Histórias curiosas da literatura

Os bastidores e curiosidades do mundo literário podem te surpreender: quem foi o autor latino- americano que deu um soco na cara de outro grande escritor, porque o ex- amigo havia “dedurado” à sua esposa sobre o affair com uma modelo americana? Qual grande autor irlandês pegou sífilis em um bordel e contagiou a esposa e a filha ainda em seu ventre? Que autor inglês sofria uma espécie de nanismo?

Achei um livro muito interessante, “Histórias curiosas da literatura- de Dante a Hemingway”, de Ana Andreu Baquero, em espanhol, não sei se tem edição brasileira. É dele que tirei todas as informações a seguir:

Mario Vargas Llosa X Gabriel García Márquez. Em 1975, depois da exibição privada de um filme em Nova York, Gabo aproximou- se de Mario Vargas Llosa para cumprimentá- lo, pois eram grande amigos e fazia tempo que não se viam, e este, sem dizer nada, deu- lhe um soco na cara de Gabriel García Márquez, deixou- o nocauteado no chão. Ninguém entendeu nada. Depois de um tempo descobriu- se que foi porque Gabo comentou com Patrícia, esposa de Llosa, que ela deveria separar- se do marido, pois seu ele tinha um romance tórrido com uma modelo americana.

Parece que James Joyce gostava de andar pelos prostíbulos de Dublin. Foi ele que contraiu sífilis e passou para a esposa e a filha ainda no ventre. A doença deixou sequelas em toda a família. A filha sofreu problemas mentais a vida toda. Joyce ficou com problemas de visão, impotente, com depressão e paranoia. Ele consultou mais de trinta médicos, mas nunca terminava os tratamentos por causa do seu caráter inconstante. Sobre a impotência: com medo da esposa deixá- lo, ele deu carta branca para que tivesse relacionamentos extra- conjugais. Inclusive os utilizou como inspiração para o triângulo amoroso em “Ulisses”.

O autor inglês que sofria de nanismo, era o escritor de Peter Pan, James Matthew Barrie. Agora dá para saber de onde surgiu a inspiração para o seu protagonista, o menino que nunca conseguia crescer.

Pobre Oscar Wilde. Preciso fazer um post só para ele. O autor irlandês de “O retrato de Dorian Gray” morreu muito pobre em um quarto de hotel em Paris e ouvindo o médico e um de seus amigos discutirem sobre quem iria pagar o seu funeral. Com um sopro de voz conseguiu dizer: “é evidente que morro acima de minhas possibilidades”. Morreu por causa de uma meningite.

Fiódor Dostoiévski escapou da morte prematura por pouco, um dos meus autores favoritos, grande, grandíssimo escritor. O russo já era um autor consagrado, quando foi preso e condenado por suas ideias revolucionárias e socialistas. Ele chegou a ficar na frente do pelotão de fuzilamento com uma venda nos olhos. Alguém deve ter pensado: “vamos matar o nosso melhor escritor!” (contribuição minha) e decidiram trocar a pena de morte por quatro anos de trabalhos forçados na Sibéria. Quando voltou escreveu “Recordações da casa dos mortos” (me falta ler este!), obra que retrata o drama que passou na Sibéria.

Este livro é uma joinha, são 232 páginas de muitas histórias interessantes, fatos, manias e a dura realidade nada glamourosa de grandes escritores do mundo.

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