Existe diferença entre ser “autor” e “escritor”?


Existe diferença entre ser “autor” e “escritor”? Já parou alguma vez para pensar nessa questão ou sempre considerou sinônimos os termos?

Segundo Affonso Romano Sant’Anna, existe diferença. Veja:

(…) Chamo autor àquele que publica um texto no qual o objetivo é escrever algo relacionado com sua trajetória pessoal ou sobre um tema, despreocupado das qualidades estéticas e literárias. O objetivo da obra, neste caso, é servir de veículo e de meio. Mas com um escritor a coisa  é diferente. Além de a obra ser um veículo, um meio, ela também é um fim em si mesma. Ou seja: ela tem uma finalidade estética, artística, histórica e social. O escritor está voltado fundamentalmente para a questão da linguagem. E é no trato com a frase, com os recursos estilísticos e expressivos, que ele vai aprendendo a reconstruir a si mesmo e a refletir sobre o mundo.

Gostei muito distinção de Affonso, que nos ajuda a separar o joio do trigo com mais clareza. A partir de agora nas minhas resenhas irei fazer essa distinção. Se for literatura menor, “autor; se for literatura artística e bem cuidada, “escritor”.

Você que gosta de escrever pensa: quer ser autor ou escritor?

A cita foi retirada do livro “Como se faz literatura”, de Affonso Romano Sant’Anna, da Rocco (e-book):

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Onze conselhos de Ray Bradbury para escritores novatos


Em 2001, Ray Bradbury participou de um simpósio de escritores na PLNU (Universidade de Point Loma Nazarene- San Diego, Califórnia), deixando onze conselhos para escritores novatos.

20ventura600Ray Bradbury, aos 88 anos (junho 2009), para o NYT: “Eu não acredito em escolas e universidades. Eu acredito em livrarias”

Se você tem 15 ou 75 anos e sonha em ser escritor, dá uma olhada nesses excelentes conselhos para sonhadores de todas as idades:

1– Comece pelos contos curtos
Bradbury aconselha a não começar pelo romance. “O problema com os romances é que você  pode ficar um ano escrevendo um e pode não ficar bom, já que você ainda não aprendeu a escrever”. O ideal é escrever muitos contos curtos, mesmo que sejam ruins, servem para treinar. “Te desafio a escrever cinquenta e dois contos ruins. Não se pode”. E praticando… “certamente chegará uma história maravilhosa”.

2. Não tente imitar os seus autores favoritos
Procure o seu próprio estilo. Bradbury cita como um erro da sua juventude, quando tentava imitar os autores que ele admiraba, entre os quais, Julio Verne, Arthur Conan Doyle e H.G. Wells. “Você não pode ser nenhum deles” (…) “você pode amá- los, mas não pode vencê-los”.

3. Aprenda com os grandes contistas
Bradbury cita como mestres dos contos curtos: Roald Dahl, Guy de Maupassant, John Cheever, Nigel Kneale, Edith Wharton e John Collier, que o aspirante a escritor deve ler e estudar. Também aconselha afastar- se das histórias contemporâneas como as publicadas pela revista New Yorker, pois “carecem de metáforas”, só retratam a vida cotidiana.

4. Use muitas metáforas
“Metáfora” é uma figura retórica de pensamento e talvez seja o recurso mais utilizado pelos escritores, de um modo geral (quer um post sobre as metáforas? Se sim, escreva seu desejo nos comentários!).

Bradbury não se considera um romancista nato, mas um “colecionador de metáforas”. Por isso,  o escritor novato tem que “engolir” obras literárias clássicas, para ampliar os seus recursos, que serão depois utilizados para criar as suas próprias histórias.  O autor sugere a leitura, todas as noches, de um conto, um poema e um ensaio, especialmente os de George Bernard Shaw. Segundo Bradbury, com essa rotina você vai acabar  “cheio de ideias e metáforas” na cabeça,  que combinadas com sua perspectiva e experiências de vida irão gerar novas metáforas e ideias.

5. Afaste- se das pessoas que não acreditam em você
Está cercado de pessoas que não acreditam no seu sonho de ser escritor e até tiram sarro disto? Conselho de Bradbury: “Chame- os hoje mesmo e despeça- se deles. Serve para qualquer coisa.

6. Visite a biblioteca com frequência
Bradbury não tinha nível superior, não pode pagar seus estudos, foi autodidata, se formou na biblioteca. Ele ia três, quatro vezes por semana, durante dez anos. “Viva na biblioteca, não no seu computador”. Sim pessoal, ler um livro é muito mais confiável, estimulante e completo, que pegar textos mastigados, curtos e duvidosos da internet. Vá direto na fonte: os livros. E o mais legal: viciam.

7. O cinema como fonte de inspiração
Bradbury frequentou cinemas desde criança. Cinema é magia pura e uma incrível fonte de inspiração para novos escritores. Procure os filmes clássicos, principalmente.

8. Divirta- se criando e escrevendo
Escreva para divertir- se, não se leve tão a sério, relaxe. Se começar a escrever e a história transformar- se em “trabalho”, jogue no lixo e tente outra vez. “Se a mente ficar em branco no meio de uma história, é o seu subconsciente te dizendo que não gosta do que está fazendo”.

9. Esqueça o dinheiro
Bradbury  foi valente e recusou grandes quantidades de dinheiro, quando lhe ofereceram para escrever sob encomenda, sabia que isso lhe “destruiria”, porque iria escrever o que não desejava. “Minha esposa e eu tínhamos  trinta e sete anos quando pudemos comprar o nosso primeiro carro”. Quem te disse que seria fácil?

10. Escreva duas listas
O que você ama e o que você odeia? “Escreva uma lista com dez coisas que ama apaixonadamente e escreva sobre elas. Faça uma lista com dez coisas que você odeia e as mate”. Escreva sobre as personas que você odeia, sobre seus medos, pesadelos e os mate.

11. Escreva sobre a primeira coisa que vier na sua cabeça
“Quando começo a escrever nunca sei aonde vou, todos meus livros foram surpresas”. O autor recomenda começar associando palavras que venham na cabeça. “Com sorte, no final da segunda página, começarão a aparecer personagens” provenientes da sua “verdadeira essência”. Dessa forma, você irá descobrir coisas sobre si mesmo que não sabia.

Deixo aqui a conferência de Ray Bradbury na íntegra. Mesmo que você não entenda inglês, vale a pena dar uma olhada, pelo menos para conhecer a voz do autor, muito simpático por sinal. Espero que estes conselhos te ajudem. Se você colocar esses exercícios de escritura criativa em prática venha me contar se funcionaram.

Ah, e volte rapidinho aqui, pois a resenha de “Fahrenheit 451”, a obra- prima de Bradbury, está para sair!

 

 

 

 

 

 

Oficina de escritura criativa: “A escrita do ser”, por Rômulo Pessanha


Mais um excelente texto do nosso colaborador Rômulo Pessanha. Não deixe de ler! Você pode encontrar os textos anteriores da Oficina de Leitura Criativa AQUI.

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A escrita do ser 

Tudo na vida deve ser simples. Escrever é uma das coisas mais simples que podemos pensar como algo tão acessível a nós como o ar, a água e a pressão atmosférica.

Escrever é um ato de prazer, de amor e de raiva. Nunca está solitário aquele que escreve: escrevendo, criamos um mundo em diálogo permanente com nosso interior, com a nossa própria significação humana e artística e certamente com o nosso prazer de escrever e de pensar em cada linha que podemos modificar e alterar os significados do nosso mundo, do nosso amor, da nossa vida e alterar as palavras que melhor se encaixariam naquilo que estaríamos interessados em escrever como quem deseja alterar e alongar cada vez mais o caminho para nunca chegar a lugar algum.

Amar é como escrever: você se declara ao mundo e depois se apaixona e se arrepende sem perceber que tudo isso é criação sua, você, leitor que me lê, agora e até mesmo aquele que escreve, óbvio, é um autor, é escritor, todo mundo cria, todo mundo é autoral.

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Muitos escritores famosos que pudéssemos estudar os caminhos pelos quais começaram a escrever, nada nos diriam sobre como se tornar um bom escritor ou como escrever aquela história ou aquela poesia ou aquela ficção que marcaria uma época, uma geração.

O problema dos grandes sucessos da literatura mundial é que parece quase impossível ser escritor e ser publicado. O problema da indústria dos livros é que todo mundo lê a mesma coisa. Ninguém lê o vizinho, os amigos, os professores, ninguém lê o pai ou a própria mãe e ninguém lê a si mesmo por não se jugar competente para escrever boas histórias. Eu me pergunto o que é ser escritor? É vender muitos livros e dar muito lucro para editoras? Temos um escritor que apesar de não ter escrito uma linha sequer, escreveu. O importante é a mensagem, a roupagem pouco importa. O ser humano necessita de informação, de comunicação. Por isso as mensagens de pessoas que se amaram olhando a luz da lua e das estrelas sobrevivem até hoje pintada nas cavernas como dois bonequinhos pintados com algum tipo de tinta na parede de pedra informando que o que a humanidade quer escrever é só sobre o amor da mesma forma que deseja descobrir se existe vida em outro lugar e lança foguetes com desenhos engenhosos de figuras geométricas, o desenho de um homem e de uma mulher gravados num disco de ouro contendo todos os sons que foram possíveis gravar, para informar à quem encontrar, que em algum lugar do universo a vida deseja ser espalhada e compartilhada, talvez.

Se os céus e as estrelas mais a lua e o sol pudessem falar dos apaixonados que passaram pelo planeta, descalços sem abrigo e que ainda continuam sem voz e sem abrigo ainda hoje, atualmente, diariamente, constantemente, mas isso será assim, eternamente?

A nossa história a ser contada deve ser o nosso prazer e surge de qualquer lugar: pode ser um rosto de um desconhecido, um beijo inesquecível ou aquela vontade de que tudo fosse real. A vontade de que tudo fosse real: o sonho é uma vontade real que realizamos em forma de guerras e amor. E tudo não é real? O problema é que não sabemos o que é a realidade. Apenas supomos, medimos e calculamos. Porém, não penetramos ainda no real objetivo ou razão de ser das coisas.

Se eu posso escrever, sou escritor, posso imprimir o que escrevo e começar a vender por aí dando muito lucro para mim mesmo e muito prejuízo para as editoras em geral e o meu objetivo não é dar prejuízos à alguém mas quero apenas compartilhar a minha arte, a minha coisa toda minha feita na mão nem que seja de lápis como uma pintura ou um livro todo escrito com caneta azul.

O que parece ser geral quando o assunto é como se tornar um escritor é que parece que escrevemos as coisas que nos interessam. Se eu posso falar de baleias isso não me levaria a me tornar um Charlie Dickens Ou Graciliano Ramos. Ao descobrir nossa voz musical, a nossa pequena música, baixinha, num tom de sussurro como sendo as coisas que mais prezamos e necessitamos de que sejam escritas como quem deseja ser salvo de um delírio de alguém a dizer me salve porque eu não suporto mais, me ouça agora! Esse tom é que nos faz ir muito além do que poderíamos pensar ou julgar que somos capazes. É um ponto de maturação em que a pessoa descobriu que sabe escrever e que ninguém poderá detê-la e que alguns elementos estarão sempre presentes em tudo aquilo que escreverem. Por exemplo, para alguns escritores, o elemento que sempre surge em suas obras ou os leva a inspiração para escrever, pode ser a imagem do texto inicial e final já escrito sem saber ainda o conteúdo, o para onde a história será direcionada. Outros escritores se inspiram no som, em sonhos, lembranças, etc. Não existe uma fórmula para se tornar escritor. Um escritor pode ser pobre ou rico tanto quanto pode já de início ser rico e, por um ou outro motivo, morrer na absoluta penúria.

Escrevemos sem perceber, com características e sobre coisas que nos agradam ou nos marcam de alguma forma e não existe uma fórmula para que alguém se torne escritor até porque se pudéssemos retirar de qualquer escritor, nas suas obras, algo que indicasse o caminho para o sucesso literário todo mundo seria um grande escritor.

Cada um escreve e deve escrever como gosta. Tanto é verdade que se em alguns casos conhecidos da literatura (e não darei exemplos), de pessoas que criam a sua base gramatical ou recriam uma nova estrutura sintática aproveitando conhecimentos das línguas que sabem falar fluentemente e até mesmo criam ou inventam novos idiomas fictícios e não podemos ignorar o fato de que a própria literatura se poderia considerar uma linguagem dentro do idioma de que se utilizou para ser escrita.

O mundo precisa entender que não é o caso de sair distribuindo livros por aí. Cada um pode escrever numa folha de papel aquilo que mais gosta e distribuir para a pessoa mais próxima. A literatura deve ser feita na mão, de próprio punho, com os dedos nas teclas, à lápis ou até mesmo impresso e distribuído.

Hoje em dia queremos falar de arte, fazer arte sem saber o que é o artesanato. O mundo parece cheio de informação, mas nada sabemos sobre as pessoas. Sabemos apenas das pessoas que parecem personagens e que nem parecem existir. A amizade é muito visual e menos sentimento do que poderia ser.

Para ser escritor não precisamos de ligar coisas ou ligar na tomada ou recarregar baterias. Ninguém liga o livro na tomada ou vai recarregar o seu livro com créditos. Precisamos recarregar a nossa vontade de querer desvendar mundos contidos nos livros, livros que somos nós mesmos, histórias que nos habitam e que desejam se tornarem maiores que nós, desejam pertencer ao mundo todo e à toda humanidade. Não permitir à um ser humano o hábito da leitura é um crime inafiançável e permitido por lei atualmente. A lei da compra, do consumo. Todo mundo tira a sua própria foto mas, ninguém sabe a forma da sua escrita porque a preguiça está impregnada na mente de todo mundo. É mais fácil distribuir imagens de graça do que escrever, exercitar o pensamento, de graça, apenas a imaginação, um lápis e um papel em branco que pode se transformar num barquinho cheio de palavras navegáveis iluminadas pelas luz das palavras do idioma da luz: a língua portuguesa, por palavras que surgem nas ondas da nossa vontade e de repente um pássaro bobo surge na parede branca do quarto e percebemos que era apenas a sombra do nosso casaco dando o formato, pelo nosso ângulo de visão, a imagem daquilo que conhecemos no mundo: seria um pássaro, um avião, uma garotinha andando pelas nuvens numa rua feita de bolinhos de chuva porque as nuvens dão chuva e quando as travessas caírem será aquela trovoada medonha chovendo bolinhos para todo lado e quando fechamos os olhos o arco-íris nos mostra um sol mal feito, umas nuvens enfim, um desenho feito por uma criança, a criança que fomos e esquecemos debaixo do travesseiro da lembrança que sempre surge de vez em quando para brincar quando escrevemos, para mostrar que com as palavras falamos muito mais do que palavras e as palavras dizem e certamente também nós, dizemos muito mais sobre a gente do que queríamos realmente dizer, aprendemos a utilizar o que somos, aprendemos a ser, e isso falando no mundo de hoje, e de todos os tempos: o que somos escrevemos e nunca deixamos de aprender e de ser pequenos aprendizes que pintam e fazem do mundo um grande rascunho em permanente reformulação para que possamos expressar de alguma forma, se é que sabemos uma forma, de dar forma àquilo que sentimos e pensamos. O que nós somos? O que nós podemos expressar e contar?

O que somos fica em algum lugar que parece tão real que quando dormimos e acordamos parece até que viajamos para outro mundo só que na verdade, apenas sonhamos com o texto do livro que estávamos lendo na véspera, antes de dormir. Assim é escrever, dar forma aos sonhos que são as mensagens na sua forma ainda intraduzível em textos e palavras, primitiva e talvez a mais eficaz ou ainda a mais incompreensível de todas. E assim, nós somos sempre uma possibilidade de existência, uma criação sempre para o futuro pois, é sempre como que uma incompreensão, uma suspensão sublimada da própria realidade, é como um ato de contemplação quando do momento de sua estruturação e formulação: a arte é o que somos e não sabemos o que somos. Por isso mostramos para nós mesmos que tudo o que existe de real é fruto da imaginação. A imaginação seria única possibilidade de decifrar todos os mistérios que existem e que no próprio ato de decifração, criaria outros, consequentemente.

Rômulo Pessanha

 

 

 

A oficina de escritura criativa começará na próxima quarta- feira


Ser escritor. Tenho sérias dúvidas se essa é uma função que se possa aprender. Se assim fosse, eu mesma já teria escrito uma obra- prima. Preste atenção: quando me refiro a “escritor”, quero dizer “escritor de ficção”, prosa e verso. Você pode aprender as técnicas narrativas e poéticas, a estrutura do texto, a teoria literária e também pode aprender a soltar a sua imaginação, mas nada disso vai garantir que você seja um bom escritor ou sequer escritor. Escrever também é persistência, teimosia, obsessão. Se você não estiver determinado a debruçar- se sobre o papel (ou computador) em busca da palavra certa, do texto perfeito, desista antes de começar. Escrever exige tempo, renúncias e dedicação. Escrever também possui algo de magia, algo alquímico, misterioso, místico…um livro muito bom é um punhado de palavras juntas que formam algo mágico. E essa fórmula ninguém possui, acontece de vez em quando, menos frequente do que gostaríamos. Há um tipo de escritor especial, com dom, talento, pessoas que nascem escritoras, sabem tudo intuitivamente, não precisaram estudar (quer dizer, bons escritores normalmente são excelentes leitores, ler é estudar também). Se esse não é o seu caso, mas você sonha em escrever um livro, essa sessão vai te ajudar com as ferramentas técnicas necessárias: redação, conceitos, teorias da literatura e linguagem baseados em lições e artigos dos mais renomados teóricos literários e linguisticos do mundo, além da minha própria experiência.

OFICINA

A “Oficina de escritura criativa” acontecerá aqui todas as quartas- feiras a partir da próxima semana.

Quantas páginas deve ter um livro?


Está escrevendo um livro e não sabe quantas páginas deve ter? Resposta: depende do gênero literário que encaixa o seu livro. É romance, conto, crônica ou poesia?

Um livro para ser considerado romance como gênero pelo cânone literário, tem que constar entre 60.000 a 200.000 palavras ( equivale a 300 a 1200 páginas) com variações. Quando você escreve no Word, na margem inferior vai saindo a quantidade de caracteres. Cada vez menos esse parâmetro é respeitado, existem livros que se auto- intitulam romance, mas que deveriam entrar para o gênero conto, pela escassez de páginas.

O conto ou crônica dá mais liberdade, mas não recomendo que seja menos de 100 páginas. A extensão dos contos é muito variável, inclusive existem microcontos com um ou dois parágrafos.

Os livros de poesia, tal como o de contos, também é bastante volátil, pode variar bastante. Um bom número de páginas é a partir de 100.

Boa sorte com o seu livro!