Resenha: “Uma furtiva lágrima”, de Nélida Piñón

Este é um dos melhores livros escritos em português. “Uma furtiva lágrima”, de Nélida Piñón é comparável ao “Livro do desassossego”, de Fernando Pessoa. Narrar é prova de amor. O amor cobra declarações, testemunho do que sente. Fala da desesperada medida … Continuar lendo Resenha: “Uma furtiva lágrima”, de Nélida Piñón

Você sabe qual foi a primeira gramática da língua portuguesa? (PDF grátis!)

Para os amantes “da última flor do Lácio”, deixo aqui o PDF da primeira gramática da língua portuguesa, uma joia escrita há 482 anos por Fernão de Oliveira (1507-1581), nascido em Aveiro, terra dos meus ancestrais. Viveu muito para o … Continuar lendo Você sabe qual foi a primeira gramática da língua portuguesa? (PDF grátis!)

Resenha: “A cidade Sitiada”, de Clarice Lispector

Perder- se também é caminho (p.138) Na minha conversa diária com os escritores através de suas vivas literaturas, é onde encontro respostas para as minhas diversas inquietações. Há mais diálogo produtivo e interessante com os mortos, do que com os … Continuar lendo Resenha: “A cidade Sitiada”, de Clarice Lispector

Resenha: “Ciranda de pedra”, de Lygia Fagundes Telles

Tenho uma leve lembrança da novela “Ciranda de Pedra”, que passou na minha infância (1981), mas nada significativo em relação ao enredo, só lembro do rosto de Lucélia Santos; portanto, essa obra era como uma desconhecida para mim. Sei que … Continuar lendo Resenha: “Ciranda de pedra”, de Lygia Fagundes Telles

Manuel Bandeira e Drummond no Parque dos Poetas em Portugal

Alguns sonhadores pensaram que seria uma boa ideia criar um parque onde a poesia fosse a grande atração. E realmente foi uma excelente ideia! Alguns dos idealizadores do parque:  Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras (1985-1989), o poeta e escritor David … Continuar lendo Manuel Bandeira e Drummond no Parque dos Poetas em Portugal

A culpa é de Nabokov (ou uma crítica da crítica)

Sim! É isso mesmo: a culpa é de Nabokov. Quem leu seu livro com as Lições de Literatura Russa que promoveu em conferências e lecionou nos Estados Unidos, logo entenderá minha sanha momentânea. Eu, como você também, deve escorregar, costumo … Continuar lendo A culpa é de Nabokov (ou uma crítica da crítica)

A língua portuguesa, ” última flor do Lácio”

Língua Portuguesa (Olavo Bilac) Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela… Amo-te assim, desconhecida e obscura. Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela, E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma, em que da voz materna ouvi: “meu filho!”, E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem … Continuar lendo A língua portuguesa, ” última flor do Lácio”