Um livro que pode mudar a sua visão do mundo


Somos mais pessimistas do que deveríamos ser? Tudo indica que sim, segundo este livro com um título extenso: Factfulness: dez razões pelas quais estamos enganados sobre o mundo. E porquê as coisas estão melhores do que você pensa”.

Por que estou falando sobre este tipo de livro, um best- seller, inusual aqui? Porque quem o indicou foi um dos homens mais bem sucedidos do mundo e um filantropo excepcional: Bill Gates. A frase, “este livro pode mudar a vida das pessoas”, é dele. Bill deu esta obra de presente a todos os formandos americanos no ano de 2018!

Barack Obama também o recomenda. Foi o livro mais lido de 2018 nos Estados Unidos:

*the #1 Sunday Times bestseller * instant New York Times bestseller * an Observer‘best brainy book of the decade’ * #1 Wall Street Journal bestseller * Irish Timesbestseller * Audio bestseller * Guardian bestseller * 

—Longlisted for the 2018 Financial Times/McKinsey Business Book of the Year—

Este não é um livro de ficção, os dados econômicos são reais e foi escrito por especialistas da mais alta reputação e confiabilidade.

O autor principal (são três da mesma família), Hans Rosling, era um famoso médico sueco, entusiasta das tecnologias, do desenvolvimento, e que dava palestras no TED. Você pode vê-las aqui.

Hans Hosling nos ensina como ser menos ignorantes no mundo

O doutor criou um método inovador de estatísticas chamado Trendalyzer.

Hans faleceu no ano passado (68 anos), por causa de um câncer de pâncreas, infelizmente, um dos mais agressivos.

Vou deixar a sinopse da obra (traduzida do espanhol), leia com atenção:

Qual a porcentagem da população global que vive na pobreza? Quantas meninas acabam a educação básica nos países pobres? Qual é atualmente a esperança de vida no mundo? A maioria das pessoas respondem incorrectamente estas perguntas e a outras similares. Por que isso acontece? Este livro explica o porquê de sermos mais pessimistas do que em realidade deveríamos ser dada a situação real de nosso mundo.

Hans Rosling, uma eminência da análise e divulgação de tendência globais , afirma que temos dez instintos que distorcem a nossa visão. Por isso nossa tendência a dividir o mundo em dois campos (nós contra eles) da maneira em que consumimos a informação dos meios (baseada na exploração do medo), passando pelo modo em que percebemos o progresso (acreditando que as coisas sempre pioram). Nosso problema é que não somos conscientes do que não sabemos, e inclusive quando estamos informados nos deixamos levar por vieses inconscientes e previsíveis.

Porque, apesar de todas as suas imperfeições, a realidade econômica e social do mundo é muito melhor do que pensamos, no entanto, não significa que não existam motivos para preocupar- se e nem questões que requeiram uma melhora urgente. Existem múltiples problemas por resolver, mas os dados nos indicam que o mundo está cada vez melhor.

Opinião: a cultura do medo é usada por governos, junto com a pouca vontade de resolver problemas (inclusive os pioram intencionalmente) para assim dominar a população. A imprensa, especialista em manipulação ideológica a serviço de interesses do poder, é conivente e principal instrumento. As redes sociais com filtros direcionados, pescam vítimas facilmente (remito- me às recentes eleições brasileiras). O medo é bem democrático, atinge todas as camadas sociais, indistintamente.

“Factfulness” só tem um problema: não foi publicado em português. Ele está em pré- venda na Espanha, sairá no dia 27 de novembro e está esgotado nos Estados Unidos, já há uma pré- venda na Amazon para abril de 2019. Mas sem problema: há o e-book em inglês disponível em várias lojas, deixo aqui o link da Amazon. Está em inglês, obviamente.

Conselho: aprenda idiomas! Espanhol e inglês são básicos para tudo hoje em dia.

Eu já comprei o meu na Amazon e vou contando sobre ele nos stories do Instagram: @falandoemliteratura. Aproveita pra me seguir, nos vemos por lá. Se você ler este livro me avisa, quero saber o que achou, se ele realmente pode mudar a nossa visão sobre o mundo. Conhecimento é poder e, tudo indica, o que sabemos é muito pouco.

Veja a resenha em vídeo que Bill Gates fez sobre esta obra:

 

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A “transparência” como linguagem


Observando as redes sociais, adivinha quem tem mais seguidores em se tratando de empresas e/ou pessoas? Os que aparentam ser mais transparentes. Detalhe importante: isso não tem a ver, necessariamente, com a verdade. A imprensa brasileira que o diga. A era da privacidade acabou e se você quiser “existir” no mundo virtual, conquistar clientes e pessoas, tem que parecer o mais natural possível.

As empresas mais sólidas e confiáveis são as mais transparentes; os bloggers e personalidades mais seguidos e amados (odiados também, sempre há “haters”) são os que mostram a “realidade” de suas vidas. Mesmo que seja uma realidade inventada.

No nosso tempo há uma contradição iminente, a hipocrisia em duas faces: pessoas que só mostram uma vida idílica de viagens, restaurantes caros, amores perfeitos e sucesso profissional e, em contrapartida, o do naturalismo pós- moderno, onde a escatologia reina junto com um excesso de linguagem de baixo calão. Certos personagens filmam- se na privada, na cama, em situações íntimas familiares, seus excessos, seu tédio, suas dores, fragilidades e também doenças.

Ninguém é tanto, nem tão pouco. Todos criam falsas situações para vender e conquistar seus objetivos. Em ambos, há encenação.

A tal da “naturalidade” é muito subjetiva. Quanto mais sucesso, mais surgem situações pré-fabricadas e cada vez vão mais longe em suas tentativas.

Ainda assim, com situações forçadas, a “transparência” é a linguagem que dá certo nas redes sociais. Só não sei qual é o limite, se é que existe, e também não sei se as pessoas estão preparadas para pagar o preço dessa ultra- exposição.

Tudo fica gravado na internet. Com as capturas de tela e vídeos, nada mais fica impune. Portanto, cuidado com a encenação que faz de si mesmo, porque pode ter o efeito contrário ao esperado.

O discurso que querem emitir com imagens ou textos tão forçados, desesperados até…qual a intenção por trás? O que nos querem vender? Saber ler além do evidente, saber ler as entrelinhas, é importantíssimo para não se deixar enganar ou manipular. Isto, em todos os aspectos da vida…e mais do que nunca.