Resenha: “O cérebro e a linguagem”, de Benjamin Bergen


O estudioso americano Benjamin K. Bergen é especialista em linguística e ciência cognitiva. Fez um doutorado na Universidade da Califórnia, onde é professor e diretor do laboratório de Linguagem e Cognição (segundo a biografia nesta obra, 2013).

Benjamin Berger

Veja um vídeo do pesquisador abordando uma questão curiosa: por que há palavras consideradas profanas em certas culturas? Por que há palavras ofensivas, tabus, no mundo “civilizado”? Ele fala sobre seu livro “What the F: What Swearing Reveals About Our Language, Our Brains, and Ourselves”, sobre como os palavrões revelam sobre a nossa linguagem, nosso cérebro e sobre nós mesmos (em inglês): https://youtu.be/rQws2yRfJ7c

Em “O cérebro e a linguagem- Das palavras aos feitos” (“El cerebro y el lenguaje- De las palabras a los hechos”, minha edição), Bergen escreveu onze capítulos sobre como o leitor compreende a linguagem. Ele vai analisando o processo leitor minuciosamente e com exemplos.

Ler é algo complexo, exige muito da nossa cognição, que é a faculdade de processar informações e transformá- las em conhecimento.

Esta obra é fruto de dez anos de investigação que resultou num trabalho interdisciplinar entre a linguística, a psicologia e a neurociência. A pergunta- chave é: quais são os mecanismos, o processo, que a mente cria significados a partir das palavras? Como a gramática nos molda a percepção?

O autor fez vários experimentos e vai nos contando de forma amena, não é um livro pesado, no entanto, creio que é um livro mais interessante para os especialistas das áreas implicadas: a turma de Letras, da Psicologia, Pedagogia e Neurociências.

Bergen comenta situações do cotidiano em que nosso cérebro fica prejudicado, como o uso do telefone celular ao volante. O estado que a pessoa fica é comparável ao uso do entorpecentes, alienada.

Quando mastigamos um chiclete e andamos, o nosso cérebro fica diferente? Fazer duas coisas ao mesmo tempo prejudica a atenção?

O autor comenta sobre coisas interessantes: como o estado mental influi nas ações motoras e também sobre a nossa enorme capacidade para o pensamento abstrato, tanto para o bem quanto para o mal, pode construir e destruir grandes coisas. Imaginar, sonhar e depois realizar, executar, é um feito cotidiano, mas espetacular e muito complexo mentalmente falando.

Você pode comprar este livro em espanhol igual ao meu exemplar clicando aqui .

A imaginação é útil e iluminadora. Mas ao mesmo tempo é uma capacidade cognitiva muito especializada. É intencional; se queremos, podemos ativá- la nós mesmos. É consciente, diferente da maior parte do que faz o nosso cérebro. ( p.66/67)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.