Dênisson Padilha lança “Trilogia do asfalto” no próximo dia 19


Em seu quinto livro, Dênisson Padilha Filho traz contos premiados em edição de bolso.

convite

“Trilogia do asfalto” revela os binômios desolação/busca e vastidões/clausuras em contos permeados de poesia e não-ditos . O lançamento acontece em Salvador no dia 19 de abril, terça, às 19h.

Visitas ao passado, paixões e assuntos mal resolvidos. Estes são alguns dos elementos comuns aos contos do novo livro do escritor e roteirista Dênisson Padilha Filho, Trilogia do asfalto [Editora P55, 2016, contos]. O lançamento será no dia 19 de abril, terça-feira, na Tropos – GastroBar, Rio Vermelho.

O livro é uma edição de bolso que faz parte da já aclamada coleção Cartas Bahianas, da EditoraP55, e traz três histórias, duas das quais premiadas em concursos literários importantes e tradicionais.

O conto Roupa íntima, amor felino foi o vencedor do XXIV Prêmio Internacional Cataratas de Conto e Poesia de Foz do Iguaçu 2015 – Categoria Conto. O conto Como assim, dar pra ele? foi o 5º colocado no XXV Concurso Nacional de Contos José Cândido de Carvalho – 2015. Outra história é Naquela manhã de fogo, um conto cheio de não ditos, subtextos e poesia, e que sustenta as ideias de desolação, asfalto e rodovia que permeiam o volume.

DPF12 - Copia

Dênisson Padilha Filho (1971) é baiano. Escritor e roteirista de audiovisual. É mestre em Cultura e Sociedade pela UFBA. É autor de O herói está de folga (Kalango, 2014, contos), Menelau e os homens (Casarão do Verbo, 2012, contos e novelas), Carmina e os vaqueiros do pequi (2003, romance) e Aboios celestes (1999, contos). Participou de algumas antologias e tem textos publicados em diversas revistas literárias. Foi vencedor do Prêmio Internacional Cataratas de Contos-2015. Mantém a coluna CONTO AFORA em seu blog dpadilhafilho.wordpress.

Conheça outros trabalhos do autor | dpadilhafilho.wordpress.com/

Fontes | Dênisson Padilha Filho |(71)99122-5876| dpadilhafilho@gmail.com

Serviço:

Lançamento: Trilogia do asfalto [Editora P55, 2016, contos]

Onde: Tropos – GastroBar, Rua Ilhéus, 214, Parque Cruz Aguiar, Rio Vermelho (Salvador/BA). (71) 3023-3307

Quando: 19 de abril [terça], 19h.

Quanto: R$ 20,00

(Texto: divulgação)

                      

 

Anúncios

O derradeiro livro de Eduardo Galeano: “Mulheres”


Culto não é aquele que lê mais livros. Culto é aquele que é capaz de escutar o outro. (Eduardo Galeano)

Acabou de sair do forno, não deu tempo ou não quiseram mesmo mudar a biografia do autor e acrescentar a data do falecimento. Quatro anos depois de “Os filhos dos dias”, acabaram de lançar na Espanha “Mulheres”, tal como havia planejado Eduardo Galeano (Montevidéu, 03/09/1940- Montevidéu, 13/04/2015) antes de sua partida há três dias. Eis aqui, infelizmente, o derradeiro do escritor, que foi um dos maiores representantes da literatura sul- americana.  Pelo menos é o livro que ele teve conhecimento que seria publicado, possivelmente sairão outros. Galeano fez (e sempre fará) soar o nome do Uruguai pelo mundo através da sua literatura:

11164819_441489189339980_7114392139007537521_n

10423791_441489206006645_3624560819461420888_n

A FNAC acrescentou um livrinho muito interessante com textos de próprio punho do autor, com fotos, frases, poemas, não vou colocar tudo por motivos óbvios, mas seguem dois dos meus preferidos:

galeano

galeano3

Somos o que fazemos, e sobretudo, o que fazemos para mudar o que somos.

A obra consta de de 238 páginas e fala sobre mulheres de todos os tempos, raças, religiões e disciplinas, reais ou imaginárias, todas que mudaram de alguma forma o rumo da história da sociedade em que viveram (ou não) ou deixaram algum tipo de marca. Não são textos delas, são sobre elas. O formato é idêntico ao anterior, textos curtos. Ele falou de Safo, de Carmen Miranda, Frida, Joana D’Arc, Chiquinha Gonzaga e até Yemanjá:

edu4

Alguns textos têm um tom informativo, mas muitos são líricos, pura poesia. O texto abaixo não fala de nenhuma mulher conhecida, parece recordação:

ventana

Ninguém poderá matar aquele tempo, ninguém nunca poderá: nem mesmo nós. Digo: enquanto você estiver, aonde você estiver, ou enquanto eu estiver.

Prosa poética, mais poema que prosa, alguns com tom erótico. E as mulheres que lhe tiram o sono, uma atravessada na cabeça e outra na garganta:

galeano2

O livro é muito melhor que o anterior (para o meu gosto). “Os filhos dos dias” tinha um tom informativo, parecia jornal, foi isso que me desagradou. Esse é muito mais Literatura. Pena que não vou mais poder dizer.


Galeano, Eduardo. Mujeres. Siglo XXI, España, 2015. 238 páginas

Novo livro de Edney Silvestre em setembro


A nova obra de Edney Silvestre sairá à venda em setembro com um super lançamento: leitura do texto da grande atriz Fernanda Montenegro, no dia 2 de setembro no Teatro Leblon, Sala Fernanda Montenegro, Rio de Janeiro, com horário ainda indeterminado. Nas palavras de Edney: Boa noite a todos” é composto de uma novela, uma peça de teatro e um ensaio – todos com a mesma personagem. Fernanda Montenegro vai ler a peça.

A seguir a sinopse da Editora Record, a capa é de Leonardo Laccarino:

10505405_625952787503932_5282730658848585707_n

A grande literatura tem, entre seus atributos, a faculdade de criar personagens que, embora ficcionais, resultam tão reais e verdadeiros como se de carne e osso. Maggie, a protagonista da novela e da peça que compõem “Boa noite a todos”, é uma dessas personagens que ganham vida a partir das páginas do livro, algo cada vez mais raro na literatura brasileira contemporânea. A convivência com seu drama – o de uma mulher cuja memória começa rapidamente a se esfacelar – é um profundo e emocionante aprendizado sobre a alma humana e, exatamente por isso, também reafirmação, parágrafo a parágrafo, da própria vitalidade literária.

Maggie é uma brasileira de seu tempo, que, como muitos latino-americanos, conheceu na Europa dos anos 1960 e 70 a liberdade que os anos de chumbo tolhiam em seu país natal. Essa liberdade teve, no entanto, como revés, a ausência de uma terra firme à qual se prender. Marcada pelo destino dos expatriados, ela enfrenta agora a perda do pouco que lhe resta de identidade: a lembrança dos deleites e dos infortúnios de uma existência intensa. Londres, Nova York, Amsterdã e Berlim confundem-se, assim como se embaralham, à distância, os antigos amores, a família e os amigos. Sozinha e progressivamente incerta das próprias recordações, Maggie não se reconhece. Quem, afinal, realmente é?

Edney Silvestre – ficcionista de voz inconfundível – conduz com técnica impecável o ocaso de Maggie e sua luta por ancorar-se nos últimos resquícios da memória. E o faz recorrendo a uma estrutura engenhosa, que, se já surpreenderia ao costurar, em sequência, modalidades narrativas diversas, vai ainda além, somando à novela e à peça um ensaio que lhes investiga a gênese.

De alcance universal, “Boa noite a todos” representa mais um patamar no generoso e não menos complexo edifício literário em que Silvestre – desde sua estreia na ficção, com o já clássico “Se eu fechar os olhos agora” – abriga e situa a geração que se formou sob as grandes transformações políticas e sociais da segunda metade do século XX. Uma leitura inesquecível e incontornável, que reforça a literatura como o mais prazeroso meio de se apurar nossa história.

A primeira escritora clássica do nosso século?


Meu presente do Dia do Livro foi “O pintassilgo”, tradução literal de “The Goldfinch”, de Donna Tartt, ainda não saiu tradução em português no Brasil, nem em Portugal. A edição em espanhol da Lumen chama- se “El jilguero”. Essa obra ganhou o Prêmio Pulitzer de Literatura 2014:

10171921_294977887324445_1440654570157372411_n 10175988_294977837324450_2788244241971198696_n 10314715_294977807324453_7266051193789825539_n

O absurdo não liberta, prende. (Albert Camus)

A norte- americana Donna Tartt (Greenwood, Mississippi, 23/12/1963) tem os elementos ideais para virar uma das grandes estrelas literárias do século. Dizem que a escritora é uma verdadeira enciclopédia, tem uma memória de elefante, declama poemas inteiros e cita romances franceses com grande profundidade. Seus livros viram best- sellers, são campeões de vendas, mas com qualidade, segundo críticas. Ela tem um ar misterioso, silencioso, lúgubre com seus olhos verdes, quase nunca sorri. Desde o seu primeiro romance em 1992, O segredo, Donna Tartt vem sendo apontada como uma escritora clássica da nossa época:

TARTT

Donna Tart de 49 anos é comparada com Paul Auster e Dickens.

Tartt demora cerca de uma década para escrever seus livros, todos são extensos, The Goldfinch de 2014, saiu com 1147 páginas, portanto, a leitura é demorada, exige tempo e dedicação. Ela escreveu parte de The Goldfinch na biblioteca pública de Nova York na 5ª Avenida.

Uma escritora e um livro para colocar na nossa lista!

 

” A viagem do elefante”, José Saramago


Vi no blog da Rosana Hermann que o novo livro do Saramago já está pronto. Nesse vídeo (clique aqui), a esposa do autor explica um pouco sobre o livro.

Os dois últimos livros do autor “As intermitências da morte” e “As pequenas memórias” não foram brilhantes. A impressão que eu tenho é que ele está cumprindo algum contrato editorial, que está escrevendo por obrigação e não por paixão. Ou simplesmente está cansado. Tomara que “A viagem dos elefantes” traga surpresas e o brilho que o transformou num dos melhores escritores da língua portuguesa de todos os tempos, até porque pode ser esse o livro que encerre a sua carreira.

Aqui o blog do Saramago.