Você sabe qual foi a primeira gramática da língua portuguesa? (PDF grátis!)


Para os amantes “da última flor do Lácio”, deixo aqui o PDF da primeira gramática da língua portuguesa, uma joia escrita há 482 anos por Fernão de Oliveira (1507-1581), nascido em Aveiro, terra dos meus ancestrais. Viveu muito para o padrão da época e ainda mais com uma vida tão aventureira. Sobre o local da sua morte há incertezas. Pode ter sido em Aveiro, Lisboa ou na França.

O aveirense foi “gramático, historiador, cartógrafo, piloto e teórico de guerra e de construção naval”, Fernão foi clérigo, espião, soldado, diplomata, revisor/corretor e professor de retórica na Universidade de Coimbra. Morou na Espanha, Itália, França, Inglaterra e na África. Foi acusado pela Santa Inquisição portuguesa por heresia várias vezes e preso por isso. Uma figura interessantíssima, que teve uma vida agitada e nada convencional. Veja mais detalhes.

E Fernão ainda teve tempo para escrever! Escreveu não só a primeira gramática da nossa língua, Grammatica da lingoagem portuguesa”, também livros náuticos muito importantes.

E já que estamos falando em gramática, quero comentar uma curiosidade: historicamente, o nosso idioma foi classificado em “português antigo” (até o séc. XIV), “português médio” (durante o séc. XV), “português clássico” (meados do séc. XVIII) e “português moderno” do séc. XVIII até hoje. Um aspecto interessante sobre a nossa língua oral é que as vogais no português brasileiro e africano soam muito mais parecidas com o português antigo, médio e clássico, que o português de Portugal. Curioso, não? * 

Eu fiquei emocionada “folheando” a  “Grammatica da lingoagem portuguesa”, dá para entender tudo o que ele escreveu há quase 500 anos, mesmo com muitas direferenças ortográficas. O idioma tinha algumas semelhanças com o espanhol e achei curioso que naquele tempo ele colocou a cedilha no “c” antes de e:

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Quem é professor de português sabe que um erro recorrente é a cedilha antes de “e” e “i”. Tá vendo? Deve ter ficado no DNA… 🙂

Vale muito a pena ter esse exemplar na sua biblioteca virtual pelo imenso valor histórico e o prazer de dar essa volta no tempo. Clica aqui.

*Gramática da língua portuguesa, vários autores, (nove!), da Editora Caminho, Portugal, 2004.

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Lista de cacófatos a serem evitados


O cacófato é um vício de linguagem, e como todo vício, é ruim. São sons em sílabas ou palavras diferentes, que juntos, formam outras palavras que podem ser comprometedoras, engraçadas ou inconvenientes, além de vulgarizar e empobrecer a linguagem. Hummm…mas eles escapam com frequência na linguagem oral coloquial.

Veja a lista abaixo, frases com os cacófatos e a versões corrigidas.

 O nosso hino é muito elegante.
O hino nacional é muito elegante.
A empresa é dirigida pela Dona Maria.
Dona Maria dirige a empresa.
A cerca dela está na despensa da fazenda.
A sua cerca está na despensa da fazenda.
Eu vi ela na viela.
Eu a vi na viela.
Meu coração por ti gela.
Meu coração fica gelado por ti.
O irmão pôs a culpa nela.
O irmão lhe pôs a culpa.
Desde então, não fez mais isso.
Até agora, nunca mais fez isso.
Não sabia que você faria isso por tão simples coisa.
Não sabia que você faria isso por uma simples coisa.
Ele tem pouca em Deus.
Ele não tem muita fé em Deus.
Ele tem demais em tirar uma nota boa.
Ele tem muita fé por tirar uma nota boa.
Ela tinha poucos materiais.
Tinha poucos materiais.
Estava com uma mão na cabeça.
Estava uma de suas mãos na cabeça.
Custa um real por cada limão.
Cada limão custa um real.
Vou-me já.
Eu já vou.
Por razões não divulgadas…
Devido a razões não divulgadas…
A gente tinha
Nós tínhamos…
Me instruam a realizar esse trabalho.
Instruam-me a realizar determinado trabalho.
Esta árvore não dá nada
Esta árvore nada dá.
Na vez passada
Na última vez
Eu nunca usei
Eu jamais usei


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Essa lista eu achei na Wikipédia. Você conhece algum outro cacófato que não está nessa lista?

“A última flor do Lácio”, em defesa do nosso idioma


Última flor do Lácio, inculta e bela (Olavo Bilac)

Você sabe para que serve a Constituição? Serve para ordenar.  É um livro com todas as regras, leis e normas de um país. Imagina se não existisse a Constituição e cada um fizesse o que bem entendesse. Imaginou? Seria o caos absoluto. De tempos em tempos aparece algum “maluco” desejando separar o sul do resto do país, por exemplo. A Constituição serve para isso também, para manter a unidade da nação com todas as suas diferenças, igualdades e culturas .

A gramática da nossa língua tem a mesma função: de ordenar, preservar e manter o idioma através do tempo, para que fique imune aos gostos pessoais, partidarismo político, interesses financeiros e ideologias de cada época. Um idioma é maior e mais importante que isso tudo. Faz parte do patrimônio histórico- cultural de um povo e não pode ser mudado ao gosto do freguês. É a nossa senha de identidade e o elo de comunhão entre todos.

Você tem medo da gramática? Colocaram na sua cabeça que é difícil e  impenetrável? Pois chegou a hora de desfazer esse equívoco. Sabe porquê existe a gramática? Para te ajudar, para te servir de guia, para que todos tenham uma escrita comum para um melhor entendimento, para que se evite o caos e as mudanças banais, porque o idioma tem que ser atemporal. Claro que a nossa Língua portuguesa foi ganhando incorporações durante o tempo, pois cada país luso- falante tem suas próprias idiossincrasias, sua cultura. Africanos, portugueses e brasileiros tem “jeitos” diferentes de falar, os sotaques, o léxico (o conjunto de palavras), as construções frasais, mas na linguagem escrita todos se entendem. A diversidade é enriquecedora e deve ser apreciada. Contudo, o que não aceito é a descaracterização da língua com o pretexto de “simplificar” o idioma. Ninguém precisa disso, é totalmente dispensável, absurdo e até burro! Você está sendo rebaixado à categoria de ignorante e incapaz de entender a própria língua, caro estudante, pelo Senador de Goiás (PSDB) Cyro Miranda, presidente da Comissão de Educação do Senado, que precisa ser demitido já! A proposta é liderada por Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto, que depois disso têm que ter seus diplomas de professor cassados (nulos, sem efeito) e banidos da profissão! Veja alguns exemplos que propõem esses desmiolados:

Homem=  omem

Queijo, aquilo= qeijo, aqilo

Exercício= ezersísio

Casa= caza

Chave= xave

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Uma piada sem nenhuma graça. Querer nivelar o ensino por baixo é a atitude mais covarde e um atestado de incompetência! Mudem esses professores e esses “pensadores” da Educação e não o nosso idioma! Eu sou luso- brasileira, nascida e criada no Brasil (São Paulo e Bahia), professora de língua portuguesa e esses sujeitos não me representam!

A partir de hoje, Ernani Pimentel e Pasquale Cipro Neto estão banidos da minha biblioteca!

Os principais erros dos escritores novatos


“Ninguém nasce sabendo. Todos aprendem a ler e a escrever na escola, inclusive nos ensinaram as regras básicas de redação. Como na caligrafia e na gramática, no início da narrativa é comum cometer falhas muito elementais. Com o tempo, você vai aprendendo a escrever com poucas falhas ortográficas e o mesmo pode acontecer com o estilo do seu texto. Observe estes três erros ao escrever aos que todo narrador caiu quando iniciou suas escrituras  e comece a detectá-los:

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Erro #1: excesso de advérbios acabados em “-mente”

Que simples é abusar dos advérbios terminados em “-mente”. É cômodo, prático, eficiente… e feio. Delatam duas características principais de um escritor que não lhe deixam em bom lugar:

-Escritor novato, com pouca prática no domínio da linguagem e suas normas
-Escritor preguiçoso que não revisa a fundo o seu texto

Não estou dizendo que estes advérbios sejam feios e ineficientes. O que é ruim é a repetição constante dos “obviamente, cabalmente, constantemente, realmente, simplesmente…”. Observa a quantidade deles que você utiliza. Se no mesmo parágrafo ou em parágrafos seguidos você usou dois ou três, tenha certeza que pode substituir  algum “calmamente” por um “com calma…”

Pode escrever quantos “-mente” quiser enquanto estiver criando. Isso ajuda a avançar porque é o recurso fácil, não te obriga a buscar uma frase melhor e assim pode continuar com seu momento criativo. Mas depois, na fase de revisão, presta atenção quantos deles podem ser eliminados.

Seguramente você ficará surpreso. Melhor dito: com toda a segurança ficarás surpreendido.

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Erro #2: variar o tempo da narração

Começa a escrever no maior entusiasmo, entra na história, se apaixona, as palavras surgem, não pode parar de escrever, as cenas se acumulam, os acontecimentos se sucedem… em algum momento você deixou de contar sua história no tempo passado e passou ao tempo presente. Ou ao contrário.

É muito normal que aconteça isso, não se preocupe. Em fases avançadas de escritura inclusive pode utilizar isso como recurso narrativo. Também é frequente trocar a pessoa gramatical do narrador: você começa contando a história na terceira pessoa (ele) e passa a contar em primeira pessoa (eu).

De novo te aconselho que não perca tempo em pleno processo criativo para corrigir esse erro. Para isso existe a revisão. Com a prática deixará de saltar de um tempo verbal a outro e a ser mais consciente da sua própria voz narrativa, assim como da voz do narrador.

Recorda: você deve ter em conta o tempo verbal que começar a narrar e a pessoa gramatical do narrador.

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Erro #3: estar atento à lei de causa-efeito

Esta é uma falha constante e difícil de detectar sem uma leitura mais profunda. Ela acontece quando uma situação se resolve de maneira “milagrosa” ou um personagem muda de atitude, pensamento, sem que um acontecimento provoque dita mudança. Ou seja: todo efeito está precedido por uma causa.

Exemplo: “o homem estava sentado, contemplando em um estado absorto como crescia a grama do seu jardim. De repente, ele se levantou preso num frenesi irresistível e se dirigiu à cozinha, onde devorou com ânsia um sanduíche de linguiça”.

Qual o fator que provocou este frenesi  irresistível? Qual a sucessão lógica de pensamentos que lhe faz levantar-se, que lhe faz ser consciente da fome?

Cuidado com os “de repente, em um momento dado…”.

Os seus  personagens podem agir por impulso, ter reações imprevistas… mas deixe claro que os personagens se comportam assim por algum motivo.”

(Esse texto não é de minha autoria,  é uma tradução do Oficio de escritorwww.oficiodeescritor.com/errores-al-escribir-que-te-delatan-como-novato/))

O que é ser intelectual?


Nos comentários de um post recente, Rosângela Neres, professora na Universidade Estadual da Paraíba, escreveu o seguinte: “(…) a intelectualidade de uns também é questionável. Nunca fui muito fã desse termo, afinal o que quer dizer ser intelectual, não é mesmo? Todos não temos propensão ao intelecto? Tem gente que só porque leu muitos livros e falou sobre eles já se denomina assim.” E eu fiquei pensando…afinal, o que é ser intelectual na pós- modernidade?

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Em primeiro lugar, na minha opinião, existem pessoas que são intelectuais e outras que não são. Nem todas as pessoas, aliás, a maioria, não é. Apesar dessa “propensão ao intelecto”, como citou Rosângela, que é um pensamento difundido pelo filósofo italiano Antonio Gramsci  (Ales, 22 de janeiro de 1891 – Roma, 27 de abril de 1937). Para o filósofo, “intelectual” não se refere, como costumamos fazer, a certos indivíduos particularmente dotados, distantes da massa, que normalmente são filósofos, artistas, literatos ou cientistas. Para ele, o intelectual só pode ser entendido pela sua base histórica e seu meio social. Cada pessoa é diferente e deve ser “analisada” individualmente. Até aí  estou de acordo. Mas, para ele, todos os seres humanos são filósofos, médicos, advogados, todo mundo pode ser tudo. Ser intelectual é algo orgânico para Gramsci, já nasce inerente ao sujeito. Meritocracia.. o sujeito pode ser tudo? Não existem condições financeiras e/ou sociais que te impeçam de ser o que quiseres? Sim, claro que existem impedimentos, sabemos que na prática é assim. Uma pessoa pode estar apta fisiologicamente para desenvolver atividades mentais, mas a maioria da população mundial não desenvolve essas faculdades. A maioria exerce funções mecânicas, repetitivas, braçais. Não falo desse tipo de intelectual orgânico.  A minha referência nesse post é para os letrados despreparados que criticam sem fundamento, que não aprenderam o suficiente nos seus anos de estudo e deveriam voltar às salas de aula ao invés de serem os professores. É indignante ler erros ortográficos gritantes, professores universitários que mal sabem escrever. Minha crítica é para esse tipo de pseudo- intelectual, que tem a obrigação de saber as regras gramaticais elementares e também as complexas, mas escrevem como crianças de 8 anos. Somado a isso, uma pessoa letrada deveria aceitar a opinião alheia, já que faz parte da intelectualidade a pluralidade. Gente que ocupa cadeiras nas universidades brasileiras, mas que deveria voltar para a alfabetização, ser aluno e não professor. Vamos às definições para o termo intelectual:

 Dicionário Priberam

1. Que é do domínio da inteligência.

2. Relativo à inteligência.

3. Espiritual.

4. Que ou quem tem gosto predominante pelas coisas do espírito.

5. Que ou quem tem uma atividade intelectual permanente ou predominante.

6. Que ou quem tem grande cultura.

Ou seja, todas as faculdades mentais e espirituais, gente que trabalha com alguma atividade intelectual (há exceções, gente que não tem preparação para exercer atividades desse gênero, mas atuam na área por outros motivos, muitas vezes políticos ou administrativos, nepotismo e afins, portanto, há ressalvas) e gente que não trabalha com isso, mas que detêm cultura variada e informação, pessoas que viajam muito, que tratam com gente diversificada, pessoas que leem, que escrevem, que têm um nível de retórica superior, que se preocupam com o bem falar, com a linguagem de um modo geral, que falam mais de um idioma, que têm uma boa cultura geral em áreas que as pessoas mais “simples” muitas vezes não ousam tocar, enfim, as pessoas cultas e os auto- didatas. Todos esses ítens juntos ou alguns deles. Não é necessário ter frequentado uma universidade para ser intelectual.

Um artigo de Jean Paulo Pereira de Menezes, Mestre em História pela FCH/UFGD-MS, docente do curso de Serviço Social e Pedagogia da Unilago-SP, diz o seguinte:

A palavra intelectual passou a ser empregada a partir de 1898 em Paris para se referir a Emille Zola e seus correligionários que buscavam inferirem através da crítica no espaço público da política francesa. De início a palavra intelectual foi carregada de uma depreciação, pois os intelectuais de Zola eram entendidos pelo governo francês como alguma espécie de bisbilhoteiros da política do tempo presente. Assim mesmo, o termo intelectual pegou e passou a ser um designativo nada pejorativo, uma vez que o intelectual buscava a preservação dos valores burgueses universais como liberdade, justiça etc.

Graças a Emile Zola, o termo “intelectual” passou a ser usado, a princípio como algo negativo, porque atacava o governo francês, e logo, como um elogio. Ser intelectual era atribuído ao sujeito que lutava publicamente através da retórica pelo bem da sociedade. Com o marxismo, esse termo mudou de forma e segundo Antonio Gramsci,  “todo mundo é intelectual” (como acha a professora Rosângela):

O conceito de intelectual em Gramsci é muito mais amplo. O intelectual no sentido gamsciano não é necessariamente apenas o palestrante, o literato, os homens das letras diante de seus posicionamentos. Para Gramsci, intelectual é todo sujeito que exerce uma intelecção. Assim, todos os sujeitos são intelectuais.

Um encanador pode ler um livro e um professor de física quântica pode trocar um cano furado eventualmente. Mas Gramsci faz uma ressalva: ele diz que há “graus” de intelectualidade. A grosso modo: há intelectuais medíocres, médios e brilhantes.

Jean Paulo continua explicando que as universidades são fábricas de arquétipos de intelectuais que são movidos por interesses político- administrativos do Estado, comodismo ou interesses próprios. Leia artigo. Tais arquétipos podem ser altamente nocivos, já que se afastam muito do termo intelectual original de Zola, no sentido de usar e trabalhar com a mente para o “bem geral”.

A modo de conclusão: nem sempre a profissão que o sujeito exerce o transforma num intelectual. Há professores que não deveriam ser professores, mas pode existir algum mecânico que é um exímio leitor e entende mais de gramática e literatura que muitos letrados. Todo professor e todo aquele que trabalha com o intelecto deveria ser um intelectual, mas nem sempre é assim; todas as pessoas (exceto as que nasçam com alguma doença) nascem com as suas faculdades mentais prontas para serem desenvolvidas, mas a maioria não tem a oportunidade/ vontade de o fazer e partem para as profissões braçais e mecânicas, já que o estudo e uma boa preparação têm um custo financeiro muito alto, além de outras exigências pessoais, como a constância e tenacidade, que nem todos os indivíduos possuem. Ou seja, a propensão ao intelecto existe, mas nem todos a desenvolvem, mesmo os que têm um canudo na mão. É bem típico dessa nossa “pós- modernidade líquida” (termo do sociólogo Zygmunt Bauman) a falta de definições mais contundentes, o caos social e a falta de clareza, impedem a categorização precisa dos fatos sociais.

De certa forma, esse discurso é um apelo a não- propagação da ignorância. As redes sociais vieram para denunciar o que antes só ficava entre os muros dos centros de ensino: alunos e professores universitários (de Letras e outras áreas) que não sabem gramática básica. Professores universitários que formam outros profissionais deveriam ser escolhidos com critérios mais exigentes. Professores merecem receber um salário condizente com a importância da profissão, mas também têm que fazer um exame de  consciência e averiguar se estão fazendo um bom trabalho. Estão? Todo mundo pode melhorar, basta deixar a poltrona do comodismo e arregaçar as mangas! Se os resultados estão sendo ruins (principalmente na Educação pública) algo falha.

Português de Portugal X Português do Brasil (4)


Apesar de Margarida Rebelo Pinto escrever em um português mais “neutro”, digamos assim, sem tantas expressões lusas, retirei alguns vocábulos do seu livro “O dia em que te esqueci”, que seriam escritos diferentes em português brasileiro:

Portugal   X    Brasil

1. Piroso – brega

2. Pilinha- pintinho (pênis)

3. Espaguerte- espaguete

4. Alcunha- apelido

5. Forreta- pão- duro

6. Pucarinho- na cara-de-pau, na ponga (ser hospedado e alimentado na casa de alguém grátis, por exemplo)

7. Jeans ruços- jeans velhos, desgastados

8. Engodo- isca, armadilha

9. Bonomia- humildade

Você pode consultar outras listas aqui, aqui e aqui.

 

Mude de ideia


“Idéia” ou “ideia”?

No Brasil, a grafia pedia o acento agudo, mas ele caiu com a última reforma ortográfica que entrou em vigor em janeiro de 2009.

A regra é simples:

Não se usará mais acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”.

Portanto, mude de ideia.