Foi você quem disse, Drummond?! Quiz!

O que você sabe sobre um dos maiores escritores modernistas do Brasil? O mineiro Carlos Drummond de Andrade nos deixou uma obra preciosa e que vale a pena ser lida e relida. Preparei um quiz rápido, sete perguntas para você … Continuar lendo Foi você quem disse, Drummond?! Quiz!

Sim, nós falamos de amor: II Oficina Falando em Literatura

Falar de amor em tempos de cólera é necessidade. É antídoto para a desesperança, para a dor. É o único caminho. Amor- próprio, amor ao outro, amor à família, amor à natureza, à literatura, à música, às artes, ao belo. A tudo … Continuar lendo Sim, nós falamos de amor: II Oficina Falando em Literatura

114 anos de Carlos Drummond de Andrade

No próximo dia 31 de outubro, o escritor mineiro de Itabira, completará 114 anos de nascimento. Jornalista,  funcionário público, poeta, contista e cronista, Drummond deixou uma marca forte e inexorável na literatura brasileira. Não entrou para a Academia Brasileira de Letras, … Continuar lendo 114 anos de Carlos Drummond de Andrade

“Oficina Irritada”, Carlos Drummond de Andrade

  Oficina Irritada “Eu quero compor um soneto duro como poeta algum ousara escrever. Eu quero pintar um soneto escuro, seco, abafado, difícil de ler. Quero que meu soneto, no futuro, não desperte em ninguém nenhum prazer, E que, no seu maligno ar imaturo, ao mesmo tempo saiba ser, não ser. Esse meu verbo antipático e impuro há de pungir, há de fazer sofrer, tendão de Vênus sob o pedicuro. Ninguém o lembrará: tiro no muro, cão mijando no caos, enquanto Arcturo, claro enigma, se deixa surpreender.” Carlos Drummond De Andrade, in Claro Enigma Continuar lendo “Oficina Irritada”, Carlos Drummond de Andrade

O poema que Drummond escreveu para Rosa

Carlos Drummond de Andrade escreveu esse poema- homenagem para João Guimarães Rosa.  Os dois mineiros. “Um chamado João” foi publicado três dias depois da morte de Rosa no jornal Correio da Manhã no dia 22 de novembro de 1967. Trecho do fac símile do poema, escrito pelo próprio punho do poeta Drummond. O fac símile completo está no livro “Grande sertão: veredas”, da editora Nova Fronteira: Um chamado João João era fabulista fabuloso fábula? Sertão místico disparando no exílio da linguagem comum? “Projetava na gravatinha a quinta face das coisas inenarrável narrada? Um estranho chamado João para disfarçar, para farçar … Continuar lendo O poema que Drummond escreveu para Rosa

Uma ode ao amor

De repente a dor /De esperar terminou/ E o amor veio enfim/ Eu que sempre sonhei/ Mas não acreditei/ Muito em mim/ Vi o tempo passar/ O inverno chegar/ Outra vez mas desta vez/Todo pranto sumiu/ Um encanto surgiu/Meu amor  (“Você”, Tim Maia) Das lembranças Que eu trago na vida Você é a saudade Que eu gosto de ter (“Outra vez”, Roberto Carlos) Aguardando-te, amor, revejo os dias  Da minha infância já distante, quando  Eu ficava, como hoje, te esperando  Mas sem saber ao certo se virias.  (“Soneto da espera”, Vinícius de Moraes) Que este amor não me cegue nem me siga. E de mim mesma nunca se aperceba. … Continuar lendo Uma ode ao amor

Não se mate, Carlos Drummond de Andrade

Uma das fotos de Drummond que mais gosto. Drummond jovem: Tão difícil escrever o amor, mas ele era Carlos Drummond de Andrade. A inconstância, o desconcerto, o desespero, o desejo de amar, o desamor, a inquietude, num grito abafado…tudo isso é o amor em Drummond: Não se mate Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será. Inútil você resistir ou mesmo suicidar-se. Não se mate, oh não se mate, reserve-se todo para as bodas que ninguém sabe quando virão, se é que … Continuar lendo Não se mate, Carlos Drummond de Andrade

O último poema de Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 – Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987) escreveu seu último poema no dia 31 de janeiro de 1987, “Elegia a um tucano morto”, que conta a história real de um tucano que Pedro Drummond ganhou da esposa no dia do seu aniversário e que sofreu alguns “acidentes”. O ilustre avô escreveu “Elegia a um tucano morto” e presenteou ao neto num almoço. Veja o poema recitado por Pedro, o neto do grande poeta, além de contar a história real do tucano: http://youtu.be/bbYTioVMSoE O poema, que é triste, pessimista, belo, mostra a fragilidade da vida: Elegia a um … Continuar lendo O último poema de Carlos Drummond de Andrade

As cartas da filha de Drummond para o seu pai

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais, 31/10/1902- Rio de Janeiro, 17/ 08/ 1987) poeta consagrado no Brasil, tinha um lado doce, carinhoso, era um paizão com a sua única filha Julieta, que faleceu de câncer generalizado 12 dias antes da morte do poeta. Ele tinha um relacionamento super estreito com a filha e não suportou a sua partida. Fonte: Estadão Os dois trocavam apelidos carinhosos: Enquanto Drummond chamava Maria Julieta de “julica”, “filha amada” e “filhareca”, Julieta retribuia com “Cacá”, “papai querido” e “poeta amado”. Olha o capricho de Julieta Drummond escrevendo ao seu pai com apenas 8 anos: Amor é dado … Continuar lendo As cartas da filha de Drummond para o seu pai

No dia da morte de Carlos Drummond de Andrade

No dia da morte de Carlos Drummond de Andrade (17/08/1987), há 23 anos, eu estava vivendo o meu primeiro amor na Bahia, chovia e estava nublado no Rio de Janeiro, o Vasco comemorava o campeonato Estadual, estavam acontecendo os jogos Pan- Americanos, Nelson Piquet ficou em 2º lugar no GP na Áustria, também seu aniversário, e o nosso querido Senna havia ficado em 5º lugar. Como a vida muda. Como a vida é muda. Como a vida é nula. Como a vida é nada. Como a vida é tudo. Tudo que se perde. No dia da morte de Carlos Drummond … Continuar lendo No dia da morte de Carlos Drummond de Andrade