Leitores de livros são mais atraentes, diz pesquisa


Leitores de livros são mais atraentes, segundo eHarmony.

Você sente atração por tipos intelectuais, com a casa cheia de livros, frequentadores de livrarias e bibliotecas? Hum…não é má ideia, porque isso pode fazer toda a diferença na sua vida amorosa.

O site de namoro descobriu que listar a leitura como um hobby no seu perfil de namoro é uma jogada vencedora que o torna mais atraente para o sexo oposto.

Na verdade, os dados revelaram que os homens que o enumera como interesse recebem 19 por cento mais mensagens, e as mulheres, três por cento mais.

A pesquisa revelou que os leitores de livros são mais curiosos intelectualmente e abertos às novas relações.

Os homens que mencionam “Screw It, Let’s Do It” de Richard Branson e “Like a Virgin” receberam 74% mais atenção do que aqueles que não. Esse é o magnata inglês, dono da “Virgin”.

Seguido de “A garota com a tatuagem de dragão” (36%), 1984 (21%) e “O código Da Vinci” (5%).

Para as mulheres, os maiores aumentos nas mensagens provêm da lista dos “Jogos da Fome” (44%), da “A garota com tatuagem do dragão (31%) e do “Jogo dos tronos” (30%).

Dito isto, nem todos os livros darão um impulso à sua vida amorosa. Os dados descobriram que listar a Bíblia se mostra prejudicial para ambos os sexos ao mesmo tempo, “50 tons de cinza” para mulheres recebendo 16% menos mensagens e “Harry Potter” prejudicando homens em até 55%. Ou seja, a escolha do livro é importante.

Resumindo: leitores e leitoras têm menos chances de ficarem solteiros, portanto, se você quiser arranjar um(a) namorado(a), pare de rezar para Santo Antônio e pegue um livro! 😂

A notícia é do “The Independent”.

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“In a Heartbeat”, um lindo curta- metragem animado 


O coração, esse indomável…fica incontrolável quando se apaixona.


Veja esse lindo curta- metragem que anda fazendo sucesso nas redes sociais. Só ontem, teve dois milhões de acessos no YouTube. A história sobre o amor entre dois adolescentes é contada sem palavras. Veja:

https://youtu.be/2REkk9SCRn0


O curta foi criado por Beth e Esteban da Flórida, Estados Unidos.

A nossa alma- gêmea existe?


Só pelo amor o homem se realiza plenamente. (Platão)

A nossa alma- gêmea existe?

Um dos temas principais de toda a literatura mundial de todos os tempos, sem dúvida, é o amor. É uma fonte perene, inesgotável, realmente é uma força infinita e transformadora. Uma pessoa que ama jamais será a mesma, tanto na realidade quanto na ficção.

Desde a Grécia antiga, os filósofos e escritores da época, entre eles, Aristófanes, percebeu a necessidade do outro e para tentar explicar a incompletude do homem, narrou uma linda história que remonta à mitologia. O mito da alma- gêmea está no livro “O banquete”, de Platão. Este livro conta sobre um banquete oferecido a Eros, o deus do amor.

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A história de Aristófanes é a seguinte: houve um tempo em que os homens eram completos. Todas as nossas extremidades eram duplas: duas cabeças, quatro braços, quatro pernas, o que nos permitia uma mobilidade maior, éramos mais eficazes. Os homens consideravam- se tão perfeitos que decidiram ir ao céu lutar contra os deuses e tomar os seus lugares no Olimpo. Os homens perderam a luta e Zeus decidiu castigá- los pela impertinência. Ele pegou a sua espada e dividiu os homens ao meio.

Os homens caíram na Terra de novo, desesperados, procurando a sua outra metade, já que sem ela não poderiam viver. A necessidade de encontrar a alma- gêmea, alguém que nos complete, na verdade, é nostalgia. O outro que buscamos é parte de nós, não é alguém alheio. Segundo esse mito, a nossa alma- gêmea não pode ser alguém muito diferente, porque é a nossa outra parte idêntica.

Zeus ainda prometeu cortar- nos ao meio outra vez se não o obedecermos.


Pessoalmente, sim…acredito que existe uma alma especial que complete a nossa. E você, acredita em almas- gêmeas?

Sim, nós falamos de amor: II Oficina Falando em Literatura


Falar de amor em tempos de cólera é necessidade. É antídoto para a desesperança, para a dor. É o único caminho. Amor- próprio, amor ao outro, amor à família, amor à natureza, à literatura, à música, às artes, ao belo. A tudo que faz bem.  Amor sincero, verdadeiro, genuíno. O amor puro seja qual for,  nunca é errado ou motivo para repressão e vergonha. Se ama, diga…Purifique- se, regenere- se, liberte- se.

Algumas cenas da oficina “O amor na poesia de Carlos Drummond de Andrade”:

simoneSimone recitando o seu poema.

rafaelO poeta Rafael.

turmaSherlen, Rafael, a pequena Helena, Simone e Deborah participaram na I Oficina e voltaram para a segunda.

Um abraço apertado para a querida Renata, que foi hospitalizada ontem e não tivemos o prazer de contar com a sua presença. Melhoras, querida. E obrigada a todos que participaram!

A próxima oficina será na quarta- feira, 16/11 e vamos falar sobre Antônio Torres, um dos meus escritores favoritos:

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Entre tantas nuances da vasta obra de Drummond escolhi o amor para a oficina de ontem (10/11), porque o amor é o caminho e a solução para tudo. Para os dramas pessoais e coletivos.  “Amar” de Drummond na voz da inesquecível Marília Pêra:

Que pode uma criatura senão,
Entre criaturas, amar?
Amar e esquecer, amar e malamar,
Amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
Sozinho, em rotação universal, senão
Rodar também, e amar?
Amar o que o mar traz à praia,
O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
O que é entrega ou adoração expectante,
E amar o inóspito, o áspero,
Um vaso sem flor, um chão de ferro,
E o peito inerte, e a rua vista em sonho,
E uma ave de rapina.
Este o nosso destino: Amor sem conta,
Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
Doação ilimitada a uma completa ingratidão,
E na concha vazia do amor à procura medrosa,
Paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
E na secura nossa, amar a água implícita,
E o beijo tácito, e a sede infinita.

(C.D.A.)


Que o amor seja a tua motivação, nada mais.

5 de junho: aniversário de 118 anos de Federico García Lorca


Um dos maiores escritores da língua espanhola, Federico García Lorca (Fuentevaqueros, 05/06/1898 – Víznar, 19/08/1936), poeta e dramaturgo, completa hoje 118 anos de nascimento. Formado em Letras e Direito, mudou de Granada para Madri onde conheceu inúmeros intelectuais.

Viajou para Nova York e Cuba, voltou em 1936 para a sua cidade natal, onde foi preso e fuzilado, dizem, pelos seus ideais liberais. 

Lorca era homossexual. A Espanha vivia uma ditadura, os gays não “existiam”. O escritor era um insulto à moral e aos bons costumes, fora seus ideais políticos. Foi eliminado.

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Na foto acima, Lorca aos 18 anos com Salvador Dalí que tinha 24. Eles eram muito mais que amigos, mas comenta- se que não foi um amor consumado. (Será?! Eu acho que foi sim). Tudo indica que Dalí era homossexual, mas nunca assumiu publicamente, então, oficialmente, o romance nunca foi assumido. A foto desprende intimidade, não?

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No livro “Querido Salvador, Querido Lorquito”, do jornalista Víctor Fernández, reúne cartas de Dalí a Lorca com conteúdo apaixonado, beirando o erótico. Ambos tinham relacionamento com outras mulheres para dissimular.

A opção sexual dos artistas influenciou nas suas obras? Sim, por isso comento.

Leia os poemas de García Lorca (em espanhol). E- book grátis!

Deixo a dica de um filme que conta a história dos artistas com protagonista famoso, Robert Pattinson:

A descoberta da vida, do amor em Clarice Lispector


Por Rômulo Pessanha

Começo pelo começo que ninguém sabe quando começou. A busca pela origem da matéria que contém a vida é algo que nos causa medo e paixão, terror e medo, sensação de aventura e medo, tudo porque a origem da vida é como uma massa misteriosa, a vida não para de nascer a cada instante dentro de nós.
A Clarice Lispector apresenta-nos aqueles momentos de descoberta que as pessoas comuns sabem bem quando estão descobrindo algo, como a descoberta do amor, da solidão, do desejo, mas a descoberta da vida, essa sim, ninguém ainda ousou dizer sua forma e sua luz.

clarice-lispector
A constatação de que apenas baratas estariam presentes no momento que surgiu o primeiro ser humano é algo bíblico. Só as baratas seriam nossas testemunhas: onde se encontraria o evangelho segundo a barata? Estaria na sua massa branca interior, com aquele cheiro de barata? qual a semelhança entre a massa branca e o cheiro da barata com o cheiro das escrituras sagradas que ninguém nunca sentiu? Qual a relação entre sentir a massa gosmenta de uma barata esmagada contra uma porta de um armário qualquer e verificar ali, um ser vivo te observando com a metade de seu corpo esmagado, que a vida também é uma massa sagrada, como as escrituras que saíram de dentro do mistério dos fatos ocorridos no mundo real ou talvez das intenções subjetivas de quem as escreveu?
Ninguém sabe quem esteve presente ao nascimento da primeira barata … Talvez Deus? … Sim, porque nós nos consideraríamos mais importantes? Quem esteve presente ao nascimento de Deus? Deus é maiúsculo ou minúsculo? Se antes de sua criação nada existia então Deus ou deus não era. Era apenas o nada. Deus era apenas o nada, quando nada estava criado. Se nada existia, se nada era regido então sua existência era nula. Qual a massa de deus, ou Deus?
Em Clariceanos aspectos, a religião é uma vida. A vida se origina apenas para falar de sua banalidade, de como ela frágil, pode ser ficcionada em tragédia reconhecíveis pelo mais banal ser humano baratizável, ou, melhor dizendo, que se considere barata perante o mundo banalizável, como no mundo moderno a preocupação com sobreviver se torna mais importante do que o viver. Mais para além de ficção tudo pode ser reduzido ao nada. Assim é o que se quer chegar: o ponto final que deu início a tudo o que não existe. Teorias se tornam matérias para discussões.
Discutir o invisível é o deleite de quem procura saborear o invisível da vida.

O amor surge como descoberta de que dentro de alguém algo desperta mais vida em nós. Passamos de leve a compreender que em alguns momentos estamos presentes no nosso próprio nascimento: é quando a paixão surge. Mas nós talvez nem teríamos consciência do momento de nossa origem. Para isso seria preciso voltar atrás, no tempo, no passado e constatar que nem esforço para isso seria preciso, pois o guardamos conosco em algum ponto inscrito no branco da vida, como papel para ser escrito, vida para ser vivida.