Resenha: “Memorial de Aires”, de Machado de Assis


(…) Não é mau este costume de escrever o que se pensa e o que se vê, e dizer isso mesmo quando se não vê nem se pensa nada. (p.66)

Com o preceito fundamental acima, o da democracia e o direito de expôr o que se pensa, vamos à obra, “Memorial de Aires, escrita em forma de diário entre 1888 e 1889, enquanto Machado matava o tempo no barco durante as travessias de Petrópolis, em horas mortas. Ele mesmo explica no prólogo, que nessa época, seu livro de trabalho era “Esaú e Jacó”. Ler Machado é sempre um prazer, uma delícia! Ele é o santo graal das letras brasileiras, único e inimitável, faz o difícil parecer fácil, um mago. Nao é à toa que ele era conhecido como o “bruxo de Cosme Velho”.

A leitura passou massageando as minhas retinas cansadas de ler tantas sandices nestes últimos tempos nas redes sociais. Por certo: #EleNão! Fiz alguns links com o presente, Machado atualíssimo.

“Memorial de Aires” conta as memórias do Conselheiro Aires (ele é o narrador- personagem), um diplomata que retornou do exterior ao Rio de Janeiro há um ano.

Creio que todo imigrante, até mesmo os diplomatas cheios de regalias, facilidades e privilégios, muito diferente das dificuldades do imigrante comum, temem a volta depois de uma estância longa fora de casa. Alguns sentem- se até estrangeiros no próprio país. Não foi o caso do Conselheiro, depois de mais de trinta anos na Europa:

(…) Cuidei que não acabaria de me habituar novamente a esta outra vida de cá. Pois, acabei. Certamente, ainda me lembram coisas* e pessoas de longe, diversões, paisagens, costumes, mas não morro de saudade por nada. Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerei. (p.9)

Aires é viúvo, sua esposa faleceu em Viena e ele não a levou para o Brasil,  por algo místico, espiritual, deixou a cargo do destino (p.13):

Os mortos ficam bem onde caem (…)

– Quando eu morrer, irei para onde ela estiver, no outro mundo, e ela virá ao meu encontro.

Você acredita que temos um destino predeterminado ou somos responsáveis por tudo que nos acontece? Uma mistura de ambos? Acredita em outras vidas ou a morte é o fim de tudo?

A irmã de Aires, Rita, o convida para celebrar o seu primeiro ano de retorno… no cemitério! A principal e mais dolorida perda do imigrante: a família. Primeiro a convivênvia, e depois, os entes queridos, de fato. Muitos só podem revê- los dentro de um jazigo. Esse pensamento é horrível, mas é verdadeiro e nenhum imigrante está preparado para ele. No caso do diplomata, perdeu os pais e o cunhado. O futuro é longe demais, parece distante, mas chega.

No cemitério, além das lágrimas de Rita, também há espaço para a fofoca. Típico, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Há gente que invade espaços pessoais e familiares alheios, inclusive velórios,  só para espiar e confabular contra a vida do outro em seu momento de maior fragilidade. Acredite, há gente ruim assim, dou fé. É fato que há muitos espíritos inferiores pululando ao nosso redor, mas nunca impunes, tenho certeza. Essa irônia machadiana tão certeira e catártica, muito mais sutil que a minha, isso é certo.

Os irmãos espiam uma moça bonita perto de um jazigo e Rita reconhece a mulher que foi casada com um médico, a viúva Noronha, “filha de um fazendeiro da Paraíba do Sul, o Barão de Santa- Pia.” (p.11)

A viúva Noronha, ao contrário de Aires, transportou “os restos” (essa é uma expressão muito espanhola) do marido falecido em Lisboa para o Rio de Janeiro. Machado devia ser um sujeito curioso em pessoa. No texto, ele caçoa do nome da viúva pela boca de Aires: Fidélia. Os irmãos fizeram uma espécie de aposta: Aires disse que a viúva casaria de novo, e Rita, que Fidélia continuaria sozinha. Fidélia vem do adjetico latino “fidelia”= “fidelidade”. O diplomata iria tentar conquistar a senhora, viúva fiel e convicta.

A política separando pessoas desde sempre, na vida real e na ficção; aliás,  literatura é imitação da realidade, portanto, não vou mais fazer distinção, vou embolar tudo mesmo, porque a literatura é vida, e vida é literatura, são a mesma coisa e ponto final. Os autores sempre contam a história de alguém, ainda que essa história seja apenas fruto da sua imaginação.

Voltando à política e ao amor: o romance de Fidélia é bem shakesperiano. Seu pai e marido eram inimigos políticos. O pai de Fidélia a levou para uma fazenda para separá- la de Ricardo e ameaçou expulsá- la de casa se desobedecesse. A moça começou a adoecer, não parava de chorar e não queria comer. A mãe, com medo de alguma “moléstia” (lembrei do professor Ernani Terra, conversamos sobre esta palavra, que na Espanha é utilizada para qualquer espécie de incômodo, mas no Brasil é usada para doenças graves)…então, a mãe, preocupada, começou a intervir, mas o pai continuou firme e disse que a filha poderia até morrer ou ficar doida, mas  que não permitiria a mistura do seu sangue  com os dos Noronha. “Bonzinho” o pai.

A moça realmente ficou gravemente doente. Com a intervenção da mãe, o pai cedeu em parte, mas nunca mais quis ver a filha; e o pai de Ricardo, o filho. O casal ficou junto, mas a felicidade durou pouco com a morte inesperada de Ricardo em Lisboa. Aires é cínico e cruel, chega a questionar se valeu a pena brigar com o pai por um amor tão fugaz, que “se aposentou na morte”.  Nesse momento, já comecei a pegar abuso de Aires.

Não há nada mais tenaz que um bom ódio (p.36)

Mas não posso negar, que Aires tem uma personalidade autêntica, espirituosa, engraçadinha e realista/prática: Quando eu morrer podem vender em particular o pouco que deixo, com abatimento ou sem ele, e a minha pele com o resto; não é nova, não é bela, não é fina, mas sempre dará para algum tambor ou pandeiro rústico. (p.44)

Com todo esse drama, essa paixão quase mortal, será que Fidélia continuará fiel ao seu defunto marido ou cairá na lábia de Aires, que fez uma aposta com a irmã Rita?

Um verso não saía da sua cabeça “I can give not what men call love” (“Eu não posso dar o que os homens chamam de amor”). Há canalhas assim, tanto homens quanto mulheres, que divertem- se machucando o outro com planos premeditados e extremamente daninos. Aires chamou Fidélia de seu “objeto de estudo” e cogitou a ideia de colocar lenha na fogueira e que ela não se reconciliasse com o pai.

Aires vai à festa de bodas de prata do casal Aguiar só para ver Fidélia. Tanto o casal, quanto Aires e Fidélia, não tiveram filhos, tal como Machado e Carolina. Aires nunca os quis ter, ao contrário dos demais.

É chocante ler as palavras “mucama”  e “tronco” (p.32), em “Memorial de Aires”, testemunhando o seu tempo. Aires cita várias vezes a iminente abolição dos escravos  e a possível república. O Rio de Janeiro já foi uma “corte”, só que sem o glamour das cortes europeias, mas igual de cruel.

Que coisa… não me acostumo com a história da escravidão no Brasil e que não tenha sido devidamente reparada até hoje, ao contrário. Mas dá para entender o motivo conhecendo o perfil da metade, pelo menos, da população brasileira, apoiando e aplaudindo um candidato à presidência segregacionista, além de outros tantos qualificativos que vão em contra aos princípios de decência, ética e humanidade. Sei que todos estão cansados da violência e corrupçao, só que um remédio pior que a doença, não é a solução. A via militar é a pior escolha.

Machado, ainda bem, foi bem crítico irônico contra a escravidão e a hipócrita sociedade carioca. Corajoso, não omitiu- se como anda fazendo a nata erudita do Brasil. Machado foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. A omissão dos bons ajuda a criar monstros. As pessoas começam a pensar mal e errado, sem ter pautas confiáveis, agarram- se a salvadores da pátria. Nosso país é composto por poucos e maus leitores (e feitores). A maioria é leitor de manchetes de meios de procedência duvidosa e fake news.

Voltando ao romance… há um personagem muito citado, “Tristão”, que é afilhado do casal que comemorou as bodas de prata, lembra? Ainda menino, foi morar em Lisboa com os pais a contragosto da madrinha, D. Carmo. Formou- se em Medicina e esqueceu dos padrinhos durante muitos anos, o que os entristeceu bastante. Já doutor, retorna ao Rio. O nome do personagem nos remete à história de “Tristão e Isolda”, uma lenda medieval de um amor trágico. Tristão e Fidélia são os dois filhos “postiços” do casal. Tenho que concordar com Tristão (p.78):

– A gente não esquece nunca a terra em que nasceu, concluiu com um suspiro.

Tenho nacionalidade portuguesa (raízes familiares) e em vias de obter a espanhola (por residência), serei uma mulher multinacional, mas o sentimento de pertencer, sem dúvida, é por minha terra. Aires continua o pensamento do moço, concordo plenamente:

(…) a adoção de uma nacionalidade é ato político, e muita vez pode ser dever humano, que não faz perder o sentimento de origem, nem a memória do berço.

Em um sonho, Fidélia vê o sogro e o pai, já falecidos, reconciliando- se (p.70):

A morte os reconciliara para nunca mais se desunirem: reconheciam agora que toda a hostilidade não vale nada, nem a política nem outra qualquer.

Pois é…essa briga política no Brasil, que já chegou a extremos com falecidos e feridos, tem que acabar. Não vale a pena, é preciso bom senso e respeito, mesmo que a opinião alheia nos machuque. É um principío básico da civilidade e da democracia, o diálogo, violência nunca!

Lá pela página 80, já ansiosa para ver se o romance entre o idoso Aires e a jovem viúva iria acontecer, se ele seria o alcoviteiro de Fidélia e Tristão, ou se iria acontecer um triângulo amoroso, ele brinca com o leitor dizendo que está com os olhos cansados, que “velhice quer descanso” e  diz que pensa parar de escrever o diário. Mas, claro, continuou.

Amigos e amigas, não esqueçam que Machado era um escritor realista. Só vou dizer que o final é feliz e triste, como a vida mesmo.

Abaixo, a edição portuguesa lida:

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Assis, Machado de. Memorial de Aires, Cotovia, Lisboa, 2003. Páginas: 177

* Fiz algumas adaptações à nova ortografia, exemplo “cousa= coisa”.


Machado cita autores e livros ( e música, Wagner). Anota, são dicas de leitura do grande mestre: “Fausto”, de Goethe; “Romeu e Julieta”, de Shakespeare; Percy Shelley, poeta, marido de Mary Shelley, de Frankstein e William Thackeray, escritor inglês, de “Vanity Fair” e outras tantas obras famosas. Podíamos aqui fazer uma maratona “Thackeray”, quem se interessar me escreve, que a gente encontra uma forma, meu Instagram: @falandofernanda

Até a próxima!

 

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Vinte e quatro livros para 2018


Numa tentativa de ser mais disciplinada, listei vinte e quatro livros que eu tenho grande vontade de ler e resenhar neste ano que vai começar amanhã. Alguns deles não são nada populares no Brasil, inclusive nem têm edição brasileira, por isso mesmo o meu interesse. Vamos colocar no ar novidades e não livros mais que mastigados, não é?! Fora que há que se traduzir mais e mais autores estrangeiros no Brasil, como há que se traduzir muito mais literatura brasileira no exterior. Forçar esse intercâmbio faz circular autores, idiomas, livros e mais conhecimento.

E como sugestão: aprenda idiomas! Espanhol e inglês são obrigatórios se você quiser ser um cidadão do mundo, além de expandir seu próprio universo interior, também para a sua vida profissional.  Saber idiomas é a chave para entender melhor outras culturas e saberes. E no âmbito literário, saber inglês, francês, espanhol, fora o nosso português, te abre um leque imenso de opções literárias, ainda mais com a Internet e a possibilidade de ler em e-books. E você, estrangeiro, que está lendo isto com tradutor, aprenda também português. 🙂

Vamos às minhas escolhas (as capas são as edições que eu tenho).

  1. “A ópera dos mortos”, de Autran Dourado

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Este é um livro que quero ler há muito tempo, por isso é o primeiro da fila. O mineiro Autran Dourado, falecido em 2012,  foi um dos maiores escritores do Brasil. O romance “A ópera dos mortos” (1967), é considerado por muitos a obra- prima do autor.
Ópera dos mortos. Romance. [Tapa blanda] by DOURADO, Autran.-

2. “A grama vermelha” (“L’erbe rouge”/ “La hierba roja”), de Boris Vian.

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Esse não achei tradução em português, mas não deve demorar. O francês Boris Vian (1920-1959), morreu com 39 anos, foi engenheiro, cantor, músico, tradutor, inventor entre outros, uma vida intensa. Ele tem uns títulos de livros “curiosos”: “Escupiré sobre vuestra tumba (Pocket) (“Irei cuspir- vos nos túmulos” ou “Que Se Mueran Los Feos ” (Qu”e morram os feios”). Eu tenho outro que está na lista Espuma dos Dias (Em Portuguese do Brasil), esse com edição brasileira da finada Cosac Naify.

3. “Contigo na distância” (“Contigo en la distancia”), de Carla Guelfenbein.

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A autora é chilena e Contigo En La Distancia (Premio Alfaguara 2015)” (“Contigo na distância”) ganhou um prêmio literário importante na Espanha, o Alfaguara (2015). A história foi baseada na vida de Clarice Lispector.

4. “A cidade sitiada”, de Clarice Lispector.

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Livro sem ler de Clarice não dá! A autora é para ser lida e relida, sempre. “A cidade sitiada” é o terceiro romance da autora.

A cidade sitiada

6. “Grandes esperanças”, de Charles Dickens

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Este clássico do inglês Dickens deve ser daqueles que provocam lágrimas. Conta a história de um órfão, Pip e as dificuldades que enfrenta na vida.

Grandes esperanzas (El Libro De Bolsillo – Literatura)

7. “A camisa do marido”, de Nélida Piñón

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São nove contos da grande Nélida Piñón, escritora carioca, uma das minha autoras favoritas.

A Camisa do Marido (Em Portuguese do Brasil)

8. Ciranda de Pedra, de Lygia Fagundes Telles

9789722339650

Esse já comecei a ler várias vezes e não avancei por problemas alheios ao livro.

Ciranda de Pedra

9. Paris não acaba nunca (livre tradução), de Enrique Vila- Matas

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O escritor espanhol me contou na Feira do Livro de Madri (2017), que estava em negociações com uma editora brasileira. Algumas de suas obras fora editadas pela finada Cosac Naify. Por enquanto, você pode ler em espanhol.

 París No Se Acaba Nunca (CONTEMPORANEA)

10. “1984”, de George Orwell

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Eu li “A revolução dos bichos” em 1996, lembro o ano, e adorei. Este, “1984”, está na lista há milênios, não pode passar de 2018.

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11. “13,99€”, de Frédéric Beigbeder

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Eu não tenho nenhuma referência do autor nem do livro, exceto o que conta na contracapa. A gente tem que fazer isso sim, “comprar livros pela capa”. Fiquei curiosa na livraria e vou pagar (já paguei, literalmente) pra ver.

13,99 Euros (Compactos)

12. “O grande Gatsby”, de F.S. Fitzgerald

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Outro clássico que está na estante faz tempo. Achei uma edição bilingue português- inglês baratinha:

O Grande Gatsby: The Great Gatsby: Edicao Bilingue

13. “Elegia”, de Philip Roth
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Elegía (CONTEMPORANEA)

14. “O clube da boa estrela”, de Amy Tan

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Conheci essa autora americana de origem chinesa, aqui em Madri. Tenho duas obras autografadas.

El Club de la Buena Estrella

15. “Matar um rouxinol”, de Harper Lee
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Matar a un ruiseñor: SERIE: CINE

16. “Trópico de capricórnio”, de Henry Miller

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17. “Um mundo feliz”, de Aldoux Huxley

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18.”O buda dos subúrbios”, de Hanif Kureishi

El Buda De Los Suburbios (Otra vuelta de tuerca)

19. “Os maias”, de Eça de Queirós

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Os Maias

20. Os filhos da América, de Nélida Piñón

Outro da Nélida. A edição que eu tenho é a espanhola. O nome ficou muito diferente: “La épica del corazón”

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La épica del corazón

21. “Em busca do tempo perdido- À sombra das meninas em flor”, de Marcel Proust

9788420652733

Li a primeira parte e adorei! Veja aqui a resenha.

En busca del tiempo perdido. Estuche (13/20)

22. “Viagens na minha terra”, de Almeida Garrett

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Viagens na Minha Terra (Completo) (Portuguese Edition)

23. “Memorial de Aires”, Machado de Assis.

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Memorial de Aires (Série Machadiana Livro 4) (Portuguese Edition)

24. “Onde andará Dulce Veiga”, de Caio Fernando Abreu

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Onde Andará Dulce Veiga ? (Em Portuguese do Brasil)

A lista é muito otimista, são vinte e quatro livros, dois por mês, mas alguns são bem extensos, como “Grandes esperanças”, com quase 800 páginas, “Os Maias”, com mais de 700 e assim por diante, mas a intenção é administrar o tempo para dar certo.

O que você achou das minhas escolhas? Vamos embarcar comigo nessas leituras?!

Aproveito para desejar um feliz 2018, espero que você comece o ano com esperanças renovadas, com projetos, sonhos, e que ao longo do ano, todos eles se realizem com alegria e saúde!

 Em 2018, mais e melhor! Feliz ano novo!

 

Onze livros para sorteio!


Na véspera da Páscoa, vamos animar o coreto?! Sorteio de 11 livros, já que só faltam 10 pessoas para atingirmos 11 mil curtidas no Facebook.

Escolhi 11 livros da minha biblioteca para o sorteio:

  1. “O desejo de Kianda”, do angolano Pepetela, comprado em Lisboa.
  2. “Amar se aprende amando”, do brasileiro Mário de Andrade.
  3. “A poesia da notícia”, do brasileiro Thiago David.
  4. “Pedro”, do brasileiro Luis Taques.
  5. “Olhares”, do português Rui Chafes, edição bilingue inglês- português, comprado na Universidade de Coimbra.
  6. “Ensino da língua materna”, da portuguesa Maria José Ferraz, muito bom para professores.
  7. “Navegando”, do brasileiro Rubem Alves.
  8. “Em busca do tempo perdido- Sodoma e Gomorra”, do francês Marcel Proust.
  9. “O alienista”, do insuperável brasileiro Machado de Assis.
  10. “Meio ambiente e formação de professores”, da brasileira Heloísa Dupas Penteado, também excelente para professores.
  11. “Só”, do português Antônio Nobre, também comprado em terras lusas.

Agora, atento(a) para as regras do sorteio:

  1. Curtir a página do Falando em Literatura no Facebook.
  2. Marcar três amigos no post do sorteio (esse) que vai estar no Facebook.
  3. Pode participar gente de qualquer lugar do mundo.
  4. Uma pessoa não pode ganhar dois livros. Ganhando um, automaticamente sairá do sorteio dos demais.

Não é obrigatório, mas seria gentil que compartilhassem o post também.

E atenção! Este sorteio só será realizado se, no mínimo, 50 pessoas marcarem seus amigos lá no Facebook.

Detalhe: os livros já foram lidos por mim, alguns estão como novos, mas há alguns que estão sublinhados e com anotações (antes eu fazia isso, agora não mais).

O sorteio será realizado no dia 15 de maio de 2017.

Veja como foram as oficinas dessa semana (vídeos e fotos)


Na última terça- feira, tivemos a oficina sobre Nélida Piñón e ontem (quinta) aconteceu a oficina sobre Machado de Assis na Casa do Brasil.

Veja o vídeo- depoimento de Deborah Cole, que participou de TODAS as oficinas até agora:

A turma da oficina de ontem sobre Machado de Assis.img_2341As espanholas Rita e Beatriz, e as brasileiras Deborah, Suely e Renata.

img_2349Fernanda e Beatriz, que ganhou um exemplar de “Dom Casmurro”.

Abaixo, um depoimento- convite de Renata Barbalho, que participou de três oficinas “Falando em Literatura”:

A oficina da próxima semana será no dia 30/11 sobre o grande Lima Barreto, que também será homenageado no próximo FLIP:

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Vinte dicas de livros para o Natal, “whish list”.


Quer presentear (ou receber) livros de Natal e não sabe qual escolher? Então segue uma lista de livros com edições incríveis, especiais, para agradar todos os gostos. Todos eles você pode comprar online:

Da Livraria Cultura (Brasil) selecionei esses boxes e edições especiais:

1. Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, em forma de novela gráfica. O texto original foi preservado.

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O principal romance da literatura brasileira do século XX ganha adaptação inédita em graphic novel, preservando o texto de Guimarães Rosa, considerado um dos maiores escritores nacionais. Riobaldo recebe um visitante em sua fazenda para quem conta sua história. As memórias do narrador vão de sua infância até as reviravoltas do destino que o levaram a se tornar um jagunço. Envolve-se com Zé Bebelo, que pretendia pacificar o sertão, e em guerras entre os bandos de Hermógenes e Joca Ramiro. Riobaldo atravessa a vastidão do sertão ao lado de Diadorim, participando de disputas por riqueza e vingança. A graphic novel respeita a complexidade de Grande Sertão – Veredas. Com roteiro do diretor de cinema Eloar Guazzeli, a obra transpõe cenas de batalhas surpreendentes para os quadrinhos, dando um ritmo cinematográfico. O ilustrador Rodrigo Rosa não se limita a retratar as paisagens do sertão, mas explora os seus contrastes, a natureza se torna um elemento narrativo, que compõe o clima do romance gráfico. A adaptação convida os fãs do romance a redescobri-lo e apresenta aos novos leitores a grandeza dessa obra. Outro destaque da edição é o projeto gráfico, concebido para uma tiragem limitada. O livro é protegido por uma luva de acetato vermelho e fora dela, um trecho do livro se revela na capa. Além disso, o volume tem a lombada solta, e artesanal, de forma que a ilustração da capa possa ser vista por inteiro e expondo detalhes como a lombada e a costura dos cadernos.Alice no País das Maravilhas, edição comemorativa dos 15o anos (2 volumes).

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Link para o livro aqui.

2. Alice no País das Maravilhas:

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Era uma vez uma garotinha que dormitava ao lado da irmã quando de repente viu passar um coelho branco de ar apressado, que tirou um relógio do colete, exclamou “Vou chegar muito atrasado!” e assim deu início às extraordinárias Aventuras de Alice no País das Maravilhas. Publicado há exatos 150 anos, o clássico de Lewis Carroll não perdeu nada de seu poder de encantar e intrigar as crianças e os adultos dispostos a acompanhar a jovem heroína, seja nesse País das Maravilhas em que parecem abolidas as regras, fronteiras e proporções, seja no enigmático mundo que se descortina no segundo volume, Através do espelho e o que Alice encontrou lá. Para celebrar o primeiro século e meio de Alice, a Editora 34 e a Coleção Fábula relançam a tradução integral do poeta Sebastião Uchoa Leite, com diversos poemas traduzidos por Augusto de Campos e com as 92 ilustrações originais de John Tenniel.42893816_9_G     Link para o livro, clique aqui.  

3. Trilogia Star Wars:

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As histórias clássicas de Luke Skywalker, Han Solo, Princesa Leia, Mestre Yoda e Darth Vader vão ganhar as páginas luxuosas de ‘Star Wars – A Trilogia’. Este livro reúne os romances inspirados nos três primeiros filmes do universo fantástico criado por George Lucas – Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi.

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Link para os livros, clique aqui.

4. A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector, edição comemorativa dos 50 anos.

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Romance original, desprovido das características próprias do gênero, ‘A paixão segundo G.H.’ conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. Depois do susto, ela esmaga o inseto e decide provar seu interior branco, processando-se, então, uma revelação. G.H. sai de sua rotina civilizada e lança-se para fora do humano, reconstruindo-se a partir desse episódio. A protagonista vê sua condição de dona de casa e mãe como uma selvagem. Clarice escreve – ‘Provação significa que a vida está me provando. Mas provação significa também que estou provando. E provar pode ser transformar numa sede cada vez mais insaciável.’

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Link para o livro, clique aqui.

5. Obras completas de José Saramago (dois volumes):

Os dois volumes incluem: 1º, Coleção de livros do autor José Saramago. Inclui os títulos ‘Memorial do convento’, ‘Levantado do chão’, ‘Manual de pintura e caligrafia’, ‘O ano de 1993’ e ‘As pequenas memórias’; 2º,  Inclui os títulos ‘Ensaio sobre a cegueira’, ‘Ensaio sobre a lucidez’, ‘Que farei com este livro?’, ‘In nomine dei’ e ‘Don Giovanni’.

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Link para o primeiro volume.

Link para o segundo volume.

6. Histórias da Literatura Ocidental, de Otto Maria Carpeaux, 10 livros (alguém poderia me dar essa coleção de presente!) 🙂

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Depois da publicação de História da Literatura Ocidental em quatro volumes, a Leya lança agora a produção de Otto Maria Carpeaux em uma caixa que contém sua mais famosa obra em dez volumes menores, no formato bolso. Da literatura grega à contemporânea (Carpeaux constrói sua narrativa até a década de 1970), o autor tece suas críticas em um estilo completamente único. Seu tão aclamado eruditismo nos leva ao conhecimento dos mais importantes autores da literatura ocidental. Conteúdo da obra por volume; História da Literatura Ocidental, volume 1 – Dos gregos e romanos ao primeiro século do cristianismo; (dimensão 17x12x0,02; peso 0,15 gramas páginas 160) História da Literatura Ocidental, volume 2 – A fundação da Europa, o universalismo cristão, a literatura dos castelos e das aldeias, o Trecento (Dante, Petrarca, Boccaccio), o realismo e o misticismo medievais; (dimensão 17x12x0,02; peso 0,200 gramas; páginas 250) História da Literatura Ocidental, volume 3 – Os humanistas italianos e a literatura renascentista europeia, os humanistas cristãos e a reforma; (dimensão 17x12x0,04; peso 0,200 gramas; páginas 304) História da Literatura Ocidental, volume 4 – Poesia e teatro da contrarreforma, pastorais, epopeias e romance picaresco, o barroco protestante, a literatura oposicionista; (dimensão 17x12x0,05; peso 0,200 gramas; páginas 576) História da Literatura Ocidental, volume 5 – As origens neobarrocas, o arcadismo, o classicismo racionalista, o pré-romantismo, os enciclopedistas, o último classicismo; (dimensão 17x12x0,06; peso 0,300 gramas; páginas 560) História da Literatura Ocidental, volume 6 – Das origens do romantismo ao fim do movimento – o evasionismo, o byronismo, os radicais e utopistas; (dimensão 17x12x0,06; peso 0,300 gramas; páginas 496) História da Literatura Ocidental, volume 7 – O romance burguês, darwinismo e fatalismo, o romance psicológico, o século XIX; (dimensão 17x12x0,07; peso 0,350 gramas; páginas 528) História da Literatura Ocidental, volume 8 – O simbolismo, o fim do século XIX, a época do equilíbrio europeu (1900 a 1914). Nietzsche, Oscar Wilde, Mallarmé, Rimbaud e outros; (dimensão 17x12x0,07; peso 0,350 gramas; páginas 528) História da Literatura Ocidental, volume 9 – As vanguardas europeias, as revoltas modernistas, a I Guerra Mundial. Freud, Joyce, Proust, O’Neill, Franz Kafka, entre outros; (dimensão 17x12x0,04; peso 0,200 gramas; páginas 288) História da Literatura Ocidental, volume 10 – A literatura contemporânea, o existencialismo, a II Guerra Mundial e suas consequências. Saint-Exupéry, George Orwell, Camus, Calvino, Gabriel García Márquez, Cortázar, Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa e outros autores; (dimensão 17x12x0,04; peso 0,200 gramas; páginas 336)

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Link para a caixa (não se esqueçam de mim!) 🙂

Da Livraria Saraiva, Brasil, selecionei esses livros:

7.  O mochileiro das galáxias (5 livros). Esse é para a galera geek- nerd e afins:

É uma série que surgiu na década de 70, do escritor e comediante inglês Douglas Adams. Ele era roteirista de Monty Phython e acabou virando uma obra de culto. (Quem quiser e dar de presente também aceito!). 🙂

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Link para a coleção.

8. Poesias completas de Mário de Andrade. (Esse também pode me enviar numa boa!):

Descrição
Em 1943, no plano de suas Obras Completas, que Mário de Andrade polígrafo (1893-1945) arma para a Livraria Martins Editora, Poesias completas deveria ampliar o conteúdo de Poesias, seleta que, em 1941, revisita os títulos publicados no modernismo da década de 1920 – Pauliceia desvairada (1922), Losango cáqui (1926), Clã do jabuti (1927) –, e em 1930, Remate de males, trazendo também os inéditos “A costela do Grã Cão” e “Livro azul”. Poesias completas abrangeria a integralidade dos livros até 1930, os inéditos divulgados em 1941 e novos inéditos como O carro da Miséria. Apenas em 1955, dez anos após a morte do autor, a obra se concretiza. A presente edição de Poesias completas busca restituir, nos textos apurados mediante o confronto com edições em vida e manuscritos, o projeto original de Mário de Andrade para esse livro. Anotada e acrescida de documentos, contribui vivamente para a história da literatura no Brasil.

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Da Livraria Submarino, Brasil, selecionei esses livros:

9. Box Jane Austen Bilíngue – Português/Inglês:

Jane Austen foi uma das maiores escritoras de romances do mundo. Considerada uma das responsáveis pela grande aceitação do gênero entre as mulheres, suas obras sempre lidam o lado feminino da burguesia inglesa de seu tempo.

A obra desta aclamada escritora tem sido constantemente adaptada para o teatro, cinema e televisão; nos meios acadêmicos, tem gerado abundantes e fecundos estudos de sua dimensão estética, sociológica e histórica; em vários países, inclusive o Brasil, são-lhe dedicados ativos e entusiasmados fã-clubes; e, na web, há um número assombroso de paginas que remetem a Jane Austen.

Este Box Jane Austen conta com grandes clássicos da escritora, obras que também entraram para o cânone dos melhores livros em literatura inglesa. Todos os livros são em edição bilíngue, e você pode acompanhar o original em inglês e aprofundar ainda mais seus conhecimentos sobre língua e literatura inglesa.

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10. Box Clássicos Zahar Edições Bolso de Luxo, que Brilham no Escuro II. Lindos!

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11. Coleção O Tempo e o vento (7 Livros), quero!

Os sete volumes da trilogia O tempo e o vento agora reunidos numa caixa. São 150 anos de história do Brasil protagonizados por personagens inesquecíveis, como a forte Ana Terra e o valente capitão Rodrigo Cambará. As disputas familiares, as brigas pelo poder e as guerras civis são narradas por Erico Verissimo nesta que é uma das mais célebres sagas da literatura brasileira.
Todos os volumes trazem ilustrações de Paulo von Poser e uma cronologia que relaciona fatos históricos a acontecimentos ficcionais da trilogia e a dados biográficos de Erico Verissimo.

A caixa contém:
– O Continente: Vols. 1 e 2
– O Retrato: Vols. 1 e 2
– O Arquipélago: Vols. 1, 2 e 3

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Da Estante Virtual (Brasil), eu selecionei toda a obra de Autran Dourado, um dos autores que vou resenhar em 2016:

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Da Bertrand Livreiros (Portugal), eu selecionei:

12. Pack Peanuts de Charles M. Schulz (Eu amo a turma do Snoopy!)

Uma das mais famosas tiras cómicas da história aclamadas pelo público leitor de todo o mundo. As personagens de Charles M. Schulz – Charlie Brown, Snoopy, Lucy, Linus, Schroeder e muitos outros – tornaram-se ícones mundiais. Em 1999, um júri americano de peritos em comics afirmou os Peanuts como as segundas melhores tiras cómicas do século XX. Em 2002, um estudo identificou os Peanuts como um cartoon reconhecido por 94% do total do público leitor americano, sendo apenas suplantados pelo rato Mickey. Os Peanuts nasceram em 1950 e foram publicados em cerca de 2600 jornais e em 21 línguas diferentes. No volume 5 editam-se-se as tiras publicadas em 1959 e 1960 e no volume 6 editam-se-se as tiras publicadas em 1961 e 1962.

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13. Pack Grandes Thrillers, para quem gosta de suspense.

A um preço imbatível, a editor reúne três obras em que os leitores irão ser arrebatados pela intriga, acção, suspense e enredos apaixonantes. O Codex Maia de Douglas Preston, um thriller arqueológico fascinante com um clímax de cortar a respiração, O Falsificador de Da Vinci de Thomas Swan, um mistério verdadeiramente emocionante sobre o mercado internacional de arte, e O Prestígio de Christopher Priest, uma história sobre segredos obsessivos e uma rivalidade levada ao extremo por dois mágicos do século passado. Três thrillers soberbos com histórias inesquecíveis, agora disponíveis num pack a que o leitor não ficará indiferente.

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Da Livraria Wook (Portugal), gostei dessa edição:

14. Edição comemorativa do quarto centenário da publicação de “Os Lusíadas”:

Obra editada no IV centenário da publicação da obra. Desenhos originais de Gouvêa Portuense, prefaciada pelo Professor Doutor Manuel Lopes de Almeida Obra encadernada. Ilustrada ao longo das suas 1102 estâncias com cerca de 1500 Iluminuras, impressas a 9 cores.
As dez aberturas do Poema foram pintadas, numa alusão ao canto.
Texto fac-similado, em homenagem à primeira edição.

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Da Livraria La Central (Espanha), escolhi esses livros:

15. “Mi planta de naranja lima”, de José Mauro de Vasconcelos. O nosso Zezé em espanhol.

De mayor Zezé quiere ser poeta y llevar corbata de lazo, pero de momento es un niño brasileño de cinco años que se abre a la vida. En su casa es un trasto que va de travesura en travesura y no recibe más que reprimendas y tundas; en el colegio es un ángel con el corazón de oro y una imaginación desbordante que tiene encandilado a su maestra. Pero para un niño como él, inteligente y sensible, crecer en una familia pobre no siempre es fácil; cuando está triste, Zezé se refugia en su amigo Minguinho, un arbolito de naranja lima, con quien comparte todos sus secretos, y en el Portugués, dueño del coche más bonito del barrio. Publicada por primera vez en 1968, Mi planta de naranja lima es la emocionante historia de un niño al que la vida hará adulto precozmente. En esta novela, José Mauro de Vasconcelos recreó sus recuerdos de infancia en el barrio carioca de Bangú con un lirismo y una ternura que cautivaron a los lectores desde su aparición y que la han convertido en uno de los libros más leídos de la literatura brasileña contemporánea.

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Da Livraria Pasajes (Espanha), recomendo estes:

16. O livro do desassossego, de Fernando Pessoa.

O «Livro do Desassossego é um dos maiores feitos literários do século XX. Obra-prima póstuma, retrato da cidade de Lisboa e do seu retratista, compõe-se de centenas de fragmentos, oscilando entre diário íntimo, prosa poética e narrativa, num conjunto fundamental para compreender o lugar de Fernando Pessoa na criação da consciência do mundo moderno.
Jerónimo Pizarro, reconhecido estudioso pessoano, regressa às fontes dos textos que Fernando Pessoa pretendia incorporar no «Livro do Desassossego e redefine o cânone da sua autoria. Com uma nova organização e aperfeiçoando a decifração de quase todos os fragmentos, este livro reúne os atributos para se tornar a edição de referência.

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17. A chinela turca, contos fantásticos de Machado de Assis.

Os contos fantásticos de Machado de Assis, bem pautados pelo estilo francês, concentram o teor mágico e insólito das suas narrativas no elemento onírico. É por meio do sonho, loucura, delírios ou alucinações que os protagonistas se defrontam com aparições fantasmagóricas, aventuras inacreditáveis, ameaças de morte, encontros com cientistas insanos e viagens astrais. Geralmente o enredo tem início em ambientes verosímeis, que em nada remetem ao surreal. E dessa forma Machado conduziu muito bem os seus textos deste teor. Vivendo num mundo crível, monótono e enraizado no quotidiano, os protagonistas são repentinamente lançados em ambientes mágicos, maravilhosos, e que fogem das leis normais da compreensão humana, como em A Chinela Turca, conto que dá título a este livro.

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Da Fnac Brasil, escolhi esses:

18. Os melhores contos brasileiros de todos os tempos, seleção de Flávio Moreira da Costa.

Espero que a seleção corresponda ao título. Sempre é bom ter uma coletânea de bons textos.

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19. Miguel Angelo – Obra completa. Para o pessoal que aprecia Arte:

Resenha
Before reaching the tender age of thirty, Michelangelo Buonarroti (1475-1564) had already sculpted David and Pièta, two of the most famous sculptures in the entire history of art. Like fellow Florentine Leonardo da Vinci, Michelangelo was a shining star of the Renaissance and a genius of consummate virtuosity. His achievements as a sculptor, painter, draughtsman, and architect are unique—no artist before or after him has ever produced such a vast, multi-faceted, and wide-ranging oeuvre. Only a handful of other painters and sculptors have attained a comparable social status and enjoyed a similar artistic freedom. This is demonstrated not only by the frescoes of the Sistine Chapel but also by Michelangelo’s monumental sculptures and his unconventional architectural designs, whose forms went far beyond the accepted vocabulary of his day. Such was his talent that Michelangelo was considered a demigod by his contemporaries and was the subject of two biographies during his lifetime. Adoration of this remarkable man’s work has only increased on the intervening centuries. Following the success of our XL title Leonardo da Vinci, TASCHEN brings you this massive tome that explores Michelangelo’s life and work in more depth and detail than ever before. The first part concentrates on the life of Michelangelo via an extensive and copiously illustrated biographical essay; the main body of the book presents his work in four parts providing a complete analytical inventory of Michelangelo’s paintings, sculptures, buildings and drawings. Grorgeous, full page reproductions and enlarged details bring readers up close to the works. This sumptuous tome also takes account, to a previously unseen extent, of Michelangelo’s more personal traits and circumstances, such as his solitary nature, his thirst for money and commissions, his miserliness, his immense wealth, and his skill as a property investor. In addition, the book tackles the controversial issue of the attribution of Michelangelo drawings, an area in which decisions continue to be steered by the interests of the art market and the major collections. This is the definitive volume about Michelangelo for generations to come.

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E o último da livraria Iberlibro (Espanha):

20. El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha ilustrado por Dalí. Esse custa 8.900 euros!

Edição limitada com 993 exemplares ilustrados por Salvador Dalí.

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Link para o livro mais caro da lista.


 

Gostou da lista? Espero que ela te sirva de inspiração.

Dez livros essenciais (que eu ainda não li)


Eu tenho uma lista de livros que eu ainda não li e que deixa- me bastante incomodada. São livros essenciais na biblioteca de qualquer bom leitor (leitor de qualidade e não de quantidade) e que eu necessito urgente eliminar dessa lista incômoda. Obviamente, o universo de excelentes e importantes livros é bem maior do que uma existência só pode abarcar. Escolhi alguns que estão na minha biblioteca e preciso devorá- los já!

  1. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes Saavedra

Eu moro na Espanha, sou formada em Letras, mestre em Literatura, dona de um blog literário,  e ainda não li a principal obra do país que me acolheu e um dos livros mais importantes do planeta. Não é uma vergonha?! É! Por isso, esse é prioridade total e começarei hoje mesmo essa leitura.

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Essa é uma edição espanhola da Anaya, capa dura, com ilustrações do premiado José Ramón Sanchez, ou seja, bem caprichada e muito barata, acho que custou menos de 10 euros. O Quixote talhado na madeira está sem o Sancho, que foi vendido sem o amigo. Fiquei com pena dele e o trouxe lá de Santiago de Compostela. Preciso achar o Sancho parecido.

2. Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust

Eu não posso negar a minha quedinha pelos franceses. “Em busca do tempo perdido” é uma obra extensa, mais de 3 mil páginas divididas em sete livros. Eu só li o primeiro, “Em busca de Swann” , “Pelo caminho de Swann” (há variações, depende da edição). É uma obra que estou impaciente para terminar. A foto é do segundo livro:

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3. MacBeth, de William Shakespeare

O clássico dos clássicos, o maior escritor de língua inglesa. Como que a gente pode não ler esse cara?! Eu já li os sonetos, Hamlet e Romeu e Julieta. Tenho que ler a obra toda. Essa edição da Planeta é linda, ela está em um estojo e as ilustrações são de nada mais, nada menos que Salvador Dalí!

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4. As mil e uma noites, vários autores

Quem nunca ouviu falar da Scheherazade? Não é aquela do jornal do SBT não, viu? Eu já li histórias dispersas, mas gostaria de entender melhor o conjunto da obra. Nem sei se é possível isso,  já que é uma antologia de contos populares da antiga Pérsia, os países árabes, Índia. Nesse livro é possível entender muito do se escreve hoje em dia, influenciou e influencia ainda muitos escritores.

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5. Bel Ami, de Guy de Maupassant

É um autor que eu quero muito conhecer, vou começar pelo mais famoso e ir descobrindo a obra pouco a pouco.

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6. Antagonia, de Luis Goytisolo

Eu conheci pessoalmente esse autor e tenho quase toda a sua obra autografada, menos esse da foto, seu livro mais importante, que ficou em casa porque é um calhamaço, mais de 1000 páginas. A crítica diz que é o “Proust espanhol”. Goytisolo é da Real Academia Española.

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7. Retrato do artista adolescente, de James Joyce

Eu tenho uma relação amor-ódio com esse autor, porque não gostei do seu livro mais famoso, Ulisses e adorei o seu livro de contos Dublinenses. Eu quero ler o Retrato e reler Ulisses, acho que não era o momento de ter lido, tenho essa pedrinha no sapato.

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8. Mrs. Dalloway, de Virgínia Woolf

Posso confessar? Então confesso: a literatura inglesa não me atrai. Já comecei a ler mil vezes os livros de Virginia e de outras escritoras inglesas e empaquei. É como uma necessidade imperiosa de conseguir fazer essa leitura, tenho duas amigas, a Fran do Livro & Café, que é especialista em Woolf, inclusive ela está promovendo uma leitura coletiva de “Orlando”, quem quiser participar  chega lá; e outra amiga, a professora doutora Rosângela Neres, que são fãs da autora. Que ela é boa, não tenho dúvida. Eu é que tenho uma barreira a ser vencida, nem sei qual. Vou ler.

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9. Memorial de Aires, de Machado de Assis

Eu AMO Machado de Assis, mas envergonhada, confesso: não li ainda toda a sua obra. Falta esse, Memorial de Aires, faltam alguns contos, faltam todas as poesias, e alguns outros romances. Imperdoável!

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10. Os paraísos artificiais, de Charles Baudelaire

Eu quero ler toda a obra desse poeta “maldito” francês, o livro abaixo está só para representar. As flores do mal é o seu livro mais conhecido, que eu já li, mas que quero fazer uma releitura “esquematizada” para poder fazer uma resenha aqui.

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Esses livros todos juntos…não sei, deve dar umas cinco mil páginas (só Dom Quixote tem mais de 1300 páginas), não sei quanto tempo para ler isso tudo, mas vou tentar. Palavra de leitora. Tenho certeza que depois dessas leituras serei uma pessoa diferente. Acompanha- me?!

Antônio Torres e a alegria


Três excelente surpresas, vamos lá!


Quem me conhece sabe que o meu escritor brasileiro contemporâneo favorito é Antônio Torres. Era apaixonada por sua escritura muito antes de saber com detalhes quem era a pessoa por trás de “Essa Terra“. E acredite, a pessoa é grande como a sua obra. Não é à toa que tornou- se imortal!

Felicidade para mim é livro bom. Literatura salva de um monte de coisas, sabe? Felicidade dupla é ficar em uma fila e ter um livro autografado por um grande autor. Felicidade que ainda não tem nome é receber pelo correio, do próprio autor que você adora, uma obra autografada. Quem gosta de livro me entende, não é?!

E a alegria chegou muitas vezes através do meu queridíssimo Antônio Torres, que já me enviou  lá da linda Petrópolis (RJ) os livros: “Um táxi para Viena d’Áustria“, “Pelo fundo da  agulha”, o PDF de “Sobre pessoas” (resenha em breve).

E essa maravilha de hoje, surpresa número um! O último livro de Antônio Torres “O centro das nossas desatenções”, que originalmente foi publicado em 1996. E agora em 2015, ganhou uma nova edição caprichada e cheia de gravuras, editada pela Record (resenha em breve). Foi uma edição comemorativa dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro. O lançamento foi bem legal, teve uma caminhada temática guiada pelo prof. João Baptista Ferreira de Mello pelas ruas do centro e no final, mestre Antônio fez uma sessão de autógrafos. Veja o vídeo onde o autor explica sobre a obra.

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A orelha:

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Apaixonado pelo Rio de Janeiro, o baiano Antônio Torres já transformou a cidade em personagem mais do que em cenário (…)

A contracapa:

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Um pouco da bio e bibliografia. Antônio Torres ocupa a mesma cadeira que Machado de Assis. Ilustríssimos!

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Surpresa número dois! Meu querido e amado escritor também enviou- me o seu discurso de posse da Academia Brasileira de Letras e com resposta da melhor escritora brasileira de todos os tempos que o Brasil já teve, Nélida Piñón! Sou ou não sou uma privilegiada?! Veja:

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Agora só vou mostrar a capa e a folha de rosto, depois vou ler tudo com cuidado e contar para vocês, é a primeira vez que tenho um discurso original da ABL nas mãos! Uhuuuu! Isso é muito especial!

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Terceira surpresa!

Há algum tempo, Beth Almeida, a editora- adjunta do Jornal de Letras, publicação impressa sobre literatura com sede no Rio de Janeiro, cujo diretor responsável é o imortal da ABL Arnaldo Niskier, entrou em contato dizendo que queria publicar a resenha sobre “Pelo fundo da agulha”,  livro maravilhoso do mestre Antônio Torres. Claro que sim, encantada! Passou o tempo e eu não soube nada da publicação (eu moro do outro lado do Atlântico, para quem não sabe). E quem escreve para me contar que viu o artigo no jornal?! O próprio Antônio Torres! Eis aqui na mão, enviado pelo meu querido escritor, como sempre gentilíssimo. Número 198, mês de fevereiro/2015:

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A capa do jornal, com o popular sambista Martinho da Vila (76 anos, não parece de jeito nenhum!), mas que muita gente não sabe, é um escritor com 13 obras publicadas e tomou posse na Academia Carioca de Letras. Parabéns, Martinho! Sua obra já está na minha lista.

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As alegrias que a Literatura traz. Um post todo em superlativo!


Agora vou fazer como o mestre Antônio (que costuma agradecer assim): obrigada, obrigadíssima, merci, thank you, gracias, grata pelos presentes, pela atenção e por fazer tão feliz essa que vos fala. Antônio Torres é sinônimo de alegria!

Obrigada também ao ilustre Arnaldo Niskier e à gentil Beth Almeida pela oportunidade.