Trinta prazeres da leitura


A leitura de um livro pode proporcionar vários prazeres. Eu listei abaixo trinta dos meus:

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  1. Começar a leitura de um livro com aquela sensação de ter aberto a porta para um universo desconhecido.
  2. Visitar novas e velhas bibliotecas.
  3. Lembrar de uma leitura da infância.
  4. Fazer uma resenha (oral ou escrita) de um livro recém lido.
  5. Relembrar um personagem querido (e sentir falta dele).
  6. Conhecer bibliotecas públicas.
  7. Sentir o cheiro de um livro novo.
  8. Terminar um livro imenso.
  9. Contar um conto de fadas para uma criança.
  10. Conhecer pessoalmente o autor de um livro incrível.
  11. Ter uma coleção de livros autografados.
  12. Entrar numa casa ou cafeteria cheia de livros.
  13. Descobrir um livro que conta a nossa história pessoal.
  14. Ganhar um livraço de presente.
  15. Dar um livraço de presente.
  16. Ir a um sarau de poesia.
  17. Ler poesia com os amigos.
  18. Descobrir dentro de livros usados, fotos, dedicatórias, desenhos e anotações.
  19. Chorar e/ou rir com um livro.
  20. Ler na cama.
  21. Esperar ansiosamente o lançamento de algum grande autor.
  22. Ir em feiras de livros.
  23. Vasculhar livrarias.
  24. Organizar a biblioteca de casa.
  25. Comprar edições especiais ou únicas.
  26. Ler ao ar livre.
  27. Ler numa rede.
  28. Ler anotações em livros já lidos.
  29. A sensação de companhia estando com um livro aberto.
  30. Ter uma coleção completa de um autor favorito.

 

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Como inspirar pessoas que não gostam de ler


Conviver com pessoas que não gostam de ler pode ser um incômodo e provocar um conflito de interesses. O ideal é trazê- las para “o lado da luz”.
Além do desafio, pode ser uma tarefa árdua inspirá- las a gostar de livros e de leitura, escolher o livro adequado pode provocar efeitos muito positivos.
Pensando nisso, trago duas listas com obras que podem despertar o gosto pela leitura. As listas não são minhas, estão em um livro muito bacana chamado “Manual de remédios literários” (edição espanhola), de Ella Bertond e Susan Elderkin. Não gosto muito da separação sexista, mas vamos lá, as listas são interessantes *:
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Para homens
  • A fábrica de vespas, de Ian Banks
  • As aventuras de um homem qualquer, Willian Boyd
  • As Espantosas Aventuras de Kavalier & Clay, Michael Chabon
  • Microservos, Douglas Coupland
  • O nome da rosa, Umberto Eco
  • Ardil-22, Joseph Heller
  • Solaris, Stanislaw Lem
  • Hud, o selvagem, Larry MacMurthy
  • Harry Flasman, George MacDonald Fraser
  • Galatea 2.2, Richard Power

Para mulheres

  • Alias Grace, Margaret Atwood
  • O tempo é um canalha, Jennifer Egan
  • Um quarto com vista, E.M. Foster
  • A vida inteira, David Grossman
  • Mil sóis esplêndidos, Khaled Hosseini
  • O hotel New Hampshire, John Irving
  • O afinador de pianos, Daniel Mason
  • A arca de Schindler, Thomas Keneally
  • Dentes brancos, Zadie Smith
  • O fim de Sr. Y, Scarlett Thomas

Os livros foram traduzidos do espanhol, não sei se os nomes conferem com as edições em português.

Se você presentear algum desses livros e funcionar, me conta!

 

Dez livros essenciais (que eu ainda não li)


Eu tenho uma lista de livros que eu ainda não li e que deixa- me bastante incomodada. São livros essenciais na biblioteca de qualquer bom leitor (leitor de qualidade e não de quantidade) e que eu necessito urgente eliminar dessa lista incômoda. Obviamente, o universo de excelentes e importantes livros é bem maior do que uma existência só pode abarcar. Escolhi alguns que estão na minha biblioteca e preciso devorá- los já!

  1. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes Saavedra

Eu moro na Espanha, sou formada em Letras, mestre em Literatura, dona de um blog literário,  e ainda não li a principal obra do país que me acolheu e um dos livros mais importantes do planeta. Não é uma vergonha?! É! Por isso, esse é prioridade total e começarei hoje mesmo essa leitura.

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Essa é uma edição espanhola da Anaya, capa dura, com ilustrações do premiado José Ramón Sanchez, ou seja, bem caprichada e muito barata, acho que custou menos de 10 euros. O Quixote talhado na madeira está sem o Sancho, que foi vendido sem o amigo. Fiquei com pena dele e o trouxe lá de Santiago de Compostela. Preciso achar o Sancho parecido.

2. Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust

Eu não posso negar a minha quedinha pelos franceses. “Em busca do tempo perdido” é uma obra extensa, mais de 3 mil páginas divididas em sete livros. Eu só li o primeiro, “Em busca de Swann” , “Pelo caminho de Swann” (há variações, depende da edição). É uma obra que estou impaciente para terminar. A foto é do segundo livro:

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3. MacBeth, de William Shakespeare

O clássico dos clássicos, o maior escritor de língua inglesa. Como que a gente pode não ler esse cara?! Eu já li os sonetos, Hamlet e Romeu e Julieta. Tenho que ler a obra toda. Essa edição da Planeta é linda, ela está em um estojo e as ilustrações são de nada mais, nada menos que Salvador Dalí!

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4. As mil e uma noites, vários autores

Quem nunca ouviu falar da Scheherazade? Não é aquela do jornal do SBT não, viu? Eu já li histórias dispersas, mas gostaria de entender melhor o conjunto da obra. Nem sei se é possível isso,  já que é uma antologia de contos populares da antiga Pérsia, os países árabes, Índia. Nesse livro é possível entender muito do se escreve hoje em dia, influenciou e influencia ainda muitos escritores.

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5. Bel Ami, de Guy de Maupassant

É um autor que eu quero muito conhecer, vou começar pelo mais famoso e ir descobrindo a obra pouco a pouco.

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6. Antagonia, de Luis Goytisolo

Eu conheci pessoalmente esse autor e tenho quase toda a sua obra autografada, menos esse da foto, seu livro mais importante, que ficou em casa porque é um calhamaço, mais de 1000 páginas. A crítica diz que é o “Proust espanhol”. Goytisolo é da Real Academia Española.

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7. Retrato do artista adolescente, de James Joyce

Eu tenho uma relação amor-ódio com esse autor, porque não gostei do seu livro mais famoso, Ulisses e adorei o seu livro de contos Dublinenses. Eu quero ler o Retrato e reler Ulisses, acho que não era o momento de ter lido, tenho essa pedrinha no sapato.

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8. Mrs. Dalloway, de Virgínia Woolf

Posso confessar? Então confesso: a literatura inglesa não me atrai. Já comecei a ler mil vezes os livros de Virginia e de outras escritoras inglesas e empaquei. É como uma necessidade imperiosa de conseguir fazer essa leitura, tenho duas amigas, a Fran do Livro & Café, que é especialista em Woolf, inclusive ela está promovendo uma leitura coletiva de “Orlando”, quem quiser participar  chega lá; e outra amiga, a professora doutora Rosângela Neres, que são fãs da autora. Que ela é boa, não tenho dúvida. Eu é que tenho uma barreira a ser vencida, nem sei qual. Vou ler.

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9. Memorial de Aires, de Machado de Assis

Eu AMO Machado de Assis, mas envergonhada, confesso: não li ainda toda a sua obra. Falta esse, Memorial de Aires, faltam alguns contos, faltam todas as poesias, e alguns outros romances. Imperdoável!

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10. Os paraísos artificiais, de Charles Baudelaire

Eu quero ler toda a obra desse poeta “maldito” francês, o livro abaixo está só para representar. As flores do mal é o seu livro mais conhecido, que eu já li, mas que quero fazer uma releitura “esquematizada” para poder fazer uma resenha aqui.

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Esses livros todos juntos…não sei, deve dar umas cinco mil páginas (só Dom Quixote tem mais de 1300 páginas), não sei quanto tempo para ler isso tudo, mas vou tentar. Palavra de leitora. Tenho certeza que depois dessas leituras serei uma pessoa diferente. Acompanha- me?!