Como eu consegui duas cidadanias europeias

Você sonha em morar na Europa? Uma das formas é procurar saber se você tem direito à cidadania. Como expliquei neste post aqui (clica), eu nunca pretendi sair do Brasil. Só aconteceu quando casei com um espanhol e decidimos morar em Barcelona, terra natal do meu marido. E na terra de Gaudí solicitei a nacionalidadeContinuar lendo “Como eu consegui duas cidadanias europeias”

Os Natais de Fernando Pessoa

A ceia de Natal em Portugal chama- se “consoada”, de “consolar”. O prato principal, normalmente, é o bacalhau com ovos e couves regado com muito azeite de oliva. De sobremesa, o bolo rei e as rabanadas. Apesar dessa data ser feliz para muita gente por causa das reuniões familiares, dos comes e bebes, além daContinuar lendo “Os Natais de Fernando Pessoa”

Manuel Bandeira e Drummond no Parque dos Poetas em Portugal

Alguns sonhadores pensaram que seria uma boa ideia criar um parque onde a poesia fosse a grande atração. E realmente foi uma excelente ideia! Alguns dos idealizadores do parque:  Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras (1985-1989), o poeta e escritor David Mourão-Ferreira e o escultor Francisco Simões. O Parque dos Poetas é grande, tem “22 hectaresContinuar lendo “Manuel Bandeira e Drummond no Parque dos Poetas em Portugal”

Curso prático de português de Portugal

Nasci no Brasil, mas também com a nacionalidade portuguesa por ser filha do meu pai. No entanto, só recentemente, fui fazer o passaporte luso. Aquele negócio brasileiro de deixar tudo para última hora. Vamos ao passaporte. Você pode fazer a marcação pela Internet no agendamento online. Tinha lá a opção “levantamento de passaporte eletrônico”. “DeveContinuar lendo “Curso prático de português de Portugal”

Resenha: “O seminarista”, de Bernardo Guimarães #RevisitandoOsClássicos #1

“Crescent illae, et vos crescentis, amores” (“As árvores hão de crescer, e com elas haveis de crescer vós, meus amores” – Virgílio citado na p. 88) Aqui começa uma série: Revisitando os Clássicos Brasileiros. O que significa? São livros que eu já li há muito tempo e tenho vontade de reler. O tempo, a experiênciaContinuar lendo “Resenha: “O seminarista”, de Bernardo Guimarães #RevisitandoOsClássicos #1″

Resenha: “Cada homem é uma raça”, Mia Couto

“-A minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia.” (Mia Couto) António Emílio Leite Couto, Mia Couto ( Beira, Sofala, Moçambique, 05/07/1955 ) é o escritor moçambicano mais traduzido e conhecido no mundo. Escritor de prosa e verso, com uma obra extensa, é formado em Biologia, estudou também Medicina,Continuar lendo “Resenha: “Cada homem é uma raça”, Mia Couto”

Resenha: A hora do diabo, de Fernando Pessoa

A música, o luar e os sonhos são as minhas armas mágicas. (Fernando Pessoa, p.44) Este livro, “A hora do diabo”, são folhas soltas escritas por Fernando Pessoa, fazem parte do espólio do autor depositado na Biblioteca de Lisboa. Foram organizadas pela professora portuguesa e especialista no autor,Teresa Rita Lopes, também é escritora. Teresa Rita Lopes, estudiosaContinuar lendo “Resenha: A hora do diabo, de Fernando Pessoa”

“O tempo envelhece depressa”, Antonio Tabucchi

Perguntei- lhe por aquele tempo, de quando éramos ainda realmente jovens, ingénuos*, arrebatados, patetas, incautos. Alguma coisa ficou, a juventude não- respondeu. (p. 11) O escritor italiano morava em Lisboa e era apaixonado pela língua portuguesa. Tabucchi morreu no ano passado de câncer. Conheci a obra de Tabucchi depois de sua partida no ano passado (Vecchiano, Pisa,Continuar lendo ““O tempo envelhece depressa”, Antonio Tabucchi”

Gente linda é gente que lê

Quando andamos pela rua e vemos gente compenetrada com suas leituras, não dá vontade de ler também? “Ahhh…por que não trouxe meu livro!” Gente linda, é gente que lê no ônibus, no metrô, no banco da praça, no avião, embaixo de uma árvore, na sala de espera do médico, na cafeteria…gente que não pode andarContinuar lendo “Gente linda é gente que lê”

Memorial do convento, José Saramago

(…) morando o riso tão perto da lágrima, o desafogo tão cerca da ânsia, o alívio tão vizinho do susto, nisto se passando a vida das pessoas e das nações. (p. 60) Engraçado: sinto- me tão próxima de José Saramago, que parece que o conheci pessoalmente. Ler um livro é também entrar no pensamento de alguém.Continuar lendo “Memorial do convento, José Saramago”