Uma ode à liberdade: “Trova de vento que passa”, de Manuel Alegre

O escritor e político português Manuel Alegre (Águeda, 12/05/36) faz parte do Partido Socialista português e foi opositor do ditador fascista António de Oliveira Salazar que durou 41 anos. O escritor ficou exilado na Argélia durante todo o período da ditadura … Continuar lendo Uma ode à liberdade: “Trova de vento que passa”, de Manuel Alegre

A carta- despedida do poeta suicida Vladimir Maiakovski

O poeta e dramaturgo Vladimir Maiakovski (Georgia – antes Rússia-, 07/06/1893- Moscou, 14/04/1930) escreveu uma carta-despedida e suicidou- se com um tiro. Vladimir Maiakovski Transcrevo a carta*: A todos Ninguém é culpado da minha morte e, por favor, nada de fofocas. Ao … Continuar lendo A carta- despedida do poeta suicida Vladimir Maiakovski

Resenha: A poesia da notícia, de Thiago David

Quem planta violência/ não colhe cidadão. (Thiago David) Um pouco de literatura brasileira contemporânea. Thiago David estreia com “A poesia da notícia”. Ele é um jovem poeta e compositor carioca nascido em 1987. É publicitário, mas não exerce, sonha em poder viver … Continuar lendo Resenha: A poesia da notícia, de Thiago David

Onde estão os poetas?

Quando havia “Correio do Amor” no colégio – quando havia colégio, hoje existem centros de formação delinquente –, apareciam alguns poetas de opereta. Fui um deles. Espero não precisar avisar que copiei um soneto de Vinícius de Moraes (1913 – … Continuar lendo Onde estão os poetas?

“Multiculturalismo, fantástico poema de Pedro Lyra

Não é racismo preservar a própria cultura e defender os próprios costumes e estilo de vida no país em que nascemos. Quem chega é quem tem que integrar- se e não o contrário. Podemos aprender muito com o outro, com … Continuar lendo “Multiculturalismo, fantástico poema de Pedro Lyra

Resenha: “O grito”, de Paulo Guerra

O sonho/ é uma conversa/ clara (“Regresso quente ao combate”, Paulo Guerra) Frio na barriga quando um autor desconhecido me envia um livro. Como já comentei outras vezes, 99% não são de qualidade. Não é o caso de “Grito”, do … Continuar lendo Resenha: “O grito”, de Paulo Guerra

“Oficina Irritada”, Carlos Drummond de Andrade

  Oficina Irritada “Eu quero compor um soneto duro como poeta algum ousara escrever. Eu quero pintar um soneto escuro, seco, abafado, difícil de ler. Quero que meu soneto, no futuro, não desperte em ninguém nenhum prazer, E que, no seu maligno ar imaturo, ao mesmo tempo saiba ser, não ser. Esse meu verbo antipático e impuro há de pungir, há de fazer sofrer, tendão de Vênus sob o pedicuro. Ninguém o lembrará: tiro no muro, cão mijando no caos, enquanto Arcturo, claro enigma, se deixa surpreender.” Carlos Drummond De Andrade, in Claro Enigma Continuar lendo “Oficina Irritada”, Carlos Drummond de Andrade

Uma carta de amor: Lord Byron a Caroline Lamb

Em Agosto de 1812, o poeta Lord Byron  (Londres, 22/01/1788 – Missolonghi, 19/04/1824) escreveu uma carta para a sua amante aristocrata Caroline Lamb, também escritora. Byron, casado com Anna Isabella Milbanke, teve inúmeras amantes, inclusive uma prima e sua irmã Augusta, com quem teve uma filha chamada Medora. Com a esposa teve uma filha, Ada Lovelace, que foi escritora e matemática. Os laços de sangue parece que não eram importantes para o poeta. Montagem de um retrato de Caroline e Lord Byron A carta de Byron é típica de um “bico doce”, lábia ele tinha. O texto é de amor e despedida, mas indo sem querer muito … Continuar lendo Uma carta de amor: Lord Byron a Caroline Lamb