Dez livros que você deve ler antes de morrer


Para os amantes da literatura (ou não), recomendo esses dez grandes livros da nossa literatura brasileira, essenciais na biblioteca de todo bom leitor, veja quantos leu dessa lista, se tiraria ou acrescentaria algum deles:

  1. “Dom Casmurro”, de Machado de Assis

Machado de Assis (1839-1908) foi o melhor escritor que o Brasil teve de todos os tempos. Recomendo a leitura de toda a sua obra, mas escolhi “Dom Casmurro” pela intriga, pela dúvida e mistério que Machado cria em torno dos personagens Capitu e Bentinho. Será que a esposa traiu o marido? Uma obra imperdível!

  1. “Grande sertão: veredas”, de João Guimarães Rosa.

É uma saga sertaneja que impressiona pela inovação e riqueza da linguagem. Guimarães Rosa (1908- 1967) foi um escritor único, inimitável, muito original, que vai te deixar impressionado ou impressionada. É uma obra muito, muito complexa, que irá te fazer pensar em muitas coisas da vida. Garanto!

  1. “Essa Terra”, de Antônio Torres.

Uma obra emocionante, que certamente irá tocar o seu coração imigrante. Antônio Torres (1940) conta a história de uma família baiana humilde do interior. Um dos filhos vai para São Paulo, como é o destino de muitos nordestinos. Uma narrativa composta de tragédia, comédia, drama, que chacoalha sentimentos.

  1. “A hora da estrela”, de Clarice Lispector.

O último livro de Clarice Lispector (1920- 1977), “A Hora da estrela”, conta a triste vida de Macabéa, uma nordestina na grande cidade. A moça vive e come mal, é maltratada pelo namorado e pelo chefe, traída pela amiga, mas consegue manter a ingenuidade e a esperança. É de uma beleza e sensibilidade comoventes!

  1. “A república dos sonhos”, de Nélida Piñón.

Nélida Piñón (1937) é a melhor escritora brasileira de todos os tempos! Você pode comprovar lendo “A república dos sonhos”, um trabalho fino de arte literária. Os pais da autora eram espanhóis e Nélida tem uma relaçao íntima com a Espanha, fato refletido nessa obra. Esse romance conta a história de imigrantes galegos no Brasil. Vale a pena!

  1. “Compêndio para uso de pássaros- Poesia reunida de 1937- 2004”, de Manoel de Barros.

Esse é uma obra para ficar na sua cabeceira (e no seu coração) para sempre! Manoel de Barros (1916- 2014), poeta, escreveu a vida e a natureza com uma beleza infinita!

  1. “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna.

Uma obra feita para o teatro, uma comédia, de Ariano Suassuna (1927- 2014). Os personagens João Grilo e Chicó são hilários e inesquecíveis, não deixe de ler!

  1. “Vidas secas”, de Graciliano Ramos.

Essa obra- prima de Graciliano Ramos (1892- 1953) é bastante marcante e forte. Conta o drama de uma família retirante nordestina e as agruras da terra seca, a luta pela sobrevivência. Os personagens mal falam, soltam sons guturais, e com isso, expressam muito. A cachorra Baleia é uma grande protagonista, quase humana. Ou são os humanos que estão à beira da desumanização devido ao sofrimento? Grande livro!

  1. “O sentimento do mundo”, de Carlos Drummond de Andrade.

Você tem que ler toda a obra de Drummond (1902- 1987), esse é um autor essencial. Sua obra poética é rica e bela. O autor era jornalista e escrevia crônicas também. Seus versos são de arrepiar!

  1. “Ciranda de pedra”, de Lygia Fagundes Telles

A grande escritora brasileira, Lygia Fagundes (1923), conta no seu primeiro romance “Ciranda de Pedra”, um drama familiar. É um romance psicológico que nos faz refletir sobre a nossa própria vida.

Publicado originalmente na Revista BrazilcomZ (Espanha), abril/2016, Fernanda Sampaio.

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Download grátis: “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna


Uma das minhas obras preferidas está disponível gratuitamente no site Lê Livros Online. “O Auto da Compadecida” é uma comédia hilária de Ariano Suassuna, que vai te arrancar deliciosas gargalhadas. Não deixe de ler! Clique aqui.

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O antídoto para a tristura: uma boa leitura!


“Tristura”, o  mesmo que “tristeza”, não lembro de ter visto em português (em espanhol, já). É incrível isso, porque é uma palavra muito “rimável”. Quem conhecer algum texto com essa palavra, avise, por favor.

Hoje fiquei pensando sobre essa palavra e acho que é hora dela ser popularizada. Então, vamos com a “Tristura”:

“Tristura” é muito mais triste que “tristeza”,

que rima com “beleza”.

Tristura rima com feiúra

e com gastura.

Quer coisa ainda mais triste?

Gastura rima com tristura,

que também rima com paúra.

Paúra é outra palavra horrível,

tão horrível quanto agrura,

sutura, amargura, atadura,

rasura, usura, perjura,

E a pior: ditadura.

E ainda,

Abaladura, rachadura, caradura

Todas essas juntas,

 tristura pura!

Um bom antídoto, quer ver? Funciona:

a leitura.

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Brincar com palavras, amigos e amigas! 😀

Então é Natal!


O ano de 2015 não foi o meu melhor ano de leituras, nem em quantidade, nem em qualidade. O meu propósito para 2016 é terminar a leitura de “Dom Quixote”, sem isso não vou pegar outros livros. E bato o pé: Cervantes ou nada!

Esse é o final de ano mais atarefado, acho, de toda a minha vida. Talvez sejam os dias mais tranquilos para a maioria (a não ser para muitas mães que fazem comida para um batalhão), mas para mim está sendo o contrário. Nem podia, mas tive que vir aqui desejar boas festas aos amigos (até os inimigos), colaboradores (obrigada Gerson, Elton e Rômulo!) e leitores do Falando em Literatura, que é o meu xodó, minha alegria, meu tesouro. Por nada eu deixo esse blog, tem uma coleção de beleza aqui, que pode não ter valor financeiro, mas me enche de alegria, aqui me sinto em casa.

Eu volto em 2016 cheia de projetos, como o Falando em Literatura TV (quem não se inscreveu, se inscreve lá no Youtube, só posso escolher o link quando tiver 100 inscritos, fora que assim você não perde o primeiro mico- quer dizer- vídeo. Falta terminar de editar, está quase, quase pronto. Dá um medinho, aqui estou menos exposta, mas ainda assim vou tentar entrar em contato com um público diferente e tentar trazer mais alguns para o lado da luz, ou seja, a Literatura.

Obrigada pela companhia nesse ano que está quase no fim. Em 2016 já entramos no 8º ano desse blog literário, uma verdadeira façanha dentro desse mundo virtual tão fugaz. Em parte, “a culpa” é de vocês, que estimulam e me fazem companhia.

Um feliz Natal! Um 2016 maravilhoso!

Turismo literário em Madrid com guias brasileiros


O Falando em Literatura agora também oferece guias- turísticos em Madrid. Os passeios literários consistem em visitas às casas- museus de escritores, às bibliotecas e livrarias mais famosas da cidade, Real Academia Española, Casa del Lector, além de cafés literários, feiras de livros (a depender da época), com opção de translado do hotel aos locais dos passeios. Oferecemos várias opções de roteiros pela capital espanhola e em Alcalá de Henares (cidade natal de Cervantes).

Para maiores informações,  entre em contato pelo e-mail: falandoemliteratura@gmail.com

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Precisando de um guia brasileiro em Madri, lembre- se: Falando em Literatura! 🙂

Crônica de uma noite inesquecível: estreia do filme “A estrada 47” em Madri


 O filme que inaugurou a mostra Novocine em Madri foi “A estrada 47”, (2013) do fantástico cineasta Vicente Ferraz. O foyer do cinema “Palacio de la Prensa”, na mítica avenida Gran Vía, estava cheio. Cheguei com duas amigas 15 minutos antes, já que no ano anterior cheguei no horário e não tive nenhum problema para entrar. A diferença? Esse ano houve sorteio de duas passagens para a Bahia, quem ganhou, por sinal,  foi um casal que estava ao meu lado. Boa viagem!

Teve roubo de celular e resgate do mesmo por três moças corajosas. Quer saber mais?!

Continue lendo lá no meu outro blog, o PalomitaZ, na Revista BrazilcomZ. (Clique aqui)

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Ontem no “Cine Palacio de la Prensa”, a presença das produtoras Mariana Jacob, Silvana Morales Nunes, da cineasta Mini Kert (em breve entrevista com ela na BrazilcomZ) do cineasta Vicente Ferraz (primeiro à direita), do diretor da Fundação Cultural Hispano- Brasileira e do embaixador do Brasil na Espanha, Antonio Simões (com o microfone).

Dez filmes de terror para esta sexta- feira, 13


O número 13 é considerado um número de azar para muitas pessoas e culturas, porque vários acontecimentos trágicos aconteceram justo nesse dia ao longo da história. A superstição pode ter começado na França no dia 13 de outubro de 1307, uma sexta- feira, quando a Ordem dos Templários (guerreiros da igreja católica) foi considerada ilegal e os membros começaram a ser torturados e executados por heresia. Veja alguns motivos que colaboram para essa superstição (veja mais na web http://www.sexta-feira13.com):

  • Na numerologia, o número 12 é perfeito: 12 meses do ano, 12 signos do zodíaco, 12 apóstolos, o 13 é um número irregular.
  • Possivelmente, Jesus Cristo tenha sido assassinado numa sexta- feira, 13 (calendário hebraico).
  • Na santa ceia havia 13 membros e um deles, Judas, traiu Jesus.
  • Na mitologia nórdica, convidar 13 pessoas dá azar.
  • O pior incêndio da Austrália aconteceu numa sexta, 13.
  • Acidentes aéreos, um que virou filme, “Alive” (“Vivos”), aconteceram numa sexta, 13.
  • No Japão, o medo é tão grande que não existe o número 13 nos prédios.

Continue lendo e veja a minha lista de filmes de terror que você pode assistir online lá no PalomitaZ, meu blog sobre cinema. (CLIQUE AQUI)

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