Resenha: “A República dos Sonhos”, de Nélida Piñón

– Cuidado, Eulália, desconfie das palavras. Elas tanto afirmam quanto desdizem. E isto por conta da nossa vaidade. ( p.14) Ler “A república dos sonhos” é ler uma vida inteira. É ler a saga de uma família, três gerações. É ler … Continuar lendo Resenha: “A República dos Sonhos”, de Nélida Piñón

Vinho com poesia

 “Os vinhos são como os homens: com o tempo, os maus azedam e os bons apuram.” Cícero Eu sou praticamente leiga em vinhos, sou do tipo que compra pelo rótulo, pela garrafa (os vinhos que têm o fundo côncavo são os melhores, vinhos com denominação de origem certificada, fora os selos que garantem a qualidade), pelo teor alcóolico (procuro sempre os mais baixos) e também pelo nome. E comprando pelo nome, comecei a observar que existem rótulos com títulos bem interessantes, inclusive com poemas: Os vinhos Albariños são da Galícia, e os galegos, além do espanhol, falam também o galego- … Continuar lendo Vinho com poesia

O que é Saudade

“Saudade non ten tradución a ningunha língua. Compartida por galegos e portugueses, ten unha diferenza entre ambos. Para os portugueses é ausencia de calquera cousa; para os galegos só da terra, de Galiza, presenza que, aínda estando nela, non é completa. Dicía Rafael Dieste que unha vez nela (Galiza) a terra pide máis, algo que un non sabe o que mís é.” “Saudade não tem tradução à nenhuma língua. Compartida por galegos e portugueses, tem uma diferença entre ambos. Para os portugueses é ausência de qualquer coisa; para os galegos só da terra, presença que, ainda estando nela, não é … Continuar lendo O que é Saudade

Além do Minho

Maravilhoso blog que fala sobre a cultura e língua galega: “Além do Minho” Poema em galego de Federico Garcia Lorca: MADRIGAL A CIBDA DE SANTIAGO “Chove en Santiago meu doce amor. Camelia branca do ar brila entebrecida ô sol. Chove en Santiago na noite escrura. Herbas de prata e de sono cobren a valeira lúa. Olla a choiva pola rúa, laio de pedra e cristal. Olla o vento esvaído soma e cinza do teu mar. Soma e cinza do teu mar Santiago, lonxe do sol. Agoa da mañán anterga trema no meu corazón.” Que tal? Fácil de entender, não?! Continuar lendo Além do Minho