, 2004.

Preço: 5.90 euros