Como ter uma memória de elefante


“Os elefantes nunca esquecem quando foram maltratados por alguém, nem esquecem o cheiro da roupa da tribo que os atacou anteriormente, são capazes de distinguir o chamado de mais de cem indivíduos diferentes e de recordar rotas concretas que os levem às mais diversas fontes de alimento e água”

Tudo começa pelo pensamento. Um pensamento correto é o que te leva ao seu objetivo. Se você não consegue chegar até a sua meta, é porque o seu pensamento está te conduzindo ao lugar errado. Às vezes, é só questão de um pequeno ajuste. Se o objetivo é passar num concurso, por exemplo, não se distraia com outras coisas. Isso serve para tudo. Concentre- se no que importa. Aprenda a estudar concentrado no que te interessa.

A memória é a nossa capacidade mental de armazenar informações e ela funciona de várias formas: pelo tato, visão, olfato, audição e pelas emoções. Ela fica armazenada em compartimentos diferentes e em diversos níveis, superficiais ou profundos, recentes ou remotos.

O esquecimento é uma memória que deixou de ser utilizada e com o tempo acabou desaparecendo. Por isso, quanto mais um pensamento ruim for lembrado, mais demorará para ser esquecido. Se quer esquecer algo dolorido, não o evoque, se distraia dele, nesse caso sim, a distração é útil.

Mas, as distrações como as redes sociais são péssimas, porque quebram a concentração. Sabe aquela espécie de transe que entramos quando estamos concentrados em algo? É o estado ideal para a aprendizagem. Então, já sabe: quando quiser memorizar algo, elimine todas as distrações. Eu sei, é difícil, mas você consegue.

Você sabe de memória o número do celular da sua irmã, melhor amigo ou pai? Pense que antes dos celulares, computadores e tablets, as pessoas precisavam memorizar tudo, inclusive números de telefones. Muita gente não sabe o próprio número. A memória anda preguiçosa.

Vamos para uma solução mais prática. Existe uma técnica de memorização, a “mnemotécnica”, que é um sistema de aprendizagem fácil e agradável de ser posto em prática. Por exemplo: memorize uma palavra qualquer, por exemplo, “violão”. Use todos os seus sentidos.

Qual a cor do violão? O formato? O cheiro? A textura? Visualize. Reforce a recordação,  isso vai fazer você interiozar o objeto. Se escolher uma palavra por dia e fizer este exercício , lembrará facilmente das palavras. Experimente.

Há outra técnica que é relacionar o que precisa ser lembrado, como uma palavra em inglês, por exemplo, com algo conhecido. Também é possível pela repetição. Se você ouvir uma música muitas vezes, irá memorizar a letra. Se a sua memória anda ruim e você não tem nenhum problema físico, então é só questão de falta de atenção e treino. A memória atrofia por falta de uso.

Você pode se aprofundar no assunto se quiser, há uma ampla bibliografia no Brasil, clica aqui. A minha referência bibliográfica foi um livro de dois espanhóis, que são craques em memorização:

Podemos controlar a nossa memória a nosso favor e ter mais qualidade de vida. O que nos fez mal deve ser esquecido, não alimente recordações destrutivas. Esquecer ou recordar é questão de treino.

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Cepe lança a segunda edição do Prêmio Nacional de Literatura


Uma boa oportunidade para o ano que vem, vá preparando os seus textos! A Cepe (Companhia Editora de Pernambuco) nos enviou o texto da coletiva de imprensa (que publico na íntegra):

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Concurso distribuirá um prêmio total de R$ 80 mil

Considerado um dos principais concursos literários do país, o Prêmio Nacional Cepe de Literatura terá o edital de sua segunda edição disponibilizado no dia 12 de fevereiro de 2016, através do endereço http://www.cepe.com.br.

Em entrevista coletiva realizada na Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), o diretor-presidente da Cepe, Ricardo Leitão, informou que, com exceção da ampliação do prazo de inscrição – que irá de 1º de março a 15 de junho –, o edital adotará os mesmos critérios do da edição anterior do prêmio.

Como na primeira edição, o concurso distribuirá um prêmio total de R$ 80 mil, sendo R$ 20 mil para os primeiros lugares de cada categoria: romance, conto, poesia e literatura infantojuvenil. Cada concorrente só poderá se inscrever em apenas uma das quatro categorias.

Lançado em 2015, dentro das comemorações dos 100 anos da Imprensa Oficial de Pernambuco, o prêmio, em sua primeira edição, contabilizou 579 inscrições, oriundas de quase todos estados brasileiros. Também se inscreveram brasileiros residentes em outros países, como Portugal, Chile, Estados Unidos e Holanda.

 

Concurso literario: “Migrantes: en busca de pan, refugio y libertad”


“Migrantes: en busca de pan, refugio y libertad” es el nombre del concurso de microrrelatos promovido por Amnistía Internacional.

He sabido de este concurso en la Feria del Libro de Madrid, por intermedio de una pareja de voluntarios de Amnistía Internacional que intentaban recoger firmas para cambiar la ley de inmigración, pues “Las personas migrantes, refugiadas, solicitantes de asilo y desplazadas internas también tienen derechos humanos.”. Lo triste es que nadie de la enorme cola que estaba yo (inmensa, de padres y niños, para las “Sweet California”) nadie, absolutamente nadie, excepto yo, firmaron la petición. Esto puede significar muchas cosas: ninguna buena.

La fecha límite de admisión de relatos originales es el día 31 de octubre de 2015 a las 24:00h. El prémio es simbólico.

Puedes leer las bases del concurso aquí.

Puedes colaborar con Amnistía Internacional como voluntario, haciendo donaciones o comprando algo en su tienda, como estas camisetas tan chulas:

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“Alas para tus ideias” y tu corazón.

E o ganhador do livro é….


…. Carla C.!

Lembram do post “Os prejuízos da literatura ruim”? Eu disse que o melhor comentário ganharia um livro. Os comentários foram excelentes, mas tive que escolher um  e foi esse da Carla:

O que traz a literatura ruim? Ilusão. Ilusão de que se acrescenta algo para a vida.

A boa literatura (sim, independente de preferências) alimenta a alma. Os bons escritores, geração após geração, escrevem para compartilhar ideias, sentimentos, construções. A boa literatura é arte. Arte de verdade.

A má literatura existe apenas para fins mercadológicos. Seguem uma espécie de roteiro para conquistar em massa. É como uma música pop previsível, daquelas cujo refrão fica dias na cabeça, mesmo que você a tenha escutado uma única vez na vida. É pobre. É sem inspiração. É falsa.

É claro que existe também a boa literatura que vende (porque há um bom marketing por trás). Murakami, por exemplo. Bem, não o acho genial, mas ele é um bom contador de histórias. Ou os livros do Leminski publicados no ano passado pela Companhia das Letras.

Torço por um país em que as pessoas sintam que ler é essencial. E que partam em busca dos seus escritores favoritos. O mundo está, sim, cheio deles.

A Carla tem até sexta- feira, 31/01, às 18:00 (hora do Brasil) para se manifestar e entrar em contato para o envio do livro, senão o livro ganhará outro dono ou dona. O título é esse, “O calor das coisas”, contos de Nélida Piñon:

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Leia a resenha do livro aqui.

Obrigada pela participação de todos!

UPDATE 1º/02: infelizmente a Carla não apareceu. Para ganhar livro tem que ser leitor assíduo do Falando em Literatura. Pois é, uma pena!

Os prejuízos da literatura ruim


Esse post surgiu de uma discussão desagradável com uma pessoa lá no meu perfil do Falando em Literatura no Facebook. Obrigada, valeu um post! Eu defendo literatura de qualidade, isso é inegociável. Literatura boa não tem que ser “difícil” nem “chata”, judiação com a nossa querida literatura e seus escritores quem pensa assim. Pode ter livro considerado muito bom que eu, você, qualquer pessoa, pode não gostar.  Você não é obrigado a gostar de tudo, mas mesmo assim, esses livros irão te acrescentar muito mais do que qualquer best- seller água-com- açúcar, enlatados e afins. Mas agora eu não vou falar dos benefícios da boa literatura e sim dos malefícios dos livros ruins:

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1º. Raiva. Se você tiver o mínimo de bom senso e cair na armadilha de comprar um desses livrinhos, quando começar a leitura vai passar uma baita de uma raiva. “Putz, por que comprei isso?!”

2º. Prejuízo financeiro: investir num livro descartável é jogar dinheiro fora. Não é melhor investigar, saber mais sobre o autor e também sobre a obra ao invés de engolir tudo o que as editoras tentam nos vender como grandes obras?

3º. Tempo: perder tempo com literatura ruim é um péssimo investimento. Muito melhor alimentar o nosso cérebro com aprendizados dos grandes escritores clássicos e contemporâneos.

4º. Vício: se você começar a ler livros “fáceis”, pode achar que toda literatura mais elaborada, com muitos recursos de estilo, com uma narrativa que te coloque para pensar, “difíceis”.

5º. Abandono: literatura ruim pode te fazer abandonar a leitura e a literatura.

6º. Espaço: um livro ruim vai ocupar espaço na sua estante, criar poeira, jamais será relido, nem indicado para outras pessoas.

7º. Esquecimento: livro ruim será esquecido assim que fechado, não vai remexer o seu interior, desestruturar nem para o bem nem para o mal.

8º. Leitor: livros ruins formam leitores ruins, que possivelmente formarão novos péssimos escritores. Por favor, não, não!

9º. Vestibular, ENEM: literatura ruim não cai em concursos, então para quê perder tempo com isso?!

10º. Futuro: quando você estiver mais velho e experiente vai se arrepender de todas as leituras ruins que fez. Palavra de honra!

11º. Constrangimento: livro ruim você tem até vergonha de mostrar que está lendo. Esconde na bolsa, disfarça. Não é melhor ter orgulho do livro que carrega consigo?! E a vergonha alheia que nos proporciona aquele leitor orgulhoso de literatura descartável…(ideia da leitora Michele Viviane Vasconcelos)

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E agora um pedido: leia algum livro considerado ruim e depois compare com qualquer bom escritor ou escritora nacional, não precisa sair do Brasil. Perceba, anote as diferenças e venha contar aqui no Falando em Literatura, a sua opinião será publicada. Ah, e se quiser, pode completar a lista acima…o que a literatura ruim pode nos trazer? A melhor resposta vai ganhar…um livro BOM!

Ángeles Caso ganhadora do prêmio literário Planeta


O Prêmio Planeta promovido por  uma das maiores editoras da Espanha e do Mundo, que leva o mesmo nome do prêmio, escolhe anualmente um romance e premia com 601 mil euros ao primeiro lugar e 150.250 euros para o segundo lugar. Nada mal, nao?

A felizarda desse ano foi Ángeles Caso, que é filha de um famoso catedrático da Universidad de Oviedo, que chegou a ser reitor da mesma universidade. Panela literária?

“Contra el viento” é uma narrativa de aventura e ação, que conta a história de uma heroína de Cabo Verde, uma mulher que imigra para a Europa e passa muito mal.

Ángeles Caso perdeu o protagonismo para o catedrático e escritor Pere Giamferrer, que desmaiou na hora do discurso da ganhora. Bateu a cabeça, deixando um ferimento. Foi atendido, mas nao é nada grave. Veja video.

Update (10:26 hrs): entrevista ao vivo com  Angeles Caso no “Está Pasando” , de Antena 3, a autora conta que se inspirou numa “amiga” pra escrever o livro. “Amiga” essa que era a empregada da sua casa, pessoa que cuidou da sua casa e filhos para ela poder estar livre para fazer as suas coisas. Também Emílio Calderón, segundo lugar, que escreveu  “La bailarina y el inglés”. Antes só havia escrito literatura infanto- juvenil e conseguiu ganhar o prêmio com um livro do gênero policial, que mistura humor negro e  novela de época.

Hoje sairá o Prêmio Nobel de Literatura 2009


Hoje sairá o ganhador do Nobel de Literatura que será revelado ao vivo de Estocolmo, via Youtube.

Segundo o jornal espanhol El País, os dois favoritos sao o americano Philip Roth e o israelense Amos Oz. Nao há na lista nenhum escritor de língua portuguesa.