Lisboa ainda, poema de Manuel Alegre

A quarentena em Portugal deixou trabalhos lindos como este:

Lisboa ainda (20-03-2020)

Lisboa não tem beijos nem abraços

Não tem risos nem esplanadas

Não tem passos

Nem raparigas e rapazes de mãos dadas

Tem praças cheias de ninguém

Ainda tem sol, mas não tem nem gaivotas de Amália nem canoa

Sem restaurantes, sem bares, nem cinemas

Ainda é fado, ainda é poemas

Fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa cidade aberta

Ainda é a Lisboa de Pessoa alegre e triste

E em cada rua deserta

Ainda resiste

Manuel Alegre (Águeda, 1936)

O vídeo feito pela Câmara de Lisboa vale a pena ser visto:

2 comentários sobre “Lisboa ainda, poema de Manuel Alegre

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