Resenha: “Nós que apagamos a lua”, de Alana Freitas


Esta é uma obra especial, porque tem uma carga afetiva intrínseca: ela foi escrita por uma colega da Universidade Estadual de Feira de Santana. Daquela menina juveníssima, a mais precoce da sala, recordo a alegria, o companherismo, as intervenções sempre inteligentes e do seu comprometimento com o mundo das Letras. Agora, já doutora das Letras, professora de literatura na mesma casa que a acolheu como estudante, lança o seu primeiro livro de ficção, uma coletânea de vinte e uma crônicas. Possivelmente Alana sofra dessa doença “crônica”, como ela mesma define do seu texto de abertura (“Conceito crônico”, p.13). Depois da leitura de “Nós apagamos a lua”, cheguei à conclusão que este será o gênero que a definirá no panorama literário brasileiro. Alana deita e rola, é uma cronista nata.

Alana Freitas El Fahl

“Nós que apagamos a lua” começa a massagear a alma só pelo título tão poético. Cada crônica é antecedida por um aforismo.

No segundo texto, a cronista citou o professor de literatura Luiz Alberto, que podia ser considerado patrimônio da cidade de Feira de Santana. Professor de “segundo grau”, assim chamava- se o nosso Ensino Médio. Luiz Alberto foi a primeira pessoa que vi vestido com um sobretudo no sertão da Bahia, uma figura memorável e peculiar. Alana recorda suas expressões latinas, em especial “aurea mediocritas”, o prazer da vida média, sem sobressaltos. Um texto brilhante, “Gente média” (p.17)

Eu, expatriada há quinze anos, notei com saudade o jeito brasileiro (especialmente baiano) nos textos da Alana. O lado bom do nosso povo, esse de se fazer amizade em qualquer lugar, até no táxi (“Táxi ou Uber?”, p. 21). Na Espanha, vou ao mesmo endocrinologista há dez anos, com a frequência de até três vezes ao ano. Todas as vezes é como se ele me visse pela primeira vez. Eu posso citar centenas de situações assim. No Brasil isso não acontece, há proximidade, carinho e calor humano. O brasileiro é muito mais comunicativo, aberto ao outro, que europeus, até os latinos.

Na próxima crônica (“De passagem”, p. 25), com sua audição afiada, Alana conta as conversas de fila, de sala de espera, que são muito variadas, nem sempre construtivas. O brasileiro reclama de tudo, reclama do outro com certa hostilidade, com ar de fofoca, uma certa ignorância sobre assuntos importantes e até preconceito. Não deixa de ser divertido essa espontaneidade, com perdas e ganhos, vale a pena.

Alana fala sobre a amizade em “O tipo mais fino de amor” (p.31). Não posso estar mais de acordo, quando desinteressada e verdadeira, a amizade espontânea que se consolidada com o tempo e confiança, é o tipo de amor mais nobre e genuíno.

Um dos mais emotivos é “Juarez”, o doido da rua da autora. Ninguém é tão doido que não consiga amar, a ter apreço e respeito por alguém. O amor encontra brechas até na loucura (p.41). Cadê Juarez, Alana? O que foi dele?

Alana também faz confissões. Narrou magistralmente como a depressão chega e se instala. Um mal silencioso e que vai dominando com toques de culpa e questionamentos, a busca do “porquê?” (p.45). A própria vida já é motivo, não tem que existir um específico. Ela também conta sobre o câncer de tireóide que padeceu, esse “arqueiro cego” (p.59), que nos amedronta a todos, pessoalmente e pelos que amamos. Quem está na luta, que seja breve, e que você saia forte, com muitos aprendizados e muita força para continuar a jornada.

Quem me conhece sabe que uma das minhas características principais é a sinceridade. Apesar de Alana ser uma velha amiga, eu fiz uma leitura imparcial. Leitura é coisa séria. Eu jamais indicaria um livro ruim por “amiguismo”. E este eu indico sem reservas, podem abusar. É muito bom!

Alana, eu te daria um longo abraço por este presente lindo em forma de crônicas. Te conheci mais e te abracei no final de cada texto. Como disse Flávia Aninger no pósfacio: “Toda leitura é oportunidade de encontro”, nos encontramos sim.

Que a vida te presenteie com muitas jujubas vermelhas (p.73) e que nós, mulheres multitarefas que “apagamos a lua” todos os dias, possamos descansar também, que possamos desfrutar do crepúsculo, sem pressa, sem estresse, com uma boa taça de café ou vinho, observar o anoitecer, enquanto eles preparam o jantar. Que o tempo nos seja gentil!

El Fahl, Alana Freitas. Nós que apagamos a lua, Zarte, Feira de Santana, 2018.

Este livro está sendo um sucesso, já teve uma reimpressão. Você pode pedi- lo escrevendo para a editora Zarte: zartegraf@gmail.com ou mandando uma mensagem ao WhatsApp: (71) 99116-6034

Alana escreve sobre novelas no blog “Entretelas”, lá você pode entrar em contato com a autora (clica).

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PDF grátis: “Paisagens sígnicas: uma reflexão sobre as artes visuais contemporâneas”


Um bom livro que reflete sobre as artes contemporâneas sob várias perspectivas: histórica, semiótica, filosófica, que serve como introdução às artes. Possui uma boa bibliografia para ajudar na sua pesquisa. A publicação é da Universidade Federal da Bahia.

Então segue o PDF grátis de “Paisagens sígnicas: uma reflexão sobre as artes visuais contemporâneas”, da professora Maria Celeste de Almeida Wanner, clica aqui.

O meu em papel:

Boa leitura!

Biblioterapia: a cura pela literatura


A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos. (Manoel de Barros in Compêndio para uso dos pássaros)

Todo mundo já sabe que a leitura salva da ignorância e da exclusão. No entanto, a utilização de livros como instrumento terapêutico, coadjuvantes ao tratamento de problemas físicos e psicológicos, pode ser novidade para muita gente. E não tem nada a ver com literatura de auto- ajuda.

A biblioterapia (do grego: biblíon, livro, e therapeía, assistência) é uma disciplina que vem ganhando força em muitos países, não entre bibliotecários, mas profissionais de saúde mental. O “National Institute for Health and Care Excellence”, na Inglaterra (www.nice.org )indica a terapia com livros para transtornos de ansiedade e depressões leves.

As leituras mantem o cérebro ativo, ajudando a aumentar a memória e a combater várias espécies de demência, como o Alzheimer. A americana Jean Carper escreveu um livro sobre o assunto: “100 dicas simples para prevenir o Alzheimer- E a perda de memória” (editora Sextante). As pessoas com mais leituras e bagagem cultural apresentam menos sintomas dessas doenças, segundo a jornalista.

A psicóloga espanhola Celia Luz Fernandez, professora da Faculdade de Psicologia da Universidade de Salamanca e chefe do hospital clínico na mesma cidade, utiliza a biblioterapia para a cura da depressão, ansiedade, estresse e transtornos alimentares. Para doenças mais graves, a biblioterapia também pode ser usada como auxiliar. A médica cita bons resultados em crianças com câncer e pessoas com esquizofrenia. A doutora observa mudanças profundas de conduta e pensamento, provocando uma melhora na qualidade de vida de seus pacientes (ouça o podcast na web “Universo aberto”, blog da biblioteca de Tradução e Documentação da Universidade de Salamanca, 29/10/2014).

Celia Luz não recomenda aos seus pacientes livros sobre os seus problemas, é contra- indicado, pois a leitura de sintomas e consequências pode agravar ao invés de ajudar. Por exemplo, se você tem depressão, não leia livros sobre “como curar a depressão”.

A biblioterapia, claro, não é só indicada para pessoas doentes, ela serve para todos que desejam um desenvolvimento e melhora pessoal, já que a leitura modifica as camadas mais profundas do ser humano.

As escritoras Ella Berthoud e Susan Elderkin, duas inglesas que acreditam piamente no poder curativo dos livros, lançaram este ano o “Farmácia Literária” (editora Verus no Brasil, e na Espanha, “Manual de remedios literarios”, Siruela, edição de referência). Um livro sem contra- indicações, que de uma forma bem-humorada, nos dá receitas literárias (quatrocentos e oito livros indicados) para espantar diversos males, tanto físicos, quanto psicológicos ou sociais, até para a TPM! Veja a minha seleção de obras fáceis de serem encontradas, com propriedades curativas, lúdicas e ricas:

Medo à violência. Você sente impulsos violentos, trava uma batalha interior consigo mesmo, tem ataques de ira? Este é o seu livro: O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde, do escocês Robert Louis Stevenson.

Indecisão. Sente dificuldades para tomar decisões? Considera a opinião de todos, menos a sua? Importa- se demais com o que os outros pensam? Permite que os outros decidam por você? Sua obra é essa: Indecisão, do americano Benjamin Kunkel.

Desemprego. Vive com medo de perder o trabalho ou ser repreendido(a)? Sacrifica- se demais? Ser um pouco Bartebly, às vezes é necessário, inverter a ordem natural das coisas pode ser um exercício interessante. Para você: Bartebly, o escriturário, do americano Herman Melville.

Gripe masculina.  É…existe livro até para curar medo de gripe, especificamente para os homens. Há quem diga que são um pouco dramáticos quando doentes, não é? Depois desse livro ficarão mais corajosos: Os miseráveis, do francês Victor Hugo. A tuberculose assolava a França no final do século XVIII e, mesmo assim, o povo lutava bravamente.

Correr riscos demais. Obra para pessoas imprudentes, que arriscam a vida e vivem intensamente sem nenhuma noção de auto- preservação. Essa história é de um sujeito que não faz nada da sua vida, o autor mostra o absurdo da existência niilista. Existe um meio-termo para ambas condutas. Essa obra é fantástica, umas das minhas preferidas: Memórias do subsolo, do russo Fiódor Dostoiévski.

Não importa a motivação, se pessoal, escolar, profissional, incorporar o hábito leitor no cotidiano é ganhar um espaço só nosso, é ganhar felicidade e sabedoria, é ter acesso a mundos muito diferentes do nosso. Que tal visitar uma livraria ou biblioteca hoje mesmo?


Texto publicado no Tribuna Feirense (Tribuna Cultural), Feira de Santana, 20/10/2017.

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O dia em que eu encontrei Nélida Piñón


Os hablo como una escritora al servicio de la memoria brasileña (…) (Nélida Piñón, in “La épica del corazón”)

A minha vida é comum, mas, de vez em quando, acontece algo surpreendente. Há cinco dias recebi um convite pra lá de especial, um encontro em Madri com a grande Nélida Piñón!

Sinceramente, achei que nem iria acontecer. Uma escritora com muitos compromissos importantes, consagrada (a melhor do Brasil, na minha opinião), imortal da Academia Brasileira de Letras, prêmio Príncipe de Astúrias na Espanha, entre muitos outros, pessoa acostumada a conviver com artistas, outros grandes escritores, jornalistas do mundo todo e de grandes meios de comunicação, outras gentes poderosas, inclusive da realeza… que interesse a Nélida poderia ter em conhecer- me? “Por isso mesmo”, pensei. Justamente por eu ser uma pessoa comum. Nélida é uma grande escritora, as pessoas são o seu objeto de trabalho, ela precisa estar com gente de todas as classes e feitios. Além do mais, os escritores conseguem enxergar além, fazem leituras mais profundas das pessoas.

Nélida, assim como outros bons autores, recolhem os testemunhos da nossa era. Aprisionam nessa cápsula do tempo chamada “literatura” o que somos e repassarão as nossas vozes ao futuro, principalmente quando não estivermos mais aqui. Eis o sentido real da imortalidade.

O encontro aconteceu sim. Nélida, além de ter palavra, é muito pontual.

É bem verdade que já tive um contato anterior com a autora há dois anos, quando fui editora da Revista BrazilcomZ (cessada temporariamente, no ano que vem voltará com tudo). A entrevista (escrita) foi belíssima, uma aula magistral de literatura. Vou postá- la aqui no blog nos próximos dias. 

Enfim, o encontro aconteceu no Palace Hotel de Madri,  pertinho do Museu do Prado e do Museu Thyssen, o quarteirão de ouro das Artes em Madri, na quarta passada, 22 de novembro.

Eu sou atrapalhada, constantemente acontecem situações que constrangeriam a maioria, mas como são tão comuns comigo, simplesmente as ignoro ou as trato com humor. Nélida enviou- me uma mensagem no WhatsApp, que me “esperaria sentada na ‘rotonda’ do Hotel às 16:30h”. Em frente ao Palace há uma ‘rotonda’ (rótula, como se fala em muitos lugares do Brasil) de frente à fachada do hotel; nela, está a Fonte de Netuno, onde acontecem as comemorações dos torcedores do Atlético de Madri, quando o time vence algum jogo.

Cheguei às 15:55h e fiquei diante do hotel esperando o horário combinado. “Muito estranho”, pensei. Andei pra lá e pra cá, nervosa. “Banco, que banco?”. Não havia. “Será que é do outro lado?”. No lado oposto do Palace fica o Ritz, lá sim tem alguns bancos. Quando deu 16:20h, escrevi para Nélida: “Eu estou esperando na ‘rotonda’, mas não vejo nenhum banco”. E Nélida (eu pude sentir o seu sorriso), “não, querida, a ‘rotonda’ fica dentro do hotel, já estou aqui”. Fernanda sendo Fernanda. Primeiro fora da tarde, será que viriam outros?

Subo para o hotel. Na recepção, aquela típica figura clássica de hotéis de luxo, um senhor uniformizado, aquele que recebe clientes, carrega suas malas e atende os mais variados e exóticos pedidos. Na Espanha é chamado de “conserje”. O conserje me indicou onde ficava a “rotonda”. Nesse momento, nem prestei atenção em quem estava no local e como era o ambiente. Passei o olho na enorme sala circular, com um belíssimo vitral no teto, observado só mais tarde, e vi Nélida Piñón sozinha numa mesa.

Amigos, “Rotonda” é um restaurante que fica dentro do Palace. Até então, eu não sabia que estaria a sós com Nélida, a escritora que admiro desde sempre. “A república dos sonhos” é um dos meus livros favoritos, é uma obra- prima, um livro difícil de ser escrito, um trabalho precioso de arte literária. Aqui tem a resenha, leia.

Na noite anterior, mal havia dormido imaginando que tipo de encontro seria.  Achei que seria algo coletivo com outros bloggers, jornalistas, leitores, admiradores, não sei. Mas não, eu tive praticamente uma tarde inteira de Nélida Piñón só para mim. Lembrando que as tardes na Espanha duram até às 20h. 

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Nélida Piñón no Hotel Palace em Madri, 22/11/2017 (Foto: Fernanda Sampaio Carneiro)

A dama Nélida Piñón levantou- se para me receber. Já nos primeiros minutos, todo o meu nervosismo desapareceu, ela deixou- me completamente à vontade. Convidou- me para um café e falamos de assuntos muito variados. Deixei- me conduzir, costumo ser tagarela, mas dessa vez queria só ouvir, aprender.

Nélida é elegante, alegre, falante, vital. Uma mulher rica de experiências e  ideias. É um ser que inspira, que nos enriquece. Confesso que, por duas vezes, caíram lágrimas. O outro fora da tarde? Senti- me acolhida, como se já a conhecesse há anos. Perguntou- me muitas coisas, interessou- se por minha vida.

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Selfie: Fernanda Sampaio e Nélida Piñón no Palace em Madri, 22/11/2017

Nélida irá à Lisboa para uma temporada no ano que vem. Pretende escrever um novo livro. Será uma espécie de “República dos sonhos” ao contrário? Neste, ela conta a história de galegos que imigraram ao Brasil, fato que aconteceu com sua própria família. Nélida é filha de espanhóis da Galiza. Essa nova obra será a história do êxodo brasileiro à Europa? Não tenho ideia, é só um palpite, vamos aguardar!

Sobre escritores e escritoras no Brasil, Nélida considera o trato desigual. O protagonismo feminino é bem menor, como se o que escrevessem tivesse menos importância. Essa última consideração, já minha. Temos que lutar pela igualdade de condições também nesse âmbito; aliás, em todos, editorial, acadêmico, trabalhista. Há muito machismo na área de Letras. Nos cursos universitários os homens são a minoria, mas sempre têm vagas, praticamente garantidas, no ensino superior. Ninguém repara nisto?! 

Voltando ao encontro. Também demos um pequeno passeio caminhando por Madri. Surreal. Que honra, que prazer!

Eu tenho quase a obra toda da autora, mas só levei dois livros para serem autografados, com medo de abusar de sua boa vontade. Serão mostrados na altura que postar as resenhas.

Na Espanha, saiu o mês passado pela editora Alfaguara o“La épica del corazón” você pode ver também outros títulos da autora aqui. É o “Filhos da América” editado no Brasil pela Record, quem quiser comprar, clica aqui. Na Espanha, o nome ficou bem diferente. É um livro interessantíssimo, estou louca para terminar e contar aqui para vocês!

Bem, pessoal, esse dia foi marcante e muito feliz! Cada um com sua emoção, não é? Cada qual com os seus ídolos. Essa experiência tão intensa pra mim, possivelmente tenha mudado algo muito importante no meu interior. Sinto- me com mais coragem para fazer coisas que antes não tinha. Esse é o alcance que um ser humano pode ter em outro: o de modificar vidas só com a palavra, a atenção, o afeto e a amizade. Cultivemos, pois!

À Nélida, gratidão! 

Onze livros para sorteio!


Na véspera da Páscoa, vamos animar o coreto?! Sorteio de 11 livros, já que só faltam 10 pessoas para atingirmos 11 mil curtidas no Facebook.

Escolhi 11 livros da minha biblioteca para o sorteio:

  1. “O desejo de Kianda”, do angolano Pepetela, comprado em Lisboa.
  2. “Amar se aprende amando”, do brasileiro Mário de Andrade.
  3. “A poesia da notícia”, do brasileiro Thiago David.
  4. “Pedro”, do brasileiro Luis Taques.
  5. “Olhares”, do português Rui Chafes, edição bilingue inglês- português, comprado na Universidade de Coimbra.
  6. “Ensino da língua materna”, da portuguesa Maria José Ferraz, muito bom para professores.
  7. “Navegando”, do brasileiro Rubem Alves.
  8. “Em busca do tempo perdido- Sodoma e Gomorra”, do francês Marcel Proust.
  9. “O alienista”, do insuperável brasileiro Machado de Assis.
  10. “Meio ambiente e formação de professores”, da brasileira Heloísa Dupas Penteado, também excelente para professores.
  11. “Só”, do português Antônio Nobre, também comprado em terras lusas.

Agora, atento(a) para as regras do sorteio:

  1. Curtir a página do Falando em Literatura no Facebook.
  2. Marcar três amigos no post do sorteio (esse) que vai estar no Facebook.
  3. Pode participar gente de qualquer lugar do mundo.
  4. Uma pessoa não pode ganhar dois livros. Ganhando um, automaticamente sairá do sorteio dos demais.

Não é obrigatório, mas seria gentil que compartilhassem o post também.

E atenção! Este sorteio só será realizado se, no mínimo, 50 pessoas marcarem seus amigos lá no Facebook.

Detalhe: os livros já foram lidos por mim, alguns estão como novos, mas há alguns que estão sublinhados e com anotações (antes eu fazia isso, agora não mais).

O sorteio será realizado no dia 15 de maio de 2017.

Novidade: lançamento da Revista ABRESCCO!


Saiu a primeira edição da revista “ABRESCCO” (“Aproximações Brasil Espanha em Cultura e Comércio”), que é uma empresa de assessoria e consultoria, criada pelo advogado Antonio Peres Junior (presidente), o empresário Joaci Goes Filho, o professor Pedro Corrales, do “Instituto de Empresas Business School” e o economista Juan Miguel Hortelano.

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Os quatro sócios e Luciana, esposa de Antonio Peres. Foto: Peres Junior Advocacia

A revista criou uma ponte entre a Espanha e o Brasil, apresentando artigos, reportagens, entrevistas sobre os dois países, no âmbito empresarial, financeiro e cultural. Nessa primeira edição muito especial e com matérias de peso, muitas informações financeiras e curiosidades históricas interessantes, tanto para empresários, como para os vários perfis de leitores. Também é curioso ler o que pensam empresários e diplomatas sobre a sociedade espanhola e brasileira. A edição está recheada de personalidades de destaque, especialistas nos dois países.

A Espanha está mais presente no Brasil, que o Brasil na Espanha em se tratando de negócios. Leia e revista e veja a quantidade de empresas espanholas no Brasil. Você também vai comprovar que a Espanha e o Brasil têm mais coisas em comum do que a maioria das pessoas pensa.

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Antonio Peres Junior, presidente da ABRESCCO

A edição impressa sairá nos próximos dias e será distribuída, além da Espanha e Brasil, em Portugal e na Suíça. Mas, você que não está nesses países e quer conhecer a ABRESCCO, clica aqui!

O editor da revista é João Compasso (também editor da Revista Bossa), parabéns João! Eu fiz a tradução e revisão, Amable González foi o responsável pelas belas fotografias e o designer é Gonzalo López. Eu já trabalhei antes com os três na Revista BrazilcomZ.

A capa da ABRESCCO, fevereiro de 2016, 1ª edição:

16730199_741720082650221_1196979426683841731_nParabéns aos sócios, sucesso e vida longa à Revista ABRESCCO!

Um recado no YouTube pra vocês: oficina literária na próxima quarta!


Na próxima quarta- feira, dia 16 de novembro, os convido para uma oficina literária sobre a obra de Antônio Torres, escritor baiano, membro da Academia de Letras da Bahia e da Academia Brasileira de Letras, um dos meus escritores favoritos.


As oficinas são patrocinadas pelo Itamaraty com o apoio do Consulado do Brasil em Madri.

Veja aqui o meu convite no nosso canal do YouTube