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Curso prático de português de Portugal


Nasci no Brasil, mas também com a nacionalidade portuguesa por ser filha do meu pai. No entanto, só recentemente, fui fazer o passaporte luso. Aquele negócio brasileiro de deixar tudo para última hora.

Vamos ao passaporte. Você pode fazer a marcação pela Internet no agendamento online. Tinha lá a opção “levantamento de passaporte eletrônico”. “Deve ser essa”, cliquei e marquei o dia. E no dia marcado, é só o requerente apresentar o Bilhete de Identidade ou o Cartão do Cidadão para que consultem a respetiva base de dados.

Lá vou eu de Madri até Lisboa levantar meu passaporte. Estacionei fácil na frente da conservatória e achei estranho. Conseguir lugar assim de primeira, no Chiado, bairro histórico…hum, algo errado. Fui olhar e tinha uma placa: “Zona condicionada- dístico de residente”. Ou seja, o lado que eu estava só podiam estacionar residentes. Tudo bem, estacionei a viatura no parking subterrâneo na mesma rua.

Cheguei muito antes no Instituto de Registos e Notariado da rua Nova Almada, pertinho da livraria Ferin , a segunda mais antiga de Lisboa. Decidi tomar uma meia de leite até a hora do levantamento.

As confeitarias portuguesas, já sabem, são uma perdição, difícil escolher entre tantas opções deliciosas: pastéis de nata, tortas de azeitão, queijadas, guardanapos, bolas de Berlim. Acabei pedindo um croissant, que em Portugal é feito com massa de brioche, meu favorito. Fiquei com vontade de comer umas tripas e uns ovos moles, mas decidi deixar esses doces para depois, em Aveiro, na terra da minha avó e bisavós, na belíssima Sever do Vouga. Ah, sem esquecer das bolachas americanas, que também são deliciosas.

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A rapariga do caixa perguntou-me se eu queria “contribuinte”. Eles sempre perguntam isso em todas as compras. É para saber se a pessoa quer fatura. Ticket e fatura são coisas diferentes. Pedindo a fatura a pessoa pode descontar o IVA, um imposto sobre as mercadorias, que pode ser abatido depois no imposto de renda.  Eu disse que não e segui para a conservatória.

Esperei um pouco e logo chamaram-me pelo nome. Lembram do agendamento? E do “levantamento”? Pois é. A portuguesa de primeira viagem pediu para recolher, buscar o passaporte e não para fazer o documento. A senhora do guichê, muito amavelmente, fez o meu passaporte da mesma forma.

Vejam só, caros amigos, não basta ser portuguesa, há que se fazer um curso. Nosso vasto idioma e seus muito falares.

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