“In a Heartbeat”, um lindo curta- metragem animado 


O coração, esse indomável…fica incontrolável quando se apaixona.


Veja esse lindo curta- metragem que anda fazendo sucesso nas redes sociais. Só ontem, teve dois milhões de acessos no YouTube. A história sobre o amor entre dois adolescentes é contada sem palavras. Veja:

https://youtu.be/2REkk9SCRn0


O curta foi criado por Beth e Esteban da Flórida, Estados Unidos.

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Na ponta da caneta


Um pensamento quando ganha forma, ganha mais força.

Vamos espalhar o amor?! Veja o vídeo aqui, clica!

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A nossa alma- gêmea existe?


Só pelo amor o homem se realiza plenamente. (Platão)

A nossa alma- gêmea existe?

Um dos temas principais de toda a literatura mundial de todos os tempos, sem dúvida, é o amor. É uma fonte perene, inesgotável, realmente é uma força infinita e transformadora. Uma pessoa que ama jamais será a mesma, tanto na realidade quanto na ficção.

Desde a Grécia antiga, os filósofos e escritores da época, entre eles, Aristófanes, percebeu a necessidade do outro e para tentar explicar a incompletude do homem, narrou uma linda história que remonta à mitologia. O mito da alma- gêmea está no livro “O banquete”, de Platão. Este livro conta sobre um banquete oferecido a Eros, o deus do amor.

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A história de Aristófanes é a seguinte: houve um tempo em que os homens eram completos. Todas as nossas extremidades eram duplas: duas cabeças, quatro braços, quatro pernas, o que nos permitia uma mobilidade maior, éramos mais eficazes. Os homens consideravam- se tão perfeitos que decidiram ir ao céu lutar contra os deuses e tomar os seus lugares no Olimpo. Os homens perderam a luta e Zeus decidiu castigá- los pela impertinência. Ele pegou a sua espada e dividiu os homens ao meio.

Os homens caíram na Terra de novo, desesperados, procurando a sua outra metade, já que sem ela não poderiam viver. A necessidade de encontrar a alma- gêmea, alguém que nos complete, na verdade, é nostalgia. O outro que buscamos é parte de nós, não é alguém alheio. Segundo esse mito, a nossa alma- gêmea não pode ser alguém muito diferente, porque é a nossa outra parte idêntica.

Zeus ainda prometeu cortar- nos ao meio outra vez se não o obedecermos.


Pessoalmente, sim…acredito que existe uma alma especial que complete a nossa. E você, acredita em almas- gêmeas?

A descoberta da vida, do amor em Clarice Lispector


Por Rômulo Pessanha

Começo pelo começo que ninguém sabe quando começou. A busca pela origem da matéria que contém a vida é algo que nos causa medo e paixão, terror e medo, sensação de aventura e medo, tudo porque a origem da vida é como uma massa misteriosa, a vida não para de nascer a cada instante dentro de nós.
A Clarice Lispector apresenta-nos aqueles momentos de descoberta que as pessoas comuns sabem bem quando estão descobrindo algo, como a descoberta do amor, da solidão, do desejo, mas a descoberta da vida, essa sim, ninguém ainda ousou dizer sua forma e sua luz.

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A constatação de que apenas baratas estariam presentes no momento que surgiu o primeiro ser humano é algo bíblico. Só as baratas seriam nossas testemunhas: onde se encontraria o evangelho segundo a barata? Estaria na sua massa branca interior, com aquele cheiro de barata? qual a semelhança entre a massa branca e o cheiro da barata com o cheiro das escrituras sagradas que ninguém nunca sentiu? Qual a relação entre sentir a massa gosmenta de uma barata esmagada contra uma porta de um armário qualquer e verificar ali, um ser vivo te observando com a metade de seu corpo esmagado, que a vida também é uma massa sagrada, como as escrituras que saíram de dentro do mistério dos fatos ocorridos no mundo real ou talvez das intenções subjetivas de quem as escreveu?
Ninguém sabe quem esteve presente ao nascimento da primeira barata … Talvez Deus? … Sim, porque nós nos consideraríamos mais importantes? Quem esteve presente ao nascimento de Deus? Deus é maiúsculo ou minúsculo? Se antes de sua criação nada existia então Deus ou deus não era. Era apenas o nada. Deus era apenas o nada, quando nada estava criado. Se nada existia, se nada era regido então sua existência era nula. Qual a massa de deus, ou Deus?
Em Clariceanos aspectos, a religião é uma vida. A vida se origina apenas para falar de sua banalidade, de como ela frágil, pode ser ficcionada em tragédia reconhecíveis pelo mais banal ser humano baratizável, ou, melhor dizendo, que se considere barata perante o mundo banalizável, como no mundo moderno a preocupação com sobreviver se torna mais importante do que o viver. Mais para além de ficção tudo pode ser reduzido ao nada. Assim é o que se quer chegar: o ponto final que deu início a tudo o que não existe. Teorias se tornam matérias para discussões.
Discutir o invisível é o deleite de quem procura saborear o invisível da vida.

O amor surge como descoberta de que dentro de alguém algo desperta mais vida em nós. Passamos de leve a compreender que em alguns momentos estamos presentes no nosso próprio nascimento: é quando a paixão surge. Mas nós talvez nem teríamos consciência do momento de nossa origem. Para isso seria preciso voltar atrás, no tempo, no passado e constatar que nem esforço para isso seria preciso, pois o guardamos conosco em algum ponto inscrito no branco da vida, como papel para ser escrito, vida para ser vivida.

Dez filmes românticos com encanto


Sexta- feira, 13, mas hoje não é dia de falar de terror e sim de amor: amanhã é o “Dia dos Namorados” na Europa (“San Valentín na Espanha), Estados Unidos, países da América Central e alguns da América do Sul como a Venezuela e o Uruguai. Para comemorar essa data com uma alta dose de romantismo, escolhi dez filmes com magia e encanto para assistir acompanhado(a) ou sozinho(a)…

Continue lendo o post original lá no PalomitaZ, Revista Brazil com Z.

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Dia de São Valentim, “Vamos discutir a relação?”


Hoje, Dia dos Namorados na maioria dos países ocidentais, o texto: “Amor, vamos discutir a nossa relação?” (Mário Prata)

vjsuave-maisamor3_slideDISCUTIR: defender ou impugnar (assunto controvertido); questionar.
RELAÇÃO: comparação entre duas quantidades mensuráveis. (Aurélio)

Há alguns anos, eu e minha mulher (hoje ex-) fomos convidados pelo cantor e compositor João Bosco para assistirmos ao show dele no Teatro Municipal de Santo André. Como não sabíamos o caminho, João Bosco, que ia com a Kombi da gravadora, ofereceu-se para uma carona. Pegamos ainda o genial jornalista policial Otávio Ribeiro (Pena Branca) e sua noiva no Hotel Cineasta no centro de São Paulo e lá fomos nós. Pena tinha acabado de escrever um livro chamado Barra Pesada.

Quando chegamos, o teatro estava superlotado, não havendo mais espaço nem no chão. O produtor do João nos arrumou quatro cadeiras e lá ficamos nós num cantinho do palco. No centro, com foco de luz, apenas o João, o banquinho e o violão.

Foi quando tudo se deu. Pena Branca e a noiva começaram uma discussão no palco. Lá no cantinho, para constrangimento meu e da Marta, enquanto João Bosco reclamava de “um torturante bandeide no calcanhar”. Da discussão partiram para um bate-boca de baixíssimo nível. Altos brados e baixos calões. Começaram a se xingar. O que aconteceu é que as mais de mil pessoas que lotavam o teatro começaram a desviar os olhos do centro do palco para o canto. Ali, naquele pequeno espaço cênico, estava acontecendo um outro espetáculo. Um casal DISCUTIA A RELAÇÃO, com o João Bosco fazendo um mero e distante fundo musical. Foi um sucesso, para desespero meu e da Marta, meros figurantes sem fala, porém boquiabertos. Não sei se o meu saudoso Pena Branca continuou com a moça depois daquele dia. Sim, porque quando se começa a DISCUTIR A RELAÇÃO é, quase sempre, porque não existe mais relação. Apenas discussão.

DISCUTIR A RELAÇÃO é um ato recente. Antigamente, lá pelos anos 60, não se fazia isso. Quando o namorado ou a namorada chegava para o outro e dizia: “Sabe, eu estive pensando…” Pronto, o ouvinte já sabia que era o fim. Não havia mais o que discutir. Saía cada um para o seu lado dizendo que houve (que saudades) uma “incompatibilidade de gênios”. Isso resolvia tudo.

E os nossos pais jamais discutiram a relação. Nem mesmo a relação sexual. Dava-se uma porrada e não se falava mais naquilo. As mulheres (infelizmente) sabiam do seu lugar ao lado do fogão, sem o fogo do amado.

Mas o mundo girou, a lusitana rodou, vieram os psicanalistas e as feministas. Sim, foram eles que instigaram as mulheres a DISCUTIR A RELAÇÃO. Sim, são sempre as mulheres que começam (e acabam) as discussões e as relações. Os terapeutas, porque colocam na cabeça da gente que devemos dizer tudo que pensamos da pessoa amada para ela e não para o melhor amigo. E as feministas, bem, as feministas…

Mas, antes de surgir a expressão DISCUTIR A RELAÇÃO, tivemos outros nomes para a mesma desgastante peleja. “Vamos dar um tempo’ não durou muito. Depois surgiu “Nossa relação está desgastada”. Por que não “gastada”?

Hoje, modismo ou não, não há casal que não DISCUTA A RELAÇÃO, pelo menos uma vez por semana, igualando ao número de atividades sexuais. DISCUTE-SE A RELAÇÃO nos mais variados lugares. Alguns sombrios, outros perigosos.

O melhor lugar para se discutir a relação é na sala. Está-se próximo do uísque, da televisão que pode ser ligada a qualquer momento e mesmo da porta, para uma saída furtiva e quase sempre covarde. E é ótimo DISCUTIR A RELAÇÃO andando em círculos, com um copo na mão, um ouvido na fera e um olho no futebol. Sim, as mulheres adoram esta atividade aos domingos. Eu tenho um amigo que, quando quer sair sozinho com os amigos, diz: “Vou até lá em casa e dou um jeito de DISCUTIR A RELAÇÃO com a patroa, ela fica irritada e eu tenho um motivo para voltar aqui para o bar’.

DISCUTIR A RELAÇÃO no quarto só tem duas saídas. Tudo terminar numa belíssima e lacrimejante cena de amor (às vezes, até com uns tapinhas carinhosos) ou a ida de um dos meliantes para o outro quarto. No quarto, é impossível se tratar deste assunto impunemente. Principalmente se os dois atletas estiverem deitados. E nus. E se houver alguma faca por perto. Vide Robbit.

No carro, é um perigo. Deveria haver multa para esses casais que colocam em risco não apenas a vida deles, como também dos transeuntes e demais carros. DISCUTIR A RELAÇÃO dentro do carro sempre acaba em trombada na cara. E quem está dirigindo leva sempre a pior. Ou então propor um rodízio. Segunda, não discutem casais com final 1 e 2. Terça, 3 e 4. E assim por diante.

Agora, não há nada mais desagradável do que DISCUTIR A RELAÇÃO por telefone. É um horror. Geralmente é de madrugada. Longos silêncios… “Você está me ouvindo? Você está aí?” A gente não vê os olhos da outra pessoa, o sarcástico sorrisinho, a pequena lágrima rolando. Sem falar na conta do telefone.

E no restaurante, vocês já repararam? Sempre tem alguns casais que chegam calados, comem calados e calados saem. Um não dirige a palavra para o outro. Ledo engano. Eles estão, em silêncio, DISCUTINDO A RELAÇÃO. Acho uma covardia DISCUTIR A RELAÇÃO em silêncio. Eles não falam nada. Ela fica quebrando palitos e ele rasgando o guardanapo de papel. Imundando o restaurante.

Já os mais modernos DISCUTEM A RELAÇÃO via Internet. Ele digita um disparate para ela na Vila Madalena, o texto vai para um satélite, dali vai para Columbus (Ohio, USA), volta ao satélite, baixa na central do Rio de Janeiro e, finalmente, entra no computador dela em Pinheiros, a uns 500 metros de distância. Depois é a vez dela fazer o mesmo. Coitado do satélite que tem que decifrar aqueles palavrões todos. Em português, é claro!

Mas o pior não é DISCUTIR A RELAÇÃO. O pior é pagar fortunas a um profissional, sentar-se numa poltrona ou divã e ficar ali, durante 50 minutos, por intermináveis semanas, meses a fio, anos seguidos, repetindo tintim por tintim como foi a nossa última conversa com o ser amado, fazendo um esforço danado para lembrar fala por fala, todos os diálogos. E o terapeuta lá, com aquele olho de peixe morto, caído, quase bocejando, ouvindo, pela oitava vez, naquela mesma tarde, a mesma nauseante história de amor.

Sim, porque com ele a gente não DISCUTE A RELAÇÃO. Discutimos, no máximo, o preço. Da nossa dor.

Texto extraído do livro “100 crônicas de Mário Prata”, Cartaz Editorial – São Paulo, 1997, pág. 163.O escritor Mario Prata, natural de Uberaba (MG), nasceu no dia 11 de fevereiro de 1946.

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Mario Prata é natural de Uberaba (MG), nasceu no dia 11 de fevereiro de 1946. É dono de uma extensa obra, escreveu novelas, literatura infantil, obras para o teatro e tetevisão, jornalismo, crônicas e também é produtor.

O dia em que te esqueci


Esse foi o primeiro livro que li da portuguesa Margarida Rebelo Pinto (Lisboa, 1965): O dia em que te esqueci. Para todas as mulheres que viveram um grande amor. A todos os homens que o perderam.

Se fosse mais leve,  bem- humorado e fashion eu o classificaria de chick- lit, mas não é o caso. A autora conta a história de um amor que não deu certo. O cara levava uma vida paralela com outra mulher, que nunca abandonou. Esse homem foi o grande amor da sua vida (fala em 1ª pessoa) talvez a história da própria escritora. Ela escreve uma carta dirigida a esse homem contando a sua vida sem ele, seus sentimentos e romance com outro homem, que ela achou que poderia substitui- lo, mas não foi assim. O príncipe virou um sapo intragável. A primeira parte do livro é a mais interessante, o resto é só uma coleção de clichês e frases prontas, onde primam a falta de originalidade e recursos literários.

É só mais uma história de amor e desamor, comum, como milhares que há na rede e na nossa “vida real”, mas que ainda assim, pode ser recomendável para leitores principiantes, porque é uma leitura fácil, que pode servir de introdução para algo mais substancial.

Uma coisa que me chamou a atenção em Margarida é que ela escreve com um português bastante legível para os leitores brasileiros, inclusive cita Elis Regina e também fala da forma como os brasileiros usam o verbo “ser ligado à paixão. Eles dizem ‘sou apaixonado por você’ para distinguir de ‘estou apaixonado por você’.” (p.39) Não é uma coisa genérica para a autora ter estipulado dessa forma. É uma coisa pessoal e não coletiva.

Acho um excelente caminho o utilizado por Margarida Rebelo, o de usar uma língua inteligível nos dois países, sem tantas peculiaridades portuguesas, para que os brasileiros tenham um acesso fácil. Essa deveria ser a tendência das editoras portuguesas, já que somos um mercado enorme de leitores, muito maior que o português.

O amor aparece para alterar o rumo da tua vida, e acaba sempre por conseguir quer queiras, quer não. (p. 31) Pena que não podemos prever se para bem ou para o mal. Se ela esqueceu aquele amor? Acho que não. Cada pessoa é única e ninguém pode substituir ninguém.

Pinto, Margarida R. O dia em que te esqueci. Portugal. Oficina do Livro, 2010. 171 páginas

Preço: 12.92 euros