Já está em vigor o novo acordo ortográfico no Brasil


Sem choro, pessoal! A partir de agora é a norma vigente, você tem que se adaptar às novas regras gramaticais. O Falando em Literatura já adotou a nova ortografia desde que foi aprovada em 2009. O Brasil teve 6 anos para implantar a nova ortografia no país.

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Foram incorporadas as três letras K, W e Y , agora são 26 letras. Não se usa mais o trema em palavras como “linguística”, caíram os acentos agudos de palavras como “ideia”, “plateia” e “ateia” e outras coisinhas mais.

No site da  ABL (Academia Brasileira de Letras) você pode consultar as suas dúvidas sobre ortografia, além de enviar as suas perguntas ao ABL Responde.

Qualquer dúvida nós também podemos ajudar, é só deixar sua questão aí nos comentários.

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Novo acordo ortográfico está em vigor em Portugal


Segundo o site português “Econômico”, a nova ortografia da língua portuguesa é obrigatória a partir de hoje. Todos os organismos oficiais e escolas devem adotar as novas regras, já que a “velha” ortografia é motivo de penalizações para estudantes, por exemplo. Existe um período de prorrogação, a aplicação plena acontecerá em janeiro de 2016, igual que no Brasil, portanto, melhor ir praticando.

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O dicionário português online, Priberam, é excelente para consultar sobre a velha e nova ortografia. Também existe uma aplicação que converte automaticamente os textos, Lince.

O site “Falando em Literatura” adota as novas regras desde 2009.

“A última flor do Lácio”, em defesa do nosso idioma


Última flor do Lácio, inculta e bela (Olavo Bilac)

Você sabe para que serve a Constituição? Serve para ordenar.  É um livro com todas as regras, leis e normas de um país. Imagina se não existisse a Constituição e cada um fizesse o que bem entendesse. Imaginou? Seria o caos absoluto. De tempos em tempos aparece algum “maluco” desejando separar o sul do resto do país, por exemplo. A Constituição serve para isso também, para manter a unidade da nação com todas as suas diferenças, igualdades e culturas .

A gramática da nossa língua tem a mesma função: de ordenar, preservar e manter o idioma através do tempo, para que fique imune aos gostos pessoais, partidarismo político, interesses financeiros e ideologias de cada época. Um idioma é maior e mais importante que isso tudo. Faz parte do patrimônio histórico- cultural de um povo e não pode ser mudado ao gosto do freguês. É a nossa senha de identidade e o elo de comunhão entre todos.

Você tem medo da gramática? Colocaram na sua cabeça que é difícil e  impenetrável? Pois chegou a hora de desfazer esse equívoco. Sabe porquê existe a gramática? Para te ajudar, para te servir de guia, para que todos tenham uma escrita comum para um melhor entendimento, para que se evite o caos e as mudanças banais, porque o idioma tem que ser atemporal. Claro que a nossa Língua portuguesa foi ganhando incorporações durante o tempo, pois cada país luso- falante tem suas próprias idiossincrasias, sua cultura. Africanos, portugueses e brasileiros tem “jeitos” diferentes de falar, os sotaques, o léxico (o conjunto de palavras), as construções frasais, mas na linguagem escrita todos se entendem. A diversidade é enriquecedora e deve ser apreciada. Contudo, o que não aceito é a descaracterização da língua com o pretexto de “simplificar” o idioma. Ninguém precisa disso, é totalmente dispensável, absurdo e até burro! Você está sendo rebaixado à categoria de ignorante e incapaz de entender a própria língua, caro estudante, pelo Senador de Goiás (PSDB) Cyro Miranda, presidente da Comissão de Educação do Senado, que precisa ser demitido já! A proposta é liderada por Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto, que depois disso têm que ter seus diplomas de professor cassados (nulos, sem efeito) e banidos da profissão! Veja alguns exemplos que propõem esses desmiolados:

Homem=  omem

Queijo, aquilo= qeijo, aqilo

Exercício= ezersísio

Casa= caza

Chave= xave

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Uma piada sem nenhuma graça. Querer nivelar o ensino por baixo é a atitude mais covarde e um atestado de incompetência! Mudem esses professores e esses “pensadores” da Educação e não o nosso idioma! Eu sou luso- brasileira, nascida e criada no Brasil (São Paulo e Bahia), professora de língua portuguesa e esses sujeitos não me representam!

A partir de hoje, Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto estão banidos da minha biblioteca!

O acordo ortográfico entrará em vigor em 2016


Segundo a Academia Brasileira de Letras, o acordo ortográfico só entrará em vigor no Brasil em 2016. A nota da ABL lamenta tal decisão, leia a nota na íntegra:

Adiamento da definitiva entrada em vigor do Acordo Ortográfico frustra projeto da ABL de oficializar o idioma nas Nações Unidas

“A ABL e o adiamento do Acordo Ortográfico

Nas últimas horas de dezembro, quando o ano de 2012 estava terminando, o governo surpreendeu o país com a decisão de adiar para 2016 a entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Só nos resta lamentar esse retrocesso – como observou o acadêmico Arnaldo Niskier em recente artigo.

Nos primeiros dias de 2013, tão logo a obrigatoriedade da unificação ortográfica passasse a vigorar plenamente, a Academia Brasileira de Letras pretendia iniciar um amplo movimento para que o idioma fosse adotado como língua de trabalho oficial na ONU e outros organismos internacionais. Não haveria mais desculpas para que os fóruns oficiais de política exterior continuassem a passar ao largo de um idioma de mais de 260 milhões de falantes, a pretexto das discrepâncias de grafia entre os países que compõem seu universo. Consequência lógica da simplificação da escrita consagrada no Acordo seria um reconhecimento da crescente importância da lusofonia no cenário internacional e o coroamento natural de um longo processo, amadurecido sem qualquer açodamento.

Convém recapitular suas principais etapas. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em 1990. Uma criança então nascida já seria hoje um cidadão adulto. No decorrer do extenso período de debates e discussões internas e externas sobre os problemas e as diferentes propostas dessa unificação, tal Acordo foi dissecado por especialistas, aprovado pelo Congresso de diferentes países, sancionado por chefes de estado. Finalmente, o Presidente Lula firmou em 2008 um documento decretando que a partir de 1 de janeiro de 2013 o Acordo entraria definitivamente em vigor no Brasil.

O país a ele aderiu sem traumas e com entusiasmo, desde esse momento em 2008, mesmo sem ser obrigatório e sem que houvesse chegado o final do prazo. Imediatamente, jornais, revistas e livros passaram a segui-lo. Há quatro anos nossas crianças estão sendo alfabetizadas com o uso dessa grafia e lendo livros e revistinhas que seguem essa orientação. Centenas de concursos públicos o adotaram, inclusive o ENEM. Nossas 200.000 escolas o aceitaram – incluindo as do interior – e o fato pode ser atestado na Olimpíada de Língua Portuguesa.

A Academia Brasileira de Letras, por decreto presidencial de 1972, como lembra Niskier, tem, entre nós, “as prerrogativas de ser a última palavra em matéria de grafia”. Ao longo de todos esses anos, jamais negou sua colaboração à sociedade, mas sempre procurou ouvi-la amplamente. O acadêmico Antonio Houaiss, filólogo respeitado no mundo inteiro, dedicou intensos esforços e grande parte de sua vida à cuidadosa construção dessa obra delicada, até ela poder ser amplamente aceita. Seu trabalho foi continuado pelo acadêmico Evanildo Bechara, com idêntica dedicação.

Ao longo desse processo, houve bastante tempo e oportunidade para que os descontentes se manifestassem. É uma pena que tenham deixado para forçar um adiamento unilateral nas últimas horas do prazo. Nem há o que comentar, os fatos falam por si. Só resta mesmo lamentar.”

 

Português de Portugal X Português do Brasil (4)


Apesar de Margarida Rebelo Pinto escrever em um português mais “neutro”, digamos assim, sem tantas expressões lusas, retirei alguns vocábulos do seu livro “O dia em que te esqueci”, que seriam escritos diferentes em português brasileiro:

Portugal   X    Brasil

1. Piroso – brega

2. Pilinha- pintinho (pênis)

3. Espaguerte- espaguete

4. Alcunha- apelido

5. Forreta- pão- duro

6. Pucarinho- na cara-de-pau, na ponga (ser hospedado e alimentado na casa de alguém grátis, por exemplo)

7. Jeans ruços- jeans velhos, desgastados

8. Engodo- isca, armadilha

9. Bonomia- humildade

Você pode consultar outras listas aqui, aqui e aqui.

 

Português Portugal X Português Brasil (3)


Lendo “Tristessa” (Jack Kerouac), numa edição portuguesa, notei a enorme quantidade de palavras e expressões com sotaque luso, que no português do Brasil seriam de outra forma. Pequeno dicionário Portugal- Brasil, selecionei algumas:

Portugal X Brasil

1. Bêbedo = bêbado

2. Surripiar= surrupiar

3. Encarnada= vermelha

4. Guarda- freio= maquinista de trem

5. Carris= trilhos de trem

6. Pedrada( gíria)= drogada

7. Aranzel= discurso

8. Matulão= vagabundo, vadio (no sentido do livro)

9. Estendal= varal (de roupa)

10. Monturo= monte de lixo

11. Juncado= grogue (pelo consumo de drogas)

12. Debicar= ciscar

13. Ganzado= tonto

14. Halo= mamilo

15. Narigar= cheirar cocaína

16. Ulular= choro desesperado

17. Romba= estúpido

18. Esgar= careta de escárnio

19. Tonitruante= trovejante

20. Piparote= croque na cabeça

21. Algures=  em alguma parte

22. Pega= prostituta

23. Calça de ganga= calça jeans

24. Calcorrear= andar muito

25. Gáudio= banquete

26. Mealheiro= cofrinho

27. Pai- Natal= papai- noel

28. Estar em pulgas= estar ansioso

29. Cêntimos= centavos

30. Restolhar= respingar

31. Drunfos= sedativo (droga)

32. Rombuçado/Rebuçado= bala/ caramelo

33. Mamalhoiça= peituda

34. Perdigotar= falar cuspindo

35. Maleitas= febre

36. Aniseta= licor de anis

Os brasileiros que lêem edições portuguesas podem ter dificuldades de vocabulário, como os portugueses que lêem edições brasileiras. Há quem ache desagradável a leitura com termos que não estão acostumados. Acredito que uma boa forma de encarar as diferenças é tentar absorver conhecimentos novos e aumentar o nosso vocabulário. Mas também é certo que a nossa língua é muito vasta e cabe nela todos os sotaques.

Você pode ver aqui e aqui outras listas com diferenças entre o português de Portugal e o português do Brasil.