A Real Academia Espanhola de Letras


A “Real Academia Española” fundada por Juan Manuel Fernández Pacheco y Zúñiga em 1713, fica num edifício bonito atrás do Museo del Prado em Madri. A Academia regula e edita o dicionário da língua espanhola. Hoje, inclusive, a comissão da Academia está em Burgos reunida para a  24ª edição do dicionário, que engloba todos os países hispano- falantes.

IMG_2782A Academia não é aberta às visitas, normalmente. É preciso marcar data, as visitas são guiadas e não é fácil conseguir. No ano passado só teve um dia de “portas abertas”, mas é uma multidão e é difícil conseguir entrar também.

IMG_2785.JPGA RAE é um órgão complexo que engloba várias instituições. É patrocinada pelo governo, por empresas privadas e também pessoas físicas.

IMG_2783O diretor atual é Darío Villanueva Prieto, veja seu perfil. Há 43 acadêmicos e só 8 mulheres, como sempre, desprestigiadas, igual que na brasileira. As academias de letras do mundo são extremamente machistas. Feitas e criadas por eles, quando as mulheres não tinham voz e nem vez, o que esperar? Eu sim espero que essa tendência mude. Estamos no século XXI!

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A estátua do fundador no jardim e objetos de construção atrás. A Academia está sofrendo alguma reforma.

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Veja aqui a lista de acadêmicos. O único que conheci pessoalmente é Luis Goytisolo, o “Proust espanhol”.

O dicionário online da Academia está disponível gratuitamente para consultas ortográficas.

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Um milhão de visitas!


Hoje é sábado, mas tive que vir aqui agradecer: o Falando em Literatura ultrapassou a marca de mais de um milhão de visitas! Um número tão significativo merece comemoração!

Gratidão a quem me acompanha desde o princípio, aquele que comenta, republica, curte e compartilha os posts, são vocês que alimentam a minha vontade de seguir, além do próprio amor à literatura.

Algumas novidades virão com o um milhão de visitas: o formulário abaixo para contato direto comigo. Ele serve para contatos profissionais, dúvidas, reclamações e tudo o que você quiser me contar de forma privada.

Também  haverá  jogos de perguntas e respostas, entre outras atividades, para fomentar uma maior interatividade. Todas elas com prêmios! E falando nisso, fique com a antena ligada, porque a partir da próxima segunda- feira, irei lançar um desafio que vai valer livros.

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Um abraço e um bom fim de semana!

 

 

Está chegando: 75ª Feira do Livro de Madrid (com uma “pitada” de desânimo)


Feiras de livros são oportunidades fantásticas para conhecer todos os tipos de autores, de todos os gêneros e lugares. A Feira do Livro de Madri, cidade onde moro, dura 22 dias e, normalmente, traz um país convidado. Esse ano: a França. Isso implica que teremos a oportunidade de conhecer autores franceses contemporâneos. Já contei que tenho uma quedinha pelos franceses? Leia aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

A lista de escritores que estarão presentes já começou a ser atualizada, até o dia da feira irão entrando mais nomes. Por exemplo:

No dia 5 de junho, você poderá conhecer em pessoa o dono do melhor restaurante do mundo, Ferrán Adrià e seus livros com receitas maravilhosas.

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Julia Navarro, escritora espanhola, essa vale a pena conhecer. Eu li o “Dime quien soy” e gostei bastante. Ela vai estar em vários dias, melhor consultar a lista.julia

Ainda não divulgaram os escritores franceses que estarão presentes.

A lista, por enquanto, deixou- me muito desanimada. Viram a minha animação do início? Pois é, c’est fini. A literatura de não- ficção deve entrar, pois há coisas muito úteis que precisamos. Eu mesma citei o Ferràn Adrià. Há ensaios, divulgação científica, dicionários, fotografia, gastronomia, muita coisa bacana, mas não vale tudo.

Nos últimos três anos, principalmente, a onda de youtubers e “gente nada a ver com literatura” invadiram a feira e o nosso mundo literário. A literatura vai minguando. Qualquer um acha que pode escrever um livro. Poder até pode, mas não é literatura. Há livros muito respeitáveis de não- ficção, que são úteis e necessários, mas não é o caso da lista que acabei de ver. Desânimo.

Isso pode ter consequências muito negativas: a juventude só vai ler porcaria; os escritores decentes não vão querer participar da palhaçada; os consumidores de literatura (ficção, artística, principalmente) deixarão de ir e a feira acabará se transformando numa festa de babacas, adolescentes alucinados e curiosos querendo tirar fotos com artistas e youtubers.

Eu mesma, na feira de 2014, fui cedinho para “ficar na fila”, pois adoraria conhecer Luis Goytisolo (1935) pessoalmente. Um escritor de primeira linha, membro da Real Academia Española (irmão do também escritor, o célebre Juan Goytisolo), escreveu livros incríveis como “Antagonía”, uma obra- prima. Esse autor espanhol é comparado com Proust. Cheguei esbaforida, “Ué, cadê a fila?!”. Não havia ninguém. A minha surpresa foi tanta que o autor percebeu. “Não sou um autor popular”. A vantagem é que pude conversar bastante com ele e tenho o privilégio de ter quase toda a sua obra (carinhosamente) autografada. Mas, não consegui evitar a sensação de tristeza e desencanto: “se ninguém lê um autor desses…que fazemos?!”

Caramba, nosso espaço já é muito restrito, será mesmo que eles têm que invadir a nossa praia?! Claro que sim, as editoras e “escritores” (que normalmente nem escrevem, alguém faz isso por eles) querem é ganhar dinheiro, não importa com quê. Oportunistas.

Cartel FLM16O cartaz desse ano é de Emilio Gil, um artista gráfico.

Vou aguardar para ver se melhora. Será que virá pelo menos algum desses escritores franceses: Patrick Modiano, Pierre Lemaitre, Fred Vargas, Laurent Mauvignier, J. M. G. Le Clézio, Frédéric Beigbeder? Senão, fico aqui com a minha maravilhosa biblioteca.

Antônio Torres no “Afiando a Língua”, de Tony Bellotto


O escritor Antônio Torres (Bahia, 1940) foi entrevistado por Tony Belloto (São Paulo, 1960, grande titã!) junto com  o cantor e compositor Jards Macalé (Rio de Janeiro, 1943). O mestre Torres nos conta suas histórias, suas andanças pelo mundo, seus “causos” (que adoramos!) e Macalé na viola, inspira- se também na literatura para criar suas letras, como em “Let’s play that”, que faz referência ao “Poema de Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade. Literatura e música, tem coisa melhor?!

Só uma errata: o Tony disse que “o primeiro livro publicado, de sucesso” de Antônio Torres foi “Essa Terra” (1976), não foi primeiro. O primeiro livro publicado da carreira do escritor (e de sucesso!) foi “Um cão uivando para a lua” (1972).

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O Canal Futura subiu esse vídeo ao Youtube no dia 2 de março de 2015, mas coloca “2014” no título, quando o programa deve ter ido ao ar, suponho: Veja o vídeo:

 

 

 

Resenha: O Rinoceronte, de Eugène Ionesco (PDF grátis)


Psicose coletiva, senhor Dudard, psicose coletiva é o que isso é! É como a religião que é o ópio dos povos! (p. 42)

Você sabe o que é o gênero dramático?

34 - O RINOCERONTE

Encenação de “O rinoceronte” no Teatro de Bolso, Portugal, com estreia em 12 de novembro de 1960.

É um dos gêneros literários mais antigos, sua origem remonta à Grécia antiga. É um tipo de escritura feita para ser encenada por atores em um teatro. O texto é disposto de forma dialógica entre os personagens ou o personagem (no caso dos monólogos). Os acontecimentos são desenvolvidos dentro de um tempo e espaço determinados. O conflito humano é a base da obra teatral, que pode ser comédia, tragédia, drama ou tragicomédia ( híbrido, tragédia e comédia). O texto pode ser escrito em prosa ou verso. Os nomes dos personagens sempre antecedem as suas falas, veja um exemplo da obra “O rinoceronte”, de E. Ionesco, objeto dessa resenha. A obra se encaixa no gênero comédia, pois faz parte do “Teatro do Absurdo”, um conjunto de obras que foram escritas ao longo de 30 anos, entre as décadas de 40 e 60 na Europa e nos Estados Unidos.

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Eugène Ionesco (Slatina, Romênia, 26/11/1909 – Paris, 28/03/1994) foi um dos maiores patafísicos e dramaturgos do teatro do absurdo. A patafísica foi um movimento cultural francês da metade do século XX, uma pseudociência das “soluções imaginárias”, criada pelo excêntrico dramaturgo francês Alfred Jarry (Laval, 08/09/1873 – Paris, 01/011/1907). A patafísica é absurda e de difícil compreensão, quebra com todos os nossos esquemas mentais lógicos e nosso costumeiro raciocínio lineal. O teatro do absurdo é incoerente por natureza. O humor sempre está presente nesse tipo de texto.

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Eugène Ionesco, 1960, foto exposta no National Portrait Gallery, Londres

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Alfred Jarry, o inventor da patafísica

A obra “O rinoceronte” (origina “Rhinocéros”, 1960) é uma das mais conhecidas do dramaturgo Ionesco. O texto é muito divertido e muito visual, como se estivéssemos sentados na poltrona de um teatro. Ambientado numa pequena cidade do interior, numa praça, os personagens são:

A Dona da casa, A Merceeira, Jean, Bérenger, A Garçonnette, O Merceeiro, O Senhor Idoso, O Lógico, O Patrão, Daisy, Senhor Papillon, Dudard, Botard, Madame Coeuf, Um Bombeiro, Senhor Jean, A Mulher do Senhor Jean, Várias Cabeças de Rinocerontes.

A peça é dividida em três atos. A movimentação normal da cidade, dois amigos conversando e ouvem um ruído ensurdecedor, mas não sabem de que se trata. O barulho vai ficando mais forte e… passa correndo um rinoceronte! O rinoceronte esmaga o gato da Dona de Casa que fica inconsolável. E a discussão continua absurda, a preocupação dos moradores é se o rinoceronte tem um ou dois chifres, se é da Ásia ou da África. Entra o Lógico para tentar colocar um pouco de ordem em tudo, mas a lógica também é ininteligível às vezes. O tema racial aparece na conversa.

O segundo ato acontece num escritório, uma editora, onde Daisy, Dudard e Botard continuam com a conversa sobre o paquiderme e o gato esmagado. Uma das falas de Botard refere- se à raça do gato morto. Mais atual do que nunca no nosso século (p. 38):

Peço, desculpas, chefe, mas o senhor não pode negar que o racismo é um dos grandes erros deste século.

A discussão continua com patrão e empregados discutindo sobre a veracidade do caso. Passou ou não passou um rinoceronte? Teria sido uma alucinação coletiva? É possível ver o que não existe ou fazer com que não exista o que se vê? Parece que sim. Depende do interesse e da retórica do implicado em distorcer e levar “a verdade” para o seu campo. Os políticos sabem fazer bem isso, não? Talvez alguém que você conheça também seja assim. A “verdade”, parece, pode ser muito variada.

A história começa a ficar surreal, absurda e engraçada. Certeza que você vai dar umas boas risadas.

Muda o cenário novamente, agora na casa de Jean. Bérenger foi desculpar- se com o amigo por causa da discussão acalorada que tiveram sobre os chifres dos rinocerontes. Jean parece adoentado e a história sofre uma metamorfose bem kafkaniana.

É preciso restituir a base da nossa vida. Precisamos voltar à integridade primordial! (p.66)

O texto transforma- se num diálogo filosófico entre Bérenger e Jean e passa a ser uma grande crítica à sociedade da época, mas que cai como uma luva para a atual também. Parece que as boas virtudes falham em todas as épocas. A manada de rinocerontes começou a aparecer em todas as partes, gente que se rebelou com a ordem estabelecida, a metamorfose é uma mudança política. Um não à submissão e ao conformismo. Em muitas ocasiões só a metamorfose nos salva de certos absolutismos e imposições. Não é fácil ser diferente, os obstáculos são muitos, o desprezo também, mas às vezes é a única forma de redenção e encontro consigo mesmo e as nossas ideias e verdades.

Bérenger sofre uma crise existencial em seu monólogo final, quem está certo, afinal? Os homens ou os rinocerontes? O último homem tenta defender a raça humana. Está difícil!

Você pode baixar o PDF grátis no maravilhoso site Desvendando o Teatro, a biblioteca virtual deles é excelente. Não deixe de ver!

O poema “Instantes” não é de Borges


Há muitos anos vem sendo reproduzido o poema “Instantes” como do poeta argentino Jorge Luis Borges. Basta olhar alguma antologia do escritor para comprovar que esse poema não existe entre seus escritos. O poema “rola” pela Internet e até em universidades com a autoria errada. Os versos são da americana Nadine Stair. A viúva de Borges, María Kodama, desmentiu a autoria do marido em relação ao poema há anos. Vamos desfazer de uma vez por todas esse equívoco? Possivelmente, o erro originou- se por causa da escritora Elena Poniatowska (francesa com nacionalidade mexicana) que atribuiu a autoria do poema a Borges num livro de sua autoria publicado em 1990. O livro foi retirado com o devido pedido de desculpas:

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Elena Poniatowska, a “culpada”

 Abaixo o polêmico poema com a sua autora correspondente:

Instantes (Nadine Stair)

“Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.

Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.

Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo”

 

 

Resenha: Para que serve a literatura?, de Antoine Compagnon


Um pouco de teoria. Todo estudante de Letras deveria ter esse livro, porque dá muitas noções básicas e essenciais sobre a teoria da literatura em poucas páginas, é o bê a bá da literatura.

Talvez seja mais importante responder “Para que serve a literatura?”, do que a costumeira “O que é a literatura?”.

O belga Antoine Compagnon (Bruxelas, 20/06/1950), é acadêmico do antigo e tradicional Collège de France (1530). É escritor de ficção, mas principalmente, teórico da história da literatura. Especialista em literatura francesa, principalmente Proust, é um escritor premiado e com muitas distinções, membro da Academia de Letras de Londres, entre outras. Foi professor catedrático na Sorbonne e na Columbia de Nova York. Ele escreveu vários livros importantes, entre eles, “Um verão com Montaigne“, na área de Educação, onde coloca como causa principal da baixa qualidade de ensino e desprestígio da classe docente, a massificação da Educação. Obra a ser comentada em outro post.

L'HISTORIEN ANTOINE COMPAGNON.

Antoine Compagnon. Foto: Le Figaro

Para que serve a literatura é um livro muito ligeiro, apenas 54 páginas, mas concentrado de muito bom conteúdo e muitas referências importantes para futuras consultas . O texto é a aula inaugural de Antoine Compagne no College de France em 2007.

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College de France, endereço: 11 Place Marcelin Berthelot 75231 Paris

Lecionar também é aprender:

(…) sempre ensinei o que não sabia e aproveitei as aulas que dava para ler o que ainda não lera, e aprender por fim o que ignorava. (p.11)

O autor começa levantando algumas questões fundamentais que fogem um pouco da tradicional pergunta O que é a literatura?. Ele vai mais pelo lado crítico e político: O que pode a literatura, que valor a sociedade e a cultura contemporâneas atribuem à literatura? Que utilidade? Que papel? (p. 7) E cita Ítalo Calvino  questionando se ainda podemos acreditar na mesma coisa: A minha confiança no futuro da literatura, assenta na certeza de que há coisas que só a literatura pode nos dar.

Compagnon fala da literatura francesa (moderna e contemporânea no século XXI) e a considera a mais difícil de tratar. Diferencia os tipos de crítica, veja:

A tradição teórica considera a literatura como ‘una’ e a ‘mesma’, a presença imediata, valor eterno e universal; a tradição histórica encara a obra como ‘outra’. Nos termos de hoje e de ontem, falar-se- á de ‘sincronia’ (ver as obras do passado como se nos fossem contemporâneas) e de ‘diacronia’ (ver, ou tentar ver, as obras como como o público a que se destinam). (p.13)

Essa dicotomia, essa disputa entre tipos de crítica, história X teoria, filologia X retórica, deixou de fazer sentido no final do século XX. Foi Roland Barthes que “reconciliou” essas tradições literárias. Segue Compagnon:

(…) O estudo literário deve e pode consertar a ruptura entre a forma e o sentido, a inimizade factícia entre a poética e as humanidades. (p 17)

A literatura perdeu espaço nas escolas nessa última geração em detrimento dos textos documentais. E umas das perdas que isso ocasiona? A “deseducação” através dos sentimentos que só a literatura pode provocar. Quando o leitor sai da própria vida e encarna no papel do personagem, ele conhece mais do outro e de si mesmo e da vida. Só a arte/literatura podem fazer isso. Portanto, a literatura nunca será prescindível, ao contrário, quanto mais leitores, mais humanismo e humanidade. O autor cita Proust, o mesmo trecho que citei (na extensa) resenha sobre “No caminho de Swann”, que fala justamente de uma função importantíssima da literatura:

A verdadeira vida, a vida por fim desvendada e esclarecida, a única vida por conseguinte realmente vivida é a literatura. (…) Só pela arte, podemos sair de nós, saber o que a outra pessoa vê deste universo que não é o mesmo que o nosso, e cujas paisagens nos teriam ficado tão desconhecidas quanto as que pode haver na lua. (p. 19)

Não vou falar muito mais, porque senão contarei o livro todo. Um livro que serve de introdução para questões fundamentais, que deixa uma mensagem de defesa da literatura e seus benefícios para o indivíduo e a sociedade.

capa compagnon (1)Compagnon, Antoine. Para que serve a literatura?. Deriva, Portugal, 2010. 54 páginas