Os melhores livros de 2013…


…segundo o livreiro Nöel de Stanislas, da livraria Lamartine de Paris. São cinco dicas de literatura estrangeira (a maioria francesa) para que possamos expandir a nossa lista de leituras e nossos conhecimentos. E uma coisa rara: a maioria mulheres. Não sei se todos os livros (ou nenhum) foram editados em português. A lista dele ficou assim:

1. “A invenção das nossas vidas” (L’invention de nos vies), de Karine Tuil (Paris, 1972).

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2. “Adeus acima” (Au revoir là-haut), de Pierre Lamaitre (Paris, 1956)

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3. “O filho do desconhecido”, de Alan Hollinghurst (Gloucestershire, Reino Unido, 1954). Esse livro foi lançado em inglês em 2011, mas o livreiro colocou na lista de 2013, porque foi lançado na França nesse ano.

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4. “Os filhos de Sam Green” (Le Fils de Sam Green), de Sibylle Grimbert (Paris, 1967)

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5.  “A outra margem do Bósforo” (L’Autre Rive du Bosphore), de Therese Revay (Paris, 1965).

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Veja o vídeo: os melhores de 2013, segundo Nöel Stanislas

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Hoje é o aniversário do escritor francês Albert Camus


Hoje é o dia do nascimento do escritor francês Albert Camus ( Mondovi, Argélia [colônia francesa]7 de novembro de 1913 – Villeblevin4 de janeiro de 1960). Ele era filósofo, dramaturgo e jornalista. Aos 44 anos ganhou o Prêmio Nobel de Literatura (1957)  por sua importante produção literária, que com seriedade clarividente ilumina os problemas da conciência humana em nosso tempo”.Camus seguia a linha de pensamento do Absurdismo, que é a tendência humana a buscar significado inerente à vida e a incapacidade para tal feito, o Absurdo surge por essa natureza contraditória.  O escritor morreu por causa de um acidente de carro que aconteceu no dia 4 de janeiro de 1960, às 13:55, ele viajava no banco de passageiro dianteiro, sem cinto de segurança, da cidade de Lourmarin a Paris.

Por ironia do destino (ou absurdo!), Camus soltou a frase “Morir en voiture est une morte imbecile” (“Não conheço nada mais idiota que morrer em um acidente de automóvel”), disse isso quando soube da morte de Fausto Coppi, um ciclista famoso atropelado por um carro uma semana antes do seu acidente. 

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Camus

As obras mais famosas do pensador são “O estrangeiro” (romance), “A peste” (romance) e “Calígula” (teatro). Trecho de “O estrangeiro”:

A não ser por estes aborrecimentos, não me sentia muito infeliz. Todo o problema, ainda uma vez, estava em matar o tempo. Acabei por não me entediar mais, a partir do instante em que aprendi a recordar. Punha-me às vezes a pensar no meu quarto e, na imaginação, partia de um canto e dava a volta ao quarto, enumerando mentalmente tudo o que encontrava pelo caminho. A princípio, isto durava pouco. Mas a cada vez que recomeçava, era um pouco mais longo, pois lembrava-me de cada móvel e, para cada móvel, de cada objeto, de todos os detalhes e, para os próprios detalhes, de uma incrustação, de uma rachadura, de um bordo lascado, da cor que tinham, ou de sua textura. Tentava, ao mesmo tempo, não perder o fio deste inventário e fazer uma enumeração completa. De tal forma que, ao fim de algumas semanas, conseguia passar horas apenas enumerando o que se encontrava no meu quarto. Assim, quanto mais pensava, mais coisas esquecidas ia tirando da memória. Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia, poderia sem dificuldade passar cem anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não se entediar. De certo modo, isto era uma vantagem.

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Túmulo de Albert Camus, Cemitério de Lourmarin, Lourmarin, França. RIP.

“O sorriso das mulheres”, Nicolas Barreau


Este livro promete muito e não cumpre com o slogan a que se propõe: “esse livro te trará felicidade”, pretensioso demais e deixou mesmo muito a desejar. O que atraiu- me foi o cenário em que é narrado: Paris. O livro é interessante para conhecer mais sobre essa cidade, inclusive traz várias receitas, especialidades da protagonista Aurélie, uma jovem chefe de cozinha, dona do restaurante Le temps des cerises:

Aurélie tem uma decepção amorosa e começa a ler um livro em que se vê totalmente retratada, inclusive o nome do seu restaurante é citado. Começa a obsessão de Aurélie pelo autor do livro, um inglês misterioso chamado Robert Miller, aparentemente arredio aos meios de comunicação, mas na verdade queria ocultar a identidade de outra pessoa, o “inglês” era um “francês”.

O jovem escritor Nicolas Barreau (Paris, 1980) filho de mãe alemã e pai francês,  trabalhou na livraria Rive Gauche até decidir ser escritor. Nicolas em Paris:

É apaixonado por gastronomia (paixão refletida no livro), escreveu três romances que foram sucesso na Alemanha e Itália e que, em breve, se transformarão em filme.

Este livro teve uma muito boa publicidade, foi bastante divulgado na última Feira do Livro de Madri, onde fizeram uma propaganda in loquo meio patética e atrapalhada, vista quando eu passeava pela Feira desse ano. As meninas soletraram errado o nome do livro numa “animação contagiante”:

Uma narrativa previsível, com algumas pequenas lições de como começar a escrever um livro, mas nada excepcional.

Barreau, Nicolas. La sonrisa de las mujeres. Barcelona, Espasa, 2010. 268 páginas

 

 

Elogio de Paris, Victor Hugo


Viver em paz é, por acaso, tão absurdo? (p. 69)

O salão da princesa Mathilde, de Giuseppe de Nittis, 1883.

Victor Hugo (Besançon, 1802- Paris, 1885) era escritor de prosa e verso, dramaturgo, ensaísta, político, artista visual, ativista dos direitos humanos e escritor de destaque no Romantismo francês. O seu livro mais conhecido é “Os Miseráveis” (1862). Os críticos dizem que a sua obra é essencial para a compreensão do século XIX.

O ensaio “Elogio de Paris” é um texto que foi encomendado para a Exposição Universal de Paris de 1867. É uma declaração de amor à Paris, mas sem ocultar todas as suas mazelas e guerras ao longo de sua história, “Paris cresceu entre a guerra e a fome” (p. 31). O passado hostil e violento sofreu uma purificação, foi queimado com a Revolução Francesa. Victor Hugo mostrou ser um profundo conhecedor da cidade, contando sobre personalidades, lugares e fatos às vezes chocantes, às vezes curiosos. Victor Hugo contou que foi em Jerusalém que um mártir disse pela primeira vez a famosa frase, “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”(p. 72) que foi usada como lema da Revolução Francesa. Ele defende o pensamento, a Filosofia como meio de crescimento e repudia a guerra. Ele profetiza que Paris será essa grande nação que servirá de modelo de paz e civismo. Será algo mais que uma nação, será a civilização. (p.18) Um continente fraternal, tal é o futuro. (p.22)

Abaixo uma pequena seleção de fatos e frases interessantes do livro:

– “Paris é um microcosmo da história universal”. (p. 24)

– Luis IX construiu igrejas, Santa Catalina, entre outras, a pedido dos sargentos de armas, onde a assembléia de barões e bispos se converteu em parlamento, e onde Carlomagno, na sua sala eclesiástica, perto de Saint- Germain- des- Prés, proibiu aos religiosos de matar. 

Celestino II foi ali nessa escola baixo a tutela de Pierre Lombard. O estudante Dante Alighiere hospedou- se na rua Fouarre… (p. 31)

– Os impostos eram tão excessivos que o povo tratava de contagiar- se com a lepra para não pagá- los. (p. 33)

– Tudo o que está feito já está morto se nos devolve vivo como ensinamento. Mas, sobretudo, não escolham. Contemplem à sorte. (p. 34)

– (…) em 1650, o primeiro presidente do Parlamento de Paris, Gilles le Maistre, montado numa mula, seguido por sua mulher em uma carroça, e sua criada numa burra, para ver pela tarde enforcar o povo que havia sido julgado pela manhã. 

(…) abaixo do nível do Sena, um calabouço chamado “A Ratoeira”, por causa dos ratos que roíam vivos aos prisioneiros”. (p. 35)

– Que precipício é o passado! Um descenso lúgubre! Dante teria pensado. (p. 51)

– A função de Paris é dispersar ideias. Sacudir sobre o mundo um inesgotável punhado de verdades. (p. 75)

Rabelais, Molière y Voltaire, a trindade da razão, que nos perdoem a frase, Rabelais, o Pai, Molière, o filho, Voltaire o espírito, essa triple gargalhada, alegre no século XVI, humana no século XVII, cosmopolita no século XVIII, é Paris.” (p. 76)

Um dia, Paris já não quis aos soldados, daí surgiu a cura.” (p. 77)

O que completa e coroa Paris é o literário. A luz da razão é necessariamente a luz da arte. Paris ilumina en dois sentidos: por um lado, a vida real, por outro a vida ideal. Por que esta cidade vive imersa no belo? Porque está imersa no verdadeiro. (p. 80)

– Que é a Revolução Francesa? Uma vasta purificação. Havia uma peste: o passado. A fogueira queimou esta podridão. (p. 91)

Um livro para entender porquê Paris é Paris. Victor Hugo escreveu esse texto na Hauteville House, casa onde viveu durante o seu exílio (1856- 1870), em Saint- Pierre- Port, Guernesey, Inglaterra.

Hugo, Victor, Elogio de París, Gadir, Madrid, 2011.

“Midnight in Paris”, o filme.


Incrível, apaixonante, encantador! Woody Allen (Nova Iorque, 01- 12 -1935) “quase”* conseguiu transmitir a aura mágica da cidade de Paris no seu último filme “Midnight in Paris” (“Meia- noite em Paris”):

Um americano viaja com a noiva e seus sogros à Paris. Ele, um roteirista de Hollywood, sonha em morar em Paris para terminar a sua primeira obra literária. Ele começa a andar pela noite parisina e descobre uma dimensão extraordinária; também percebe o pouco que tem em comum com a noiva e tudo toma um rumo diferente do planejado. Veja a sinopse oficial.

Além da fotografia, o que mais me atrai nesse filme é a parte das referências literárias. É um filme excelente como apoio para professores de literatura, pois cita diversos artistas. Woody ressuscitou Salvador Dali, Zelda e Scott Fittzgerald, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, T.S.Eliot, Luis Buñuel, Gertrude Stein, Cole Porter, entre outras personalidades do mundo da arte.

O DVD já saiu na Espanha nesse mês de novembro. Ver e rever esse filme para mim foi um verdadeiro deleite, recomendo!

* A aura mágica de Paris é indescritível.

Marcel Proust: “Os prazeres e os dias”


“Os paradoxos de hoje são os preconceitos de amanhã, pois os mais repugnantes preconceitos de hoje tiveram um momento de novidade em que a moda lhes emprestou a sua frágil graça.” (p.114)

Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust (Auteuil, 10/07/ 1871 – Paris, 18/11/1922), filho de  Achille Adrien Proust, um médico importante na época e da dona- de- casa Jeanne Weil, família tradicional e católica (apesar de sua mão ter origem judia). Teve um irmão que era médico, Robert,  que publicou as obras póstumas de Proust. O escritor estudou em bons colégios e cursou Ciências Políticas na Universidade de Sorbonne, frequentou a alta sociedade francesa. Era homossexual assumido e seu amante era o músico venezuelano Reynaldo Hahn, nacionalizado alemão (segunda foto abaixo).

Na foto, Proust aos 38 anos:

O seu melhor livro considerado pela crítica “uma obra- prima da literatura do século XX”, composto por 16 livros,  “Em busca do tempo perdido” custou- lhe a vida para ser escrito. Abaixo um trecho do manuscrito em sua escrita caótica:

Proust tinha uma escrita labiríntica, detalhista, prolixa, sensível e em vários dos seus textos mostrou descontentamento com a falta de sinceridade que havia na sociedade parisiense: para se ter amigos e ser popular havia que ser hipócrita. Em “Os prazeres e os dias”, a maioria dos textos trata sobre a alta sociedade de Paris do início do século XX, Proust narra acontecimentos nos salões e festas da época, cria personagens que criticam negativamente músicos e escritores, “Mallarmé já não tem talento, mas é um conversador brilhante”(p.63), coloca a frase na boca de Pécuchet, no conto “Mundanismo e Melomania”. E assim vai soltando verdades que possivelmente ele mesmo gostaria de dizer, mas que sua maneira polida e gentil não permitia, não queria ferir sensibilidades, ele mesmo era muito sensível, dizem as várias biografias espalhadas pela internet. O povo da época deve ter notado, ele não foi um grande vendedor de livros.

Literatura fina para bons leitores: “Os prazeres e os dias” (1924) consta de 67 textos curtos e brilhantes, a maioria criticando os usos e costumes da sociedade burguesa de Paris, delata os “snobes”, fala das fraquezas humanas, dos sentimentos e usa o lirismo em “Argumento” (p. 53), trata dos males de amor e dos amantes compulsivos, mas o que parece incomodar mesmo é a falta de franqueza: não poder dizer a verdade, a sinceridade é confundida com falta de respeito- naquela época e ainda hoje- os textos são super atuais.

A ironia e a sátira dão o tom na maioria dos textos, mas também há uma certa amargura e tristeza, como no conto “Melancólica vilegiatura de Madame de Breynves”, onde Françoise se apaixonou por um homem feio e sem talento, e preferiu amá- lo de forma platônica “(…) que, ao conhecê- lo melhor, tudo isso havia de se dissipar, ela dava a esta miragem toda a realidade da sua dor e volúpia”. (p.79). M. de Laléande nem sabia que a madame da alta sociedade existia e nem que ela estava tão apaixonada, ele tão feio e com sua vida tão medíocre, ele que apreciava péssima música e o mais exótico que tinha na sua casa era uma foto da praia de Biarritz. “Ela o vê, brilham- lhe os olhos.” (p.83). A madame preferiu ficar só que aparecer em sociedade com um homem feio e medíocre, melhor a ilusão.

Quadro de Jean Beraud, “No café”. Beraud foi contemporâneo de Proust.

Proust também dedica um capítulo aos versos em “Retratos de pintores e de músicos”, onde escreve poemas- homenagens a músicos e pintores que parece admirar muito. Os últimos versos, da última estrofe do poema que escreveu sobre Mozart:

“Escoa a sua flauta encantada, com amor,

Dos sorvetes, dos beijos e do céu o frescor.”

Em “Confissão de uma jovem”(p. 90), Proust cita a Imitação de Jesus Cristo, Livro I, c. XVIII:

“Os desejos dos sentidos arrastam- nos para cá e para lá, passado instante, que ganhais? remorsos de consciência e dissipação de espírito. Parte- se no meio da alegria e regressa- se na tristeza, os prazeres da noite entristecem a manhã. Assim, a alegria dos sentidos adula- vos pela manhã, mas acaba por vos ferir e matar.”

O conto é genial, ele conta a história de uma moça que se confessa no leito de morte. O texto é sobre imposição social, familiar e a culpa. A menina não era dona do seu próprio corpo e nem dos seus desejos, fazia de tudo para agradar a mãe.

Proust viveu uma juventude boêmia, era muito apegado aos seus pais, será essa a conclusão que ele chegou depois de tudo? Teria sido parte dos seus pensamentos depressivos esse moralismo e arrependimento tardios? Sim ou não, o arrependimento é um sentimento universal.

Para quem ama a cidade de Paris como eu, vai se deliciar com a beleza dos textos “As mágoas- devaneios ao ritmo do tempo” (p. 108). São trinta textos que passeiam pelos bairros parisinos e nos deixam frases belíssimas, e outros que nos deixam alguns ensinamentos para a vida, são quase fábulas do cotidiano, com pequenas lições, que me fizeram refletir sobre os meus próprios sentimentos, porque Proust falou sobre sentimentos universais, no fundo, somos todos muito parecidos.

Asmático e alérgico desde criança, faleceu por causa de uma pneumonia mal curada aos 51 anos de idade, junto com uma depressão que carregava desde a morte dos seus pais. Ele recusou- se a receber um médico e fazer exames, e foi seu irmão, o dr. Robert, que o obrigou a tratar- se, mas já era tarde demais. Ele tomava estimulantes para manter- se acordado de dia e calmantes para conseguir dormir de noite, e isso acabou debilitando o seu organismo. Nessa etapa, ele dava os últimos retoques na sua obra- prima, que o manteve recluso, obcecado e cheio de manias até os seus últimos dias, como a aversão ao barulho e à luz do dia, precisava manter- se muito abrigado mesmo no verão, ele tinha comportamentos autodestrutivos e antissociais.

Sou fã de Proust, porque ele disse o que pensava fingindo não dizer, um não- dizer totalmente ao estilo Fernando Pessoa. Não é coisa de gênio?!

“Um dia ventoso”, de Jean Beraud

“Extenuado, nem sequer já aquecido pelo sol raro, o Outono perde uma a uma as suas últimas cores.” (p. 109)

Aos vinte e cinco dias de outubro, nesse outono em Madrid.

Proust, Marcel. Os prazeres e os dias. Editorial Estampa, Lisboa, 2010.

C’est PARIS!


E pelo poder d’uma palavra
Recomeço a minha vida
Nasci para te conhecer
Para te nomear
(“Liberdade”, Paul Éluard)

Escadarias da Catedral de Montemartre

Eu costumo dizer que cada cidade tem um cheiro, uma atmosfera. Se eu fechar os olhos e recordar Paris… Paris cheira à liberdade e à baguette recém saída do forno. Paris desprende cultura (híbrida), mas tem algo muito próprio, uma cidade com encanto. Da minha recente viagem a Paris, trouxe mais de 5000 fotos. Subi na Torre Eiffel, naveguei num bateau mouche pelo Rio Sena, fiz um passeio num ônibus turístico por toda a cidade, andei num carrinho muito engraçado, que cruzou as ruas estreitas do bairro fervilhante de Notre Dame, estive no Museu das Armas e Hotel dos Inválidos, onde está a tumba de Napoleão Bonaparte, também vi a Monalisa no Museu do Louvre, passei pela Champs Elisèe e pelo Arco do Triunfo, fiquei um dia inteiro na Disney comemorando o aniversário da minha pequena e ainda fui à Catedral de Montmartre, que como se pode ver, lotada de gente:

O bairro de Montemartre é o mais alto de Paris. As vistas da Catedral de Montemartre são divinas. Você pode subir até a catedral em um funicular, ou se estiver com disposição, pode subir pela imensa escadaria.

Um pouquinho do interior da Catedral de Montmartre:

Nesse bairro também existe uma área dos cabarets, sex shops, uma zona de prostituição, onde também perambulam bêbados e vagabundos. Abaixo, uma foto do cabaret Moulin Rouge de 1889, que ficou popularmente conhecido por causa do filme Moulin Rouge:

Voulez-vous coucher avec moi, ce soir?

E não pense em fazer dieta em Paris, porque a baguette, os croissants, queijos e vinhos, além dos doces são irresistíveis:

Paris é cheia de gente em todos os lugares, a cidade é fervilhante, mas na Torre Eiffel você vai encontrar milhares de pessoas, turistas do mundo todo, além dos vendedores de souvenirs com réplicas da Torre. Subir pelo elevador para ver a incrível paisagem parisina em 360º exige paciência e resistência física para aguentar a longa espera, no meu caso,  mais de duas horas:

Pelo alto e agora vista do chão:


A Torre Eiffel pode ser vista também do rio Sena, recomendo o delicioso passeio de bateau mouche, que percorre o rio Sena por cerca de uma hora:

A Catedral de Notre Dame, fica num bairro que leva o mesmo nome, é um dos mais movimentados, com skatistas fazendo apresentações, com bares de moda, barcos cruazando o rio Sena e uma vida noturna bem agitada:

E para finalizar por agora ( terá a segunda parte), a grande Edith Piaf, Sous le ciel de Paris ( o vídeo tem fotos bem interessantes, de Paris antiga):