A morte de Clarice Lispector, por Ferreira Gullar

Ferreira Gullar era amigo de Clarice Lispector. Quando soube de sua morte (1977) não conseguia parar de pensar na amiga recém- falecida. Escreveu “Na vertigem do dia” no táxi indo para o aeroporto, pensando nela: Enquanto te enterravam no cemitério judeu do Caju* (e o clarão de teu olhar soterrado resistindo ainda) o táxi corria comigo à borda da Lagoa na direção de Botafogo as pedras e as nuvens e as árvores no vento mostravam alegremente que não dependem de nós Veja o escritor contando como soube da morte de Clarice e aonde compôs o poema: * No poema original … Continuar lendo A morte de Clarice Lispector, por Ferreira Gullar

Poema sujo, Ferreira Gullar

Nasceu em São Luis do Maranhão, José Ribamar Ferreira (10 de setembro de 1930) e virou um dos maiores escritores brasileiros: Ferreira Gullar (pegou o sobrenome da mãe “Goulart” e simplificou a grafia).           Escreveu Poema Sujo ( 1976)  durante o exílio em Buenos Aires. O desabafo no poema concreto, obsceno, sexual, ousado. Primeiros versos: turvo turvo a turva mão do sopro contra o muro escuro menos menos menos que escuro menos que mole e duro menos que fosso e muro: [menos que furo escuro mais que escuro: claro como água? Como pluma? Claro mais que … Continuar lendo Poema sujo, Ferreira Gullar