Quando você foi ao cinema pela primeira vez?


Cinema é magia, principalmente os antigos de bairros tradicionais, aqueles onde o pipoqueiro te conhece pelo nome. Cinema faz parte da nossa história pessoal, um memorial de emoções.

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Você lembra do primeiro filme que viu no cinema? Eu lembro: “Bernardo e Bianca”. Ele estreou no Brasil no dia 22 de julho de 1977, eu tinha 5 anos incompletos.
O original é de 1977, os personagens fogem em uma folha empurrados por uma libélula que serve de motor.

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Lembro com uma nitidez incrível das cenas desse filme, a minha memória remota é mais consistente que a recente. Lembro também da sensação de entrar no cinema pela primeira vez. Um baita de um cinema! Tive sorte de nascer e viver a minha infância na cidade mais desenvolvida do Brasil, São Paulo. Já naquela época o cinema era apoteótico, tinha três telas, três dimensões, um jato de ar saía no centro do cinema. Foi como se tivesse acabado de embarcar em uma nave espacial.
Fui pesquisar no senhor Google para saber o nome desse cinema e se realmente existiu ou foi fruto da minha imaginação infantil. Voilà! Não só existiu, mas era exatamente como descrevi Infelizmente fechou em 1994 e hoje o prédio está abandonado. Ele ficava na Avenida São João, nº 1465, no centrão de São Paulo.

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E o nome? “Cinespacial”, por isso eu me senti em uma nave, era essa a intenção. Era um cinema moderno e futurista em formato circular, agora sei como funcionava: “A sala de exibição era redonda, haviam 3 telas, o projetor ficava no centro e por um jogo de espelhos projetava a mesma imagem nas 3 telas”. O vento que saía do centro e que eu lembro muito bem, possivelmente era o local onde ficava esse espelho. Muito inovador, não conheço hoje nenhum cinema como o Cinespacial na Espanha e nem no Brasil.
Veja a descrição do cinema, crédito total ao blog História Mundi, pela mão do historiador José Jonas Almeida, fantástico por sinal, que trouxe de volta em imagens e explicações meus doces anos de infância:

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Cinespacial projeto

“(…) a sala de cinema tinha um formato circular e com três telas de projeção (no desenho acima, as telas correspondem às letras “b”). Para tanto, a sala era dividida em três setores, posicionados de forma circular (respectivamente, os setores “a”, “d” e “e” no desenho acima). Cada setor assistia ao mesmo filme em uma tela diferente. O filme era exibido nessas telas de forma simultânea, tendo o mesmo som dentro da sala. As três primeiras filas estavam situadas a uma distância de aproximadamente 14 metros de cada uma das três telas, permitindo uma boa visualização. Essas primeiras filas eram tão importantes quanto as outras e as telas eram colocadas em uma altura adequada, evitando qualquer obstáculo para a visualização das mesmas.”

A cabine de projeção ficava suspensa no teto, no meio da sala, com um mesmo projetor para as três telas (letra “c” no desenho acima). Portanto, a projeção era feita do centro da sala para as telas situadas nos cantos do espaço de exibição. Existia também uma preocupação com o conforto do público, pois as poltronas eram anatômicas e ajustáveis, possibilitando um melhor posicionamento para o espectador. A sala montada em São Paulo tinha 600 lugares, em um espaço onde normalmente caberiam apenas 300.”

Esse é o cartaz da inauguração do Cinespacial em 1971, eu ainda não tinha nascido. Eles fazem a propaganda do “fim do cinema quadrado” e que foram o 2º cinema do mundo com três telas. Estreia com filme francês. Très chic!

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Fiquei feliz em saber que a minha memória está afiada! Cuidado com o que você oferece aos seus filhos, porque eles não irão esquecer. Agradeço aos meus pais, Ana e Fernando (in memoriam), uma dona-de-casa e um metalúrgico, que colocaram na minha vida, desde cedo, o cinema e a literatura, e que me deram a melhor infância que se pode ter. Enquanto isso eu te convido para assistir o mesmo filme que vi há 37 anos, em versão original:

E você, quando foi ao cinema pela primeira vez?

Crédito das fotos e informações sobre o Cinespacial: História Mundi.

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Crônica de uma noite inesquecível: estreia do filme “A estrada 47” em Madri


 O filme que inaugurou a mostra Novocine em Madri foi “A estrada 47”, (2013) do fantástico cineasta Vicente Ferraz. O foyer do cinema “Palacio de la Prensa”, na mítica avenida Gran Vía, estava cheio. Cheguei com duas amigas 15 minutos antes, já que no ano anterior cheguei no horário e não tive nenhum problema para entrar. A diferença? Esse ano houve sorteio de duas passagens para a Bahia, quem ganhou, por sinal,  foi um casal que estava ao meu lado. Boa viagem!

Teve roubo de celular e resgate do mesmo por três moças corajosas. Quer saber mais?!

Continue lendo lá no meu outro blog, o PalomitaZ, na Revista BrazilcomZ. (Clique aqui)

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Ontem no “Cine Palacio de la Prensa”, a presença das produtoras Mariana Jacob, Silvana Morales Nunes, da cineasta Mini Kert (em breve entrevista com ela na BrazilcomZ) do cineasta Vicente Ferraz (primeiro à direita), do diretor da Fundação Cultural Hispano- Brasileira e do embaixador do Brasil na Espanha, Antonio Simões (com o microfone).

“Modern Family”, a série sucesso mundial


Eu comecei a assistir a série americana Modern Family e não achei nenhuma graça. “Não é possível, por que faz tanto sucesso?!”. A série é diferente de tudo o que eu havia assistido antes, as filmagens parecem amadoras, uma câmara só e os personagens aparecem dando as suas opiniões olhando para a câmera, como um documentário caseiro. Decidi insistir e comecei a ver um episódio atrás do outro. E agora?! Viciei! A série te vence pelo texto, pelo roteiro, que é muito bom.

Continue lendo lá no meu blog de séries e cinema na Revista BrazilcomZ, o PalomitaZ.

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Bom fim de semana!

Novo filme Star Wars estreia em dezembro


“Guerra nas Estrelas” é uma história de ficção- científica que acontece no espaço. Tornou- se uma série de culto e até hoje, 38 anos depois do primeiro filme, está mais viva do que nunca e tem uma legião de fãs apaixonados no mundo todo. Tem novidade vindo por aí!

Leia aqui o post completo lá no PalomitaZ na Revista BrazilcomZ.

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Semana de filmes ruins!


Já aconteceu de você sair do cinema decepcionado? Pois é, essa foi a semana que a pipoca queimou, ruim! Veja o novo post da semana lá no nosso blog de cinema, o PalomitaZ, na Revista BrazilcomZ, clica aqui!

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American Ultra. Veredito: ruim demais!

 

 

Uma linda história de amor


Quem não gosta de histórias de amor, não é?

Veja essa do cineasta brasileiro Daniel Ribeiro, que vai estrear seu filme na Espanha “A primera vista” (no Brasil: “Hoje eu quero voltar sozinho”). O filme trata do amor entre dois meninos na adolescência, um deles é cego.

Leia o post completo lá no PalomitaZ, o nosso blog de cinema.

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Um filme tristonho: “Último verão na Escócia”


Toda sexta- feira tem post no PalomitaZ, o nosso blog de cinema, que eu repasso aqui para a turma fiel do Falando em Literatura. Resenha com spoilerZÃO do filme “Um verão na Escócia”. Começa assim:

Que aconteceu? Gato por lebre. A história é tristíssima e é vendida como comédia. Não sei exatamente o motivo disso, possivelmente porque comédia venda mais. Só de raiva vou dar um spoilerZÃO: o vovô tem câncer, morre na praia quando brincava com os netos, é posto em um balsa construída pelas crianças, elas tocam gasolina no corpo e o avô fica flutuando em chamas no mar, um ritual viking, como o avô queria. Aonde está a graça?! Pois. Eu não achei nenhuma graça. Humor inglês. Humor? Lá eles.

Leia o post completo lá no PalomitaZ, na revista BrazilcomZ.

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