4. Livrarias de Madri: “El Corte Inglés” da Praça do Sol


Essa livraria é de fácil acesso para o turista que chega na cidade de Madri. Ela fica situada na Plaza del Sol, com entrada lateral pela Calle de Preciados, no coração da cidade.

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A Plaza del Sol com a estátua de Carlos III e ao fundo o edifício da Real Casa de Correos.
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 Uma das poucas livrarias em Madri com letreiro também em inglês. Os espanhóis são muito conservadores quanto ao seu idioma, tentam evitar os anglicismos.

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A entrada na esquina entre Calle de Preciados e a Plaza del Sol.

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A livraria escolheu um prédio muito especial, um que recebeu o ilustre escritor argentino, Jorge Luis Borges (Buenos Aires, 24/08/1899 – Genebra, 14/06/1986), um dos mais importantes escritores do século XX. Nesse edifício funciona ainda o Hostal Americano, melhor localização impossível, com preços bons. Fica a dica de hospedagem em Madri. Foi nessa pensão em 1920, que Borges começou a escrever os seus poemas ultraístas. O Ultraísmo foi um movimento literário de vanguarda na Espanha e Argentina (principalmente nesse último) que era contrário ao Irracionalismo da Geração de 98 na Espanha e ao Modernismo. Eu sonho com uma placa dessas na entrada do meu edifício: “Aqui morou a escritora brasileira Fernanda Sampaio Carneiro Jiménez”. Sonhar ainda é grátis! Deixo aqui para a posteridade esse meu sonho, se um dia acontecer (já não estarei mais aqui), fica o registro….kkkkkkkk11061183_452988444856721_4394047631093596962_nUm dos corredores no térreo da livraria que guarda os livros clássicos.

11119127_452988521523380_316653948848671498_nNo subsolo. Fácil de “se perder” por aí e esquecer do tempo.

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 A visão quando descemos do primeiro andar. A livraria está distribuída em três andares, térreo, primeiro e subsolo. O acervo é rico, encontrei muitas traduções de escritores brasileiros, originais em língua portuguesa não há.

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Logo na entrada da livraria, pela porta que dá para a praça. Esse cantinho simpático, charmoso.

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No subsolo, destaque para a escritora americana Amy Tan, que conheci pessoalmente no último 23 de abril, quando esteve na cidade para o Dia Internacional do Livro.

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Olha o que encontrei! O nosso saudoso imortal Lêdo Ivo. Tinha outros títulos também.11268969_452988728190026_802147643095454341_n
A  visão geral do edifício com a mítica placa do “Tío Pepe”, a marca de um azeite-de-oliva da Andaluzia que ficava no alto de outro prédio na praça, mas foi retirada, porque o imóvel foi vendido para a gigante Mac americana, que pretende abrir uma mega loja no local.

Essa livraria só não vai levar uma nota dez, porque não tem livros em português. Recomendo!

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Resenha do Dia Mundial do Livro: Amy Tan e Hanif Kureish


Eu amo Madri, porque além de ser uma cidade linda, segura, ordenada, florida, limpa, com transporte público excelente,  a vida cultural é muito ativa. Você pode escolher entre vários eventos diferentes o ano inteiro.

E especialmente,  no último dia 23 de abril, um dia e noite repletos de eventos pela cidade. Fui na abertura de ” A noite dos Livros” (“La noche de los libros”), promovida pela prefeitura de Madri e trouxe dois escritores internacionais para conferências. Aconteceu às 20:00 horas, no belo edifício da Real Casa de Correios, que fica no coração da cidade, em plena “Plaza del Sol”. Nesse edifício funciona a sede da presidência do governo de Madri, onde acontece as “campanadas”, a festa de passagem de ano, com a tradição de comer as doze uvas.

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A primeira foi a escritora americana Amy Tan (Califórnia, 19/02/1962). Os pais dela chineses, emigraram para os Estados Unidos, onde Tan nasceu. O pai e irmão de Amy morreram cedo, por causa de tumores no cérebro. Ela e a mãe mudaram para a Suíça. A relação entre elas não era fácil, porque a mãe queria que a filha fosse médica e pianista e Tan escolheu ser jornalista e escritora. Ficaram meses sem conversar, quando a mãe ficou doente e Amy prometeu levá- la para a China. A partir daí a relação entre as duas mudou e Amy escreveu seu primeiro livro,  sucesso até hoje. Amy é casada com Louis DeMattei, advogado, há mais de 40 anos. (fonte)

A escritora apareceu diferente, com os cabelos grisalhos com um leve tom violeta (um dos personagens do seu último livro chama- se Violeta). Ela disse estar cansada de seguir convenções e  assumir seus fios brancos foi uma libertação. Apoiada! A sociedade é machista até nisso, nos homens ser grisalho é “charmoso”, em mulheres é “horrível”. Cansada dessa bobagem também. Eu saí encantada com a simplicidade e aura boa da escritora. A obra ainda não sei, mas a escritora é encantadora e muito simpática.

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A sua primeira obra trata da relação entre mães e filhas chinesas e os conflitos vividos na América. Como é ser chinesa vivendo nos Estados Unidos? Um choque grande de culturas. A obra foi lançada há 26 anos e continua emocionando: “O clube da felicidade e da sorte ( Brasil), e na Espanha, “El club de la buena estrella”, o meu autografado:

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Não sei se brevemente, mas com certeza a resenha será feita.

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E último livro de Amy é o “Vale do encantamento” (Brasil) e na Espanha, “El valle del assombro”. O meu também autografado:

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A capa é muito legal, é dessas que o leitor pode mimetizar- se  e fazer parte dela:

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“O vale do encantamento”(2014) é um romance de época (1912) ambientado em Shangai. A história é de uma casa de prostituição com muitas intrigas e trechos eróticos (será que inspirou- se nas Sombras de Grey? Tomara que não!). Esse “ofício” na China era diferente, as prostitutas que escolhiam os homens. Amy Tan desconfia que sua avó era uma “cortesã”. Ela deu de presente uma foto da avó, veja:

11139457_445716825583883_7194875866848216834_nResenha em breve (?).


O segundo autor, o inglês de origem paquistanesa, Hanif Kureishi (Londres, 05/12/1954). Tem formação em Filosofia. Além de escritor de romances, também é roteirista de séries e cinema.

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O seu grande sucesso literário é a obra “O buda dos subúrbios” (em espanhol, “El buda de los suburbios”), conta a história de um menino muito parecida com a sua: nascer em Londres e ter que viver com uma cultura  tão diferente da corrente. O menino se pergunta…a exclusão que vive, será que é porquê vive no subúrbio? Essa obra virou série na BBC.

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O meu exemplar autografado, ele assinou na primeira folha, o que não é legal, porque não sai o nome/autor da obra. Muitos autores não querem perder tempo colocando a data:

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O seu último livro, “A última palavra”(2014, em espanhol, “La última palabra”), narra a história de um grande escritor indiano que começa a vender pouco e já não pode manter o nível de vida que tem.  É um livro “racial” como o os de Amy Tan, trata de família, imigração, raça e identidade.

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Algumas imagens das conferências e algumas cenas desse dia tão intenso de atividades literárias, onde as ruas transformaram- se em livrarias a céu aberto:

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As bancas de livros armadas na calçada da Plaza de Callao, Gran Vía.

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Na Plaza de Callao. “A noite dos livros”, no Dia Internacional do Livro.

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O escritor Hanif Kureishi e Berna González Harbour, diretora do suplemento cultural do El País, o Babelia.

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Livros a 1 euro, bom incentivo para renovar a biblioteca

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Na Gran Vía

11196332_446205875534978_2965929672359866969_nA FNAC montou uma mesa quilométrica na frente do seu edifício em Preciados

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O El Corte Inglés também montou várias bancas do lado de fora

Alô, Brasil?! Vamos imitar?!