Quanto você sabe sobre Clarice Lispector? Quiz!


Eu elaborei dez perguntinhas básicas sobre a vida e obra de Clarice Lispector e te desafio a testar seus conhecimentos sobre a autora.

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Acesse o link, coloque seu nome, é só clicar aqui. Boa sorte!

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Oficinas de literatura brasileira (gratuitas) em Madri!


OFICINA DE LITERATURA BRASILEIRA EM MADRID: “FALANDO EM LITERATURA…”

Gosta de ler? Sonha em ser escritor ou escritora, mas não sabe como?

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O Ministério de Relações Exteriores, junto à Embaixada/Consulado do Brasil em Madri promovem as oficinas literárias (em português) “Falando em Literatura…”. Podem participar estudantes a partir de 14 anos, estudantes e profissionais de qualquer área. O único pré- requisito é ser amante da boa literatura. Corra e inscreva- se gratuitamente, as vagas são limitadas!

Veja abaixo o cronograma de atividades. Escolha o(s) tema(s) e envie um e-mail para falandoemliteratura@gmail.com com seu nome, idade, profissão e os dias que deseja participar:

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1ª- 02/11/2016, (quarta- feira), de 19h- 21h: A literatura psicológica de Clarice Lispector. Como construir e identificar narrativas interiores.

2ª- 10/11/2016, (quinta- feira), de 19h- 21h: O amor na poesia de Carlos Drummond de Andrade. Escritura e interpretação de poemas.

3ª- 16/11/2016, (quarta- feira), de 19h- 21h: Os laços de família na obra de Antônio Torres. A questão autobiográfica em obras de ficção.

4ª- 22/11/2016, (terça- feira), de 19h- 21h: A imigração na obra “A república dos sonhos” de Nélida Piñón. A literatura imigrante.

5ª- 24/11/2016, (quinta- feira), de 19h-21h: “Dom Casmurro” de Machado de Assis (obra gratuita em http://www.mec.gov.br). Afinal, Capitu traiu Bentinho?

6ª- 30/11/2016, (quarta- feira), de 19h-21h: Os melhores contos de Lima Barreto. Elementos fundamentais para a construção de um conto.

7ª- 07/12/2016, (quarta- feira), de 19h- 21h: A poesia de Manoel de Barros. O que transforma um texto em arte. A linguagem poética.

8ª 14/12/2016, (quarta- feira), de 19h-21h: O misticismo e outros aspectos em “Grande sertão: veredas”, de João Guimarães Rosa. Neologismos e outros “bichos”.

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Inscreva- se pelo e-mail: falandoemliteratura@gmail.com

Profª Fernanda Sampaio Carneiro, licenciada em Letras Vernáculas (UEFS-Bahia), pós- graduada em teoria e prática do ensino da Língua Portuguesa (UEFS- Bahia) e mestre em Literatura Comparada (UAB- Barcelona).

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Onde?

Casa do Brasil

Avda. Arco de la Victoria 3, Madrid | Telefone: (0034) 91 455 15 60

Apoio: Ministério de Relações Exteriores, Casa do Brasil, Consulado/Embaixada do Brasil em Madri, Revista BrazilcomZ.

Um milhão de visitas!


Hoje é sábado, mas tive que vir aqui agradecer: o Falando em Literatura ultrapassou a marca de mais de um milhão de visitas! Um número tão significativo merece comemoração!

Gratidão a quem me acompanha desde o princípio, aquele que comenta, republica, curte e compartilha os posts, são vocês que alimentam a minha vontade de seguir, além do próprio amor à literatura.

Algumas novidades virão com o um milhão de visitas: o formulário abaixo para contato direto comigo. Ele serve para contatos profissionais, dúvidas, reclamações e tudo o que você quiser me contar de forma privada.

Também  haverá  jogos de perguntas e respostas, entre outras atividades, para fomentar uma maior interatividade. Todas elas com prêmios! E falando nisso, fique com a antena ligada, porque a partir da próxima segunda- feira, irei lançar um desafio que vai valer livros.

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Um abraço e um bom fim de semana!

 

 

114 anos de Carlos Drummond de Andrade


No próximo dia 31 de outubro, o escritor mineiro de Itabira, completará 114 anos de nascimento. Jornalista,  funcionário público, poeta, contista e cronista, Drummond deixou uma marca forte e inexorável na literatura brasileira. Não entrou para a Academia Brasileira de Letras, mas é mais imortal que muitos imortais. Drummond teve 13 irmãos e seus pais eram primos.

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade

Casou uma vez e teve dois filhos. Um menino que faleceu recém- nascido e Maria Julieta, paixão do escritor. Ela também foi escritora, mas sem o sucesso do pai. Morreu de câncer aos 57 anos. Drummond, de enfarte doze dias depois, não aguentou a perda da filha.

O autor fez parte do movimento modernista brasileiro (1922- 1960), que é dividido em três períodos com características diferentes. Carlos Drummond fez parte da segunda geração, publicou seu primeiro livro em 1930, “Alguma poesia”, oito anos depois da Semana de Arte Moderna, que inaugurou o Modernismo no Brasil. Os poemas de Drummond falavam da condição do homem, seus sentimentos e problemas cotidianos com muito “lirismo”. A poesia lírica comunica através de ritmo e imagens os sentimentos e emoções do poeta, seu interior.

Há críticos (acabei de ler Jorge Henrique Bastos) que consideram que Drummond foi a voz mais importante da poesia brasileira do século XX.

De hoje até o dia 31, irei postar poemas de Drummond no Facebook, acompanha lá!

O que escolhi para hoje:

NÃO PASSOU

Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.

Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos-
rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?

Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.

Resultado da enquete: “Quem vai ganhar o Nobel de Literatura 2016”


Votaram 126 vezes na enquete: “Quem ganhará o Nobel de Literatura 2016?”.

Parabéns aos sete que votaram em Bob Dylan! A pena é que não deixaram comentário no post, era obrigatório e a única forma de identificar a pessoa e seu voto.

Veja os números:

Resposta/ Votos/ Porcentagem
Lygia Fagundes Telles (brasileira) 56- 31%
António Lobo Antunes (português) 20- 11%
Haruki Murakami (japonês) 18- 10%
Milan Kundera (checo) 17- 9%
Mia Couto (moçambicano) 17- 9%
Philip Roth (americano) 10 5%
Ngugi Wa Thiong’o (queniano) 7- 4%
Bob Dylan (americano) 7- 4%
Joyce Carol Oates (americana) 5- 3%
Amos Oz (israelita) 4- 2%
Adonis (sírio) 4- 2%
Ismail Kadare (albanês) 4- 2%
Javier Marias (espanhol) 4- 2%
Jon Fosse (noruego) 2- 1%
Juan Goytisolo (espanhol) 1- 1%
Salman Rushdie (indiano) 1- 1%
Cormac McCathy (americano) 1- 1%
Don DeLillo (Americano) 1- 1%
Mircea Cartarescu (romeno) 1- 1%
Nawal El Saadawi (egípcia) 1- 1%
Margaret Atwood (canadense) 1- 1%
Enrique Vila-Matas (espanhol) 0- 0%
Joan Didion (americana) 0- 0%
Colm Tobin (irlandês) 0- 0%
Tom Stoppard (checo) 0- 0%
Charles Portis (americano) 0- 0%
Francisco Sioni José (filipino) 0- 0%
Ko Un (sul- coreano) 0- 0%
Gerald Murnane (australiano) 0- 0%
Jussi Adler-Olsen (dinamarquês) 0- 0%
David Malouf (australiano) 0- 0%
Yevgeny Yevtushenko (russo) 0- 0%
Jaan Kaplinski (estônio) 0- 0%

O box literário composto por caneca, post-its, canetas, caderno, coisinhas fofas e um livro que seria do ganhador do Nobel, ficará para outra oportunidade, mesmo porquê nem sei se Bob Dylan publicou algum livro. Que mancada da academia!

O ganhador do Nobel de Literatura 2016 é Bob Dylan!!


O cantor e compositor americano Bob Dylan (1941) é o ganhador do Nobel de Literatura 2016, o maior prêmio literário do mundo. Além do prestígio, do reconhecimento mundial e propaganda internacional (que ele nem precisa), o vencedor normalmente leva mais de 1 milhão de euros (que ele também não precisa). Na minha opinião ganhou a zebra. Se gostei? Não. Preferiria alguém que se dedica só à literatura.

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Tudo bem, é um músico excelente (a voz nem tanto), mas já não tem o Grammy pra isto?! Bem, vamos lá, então vamos cantar: clica aqui e ouça 10 canções do Nobel.

Creio que ninguém votou em Bob na nossa enquete, então os prêmios ficarão para um próximo sorteio (em breve).

Quando você foi ao cinema pela primeira vez?


Cinema é magia, principalmente os antigos de bairros tradicionais, aqueles onde o pipoqueiro te conhece pelo nome. Cinema faz parte da nossa história pessoal, um memorial de emoções.

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Você lembra do primeiro filme que viu no cinema? Eu lembro: “Bernardo e Bianca”. Ele estreou no Brasil no dia 22 de julho de 1977, eu tinha 5 anos incompletos.
O original é de 1977, os personagens fogem em uma folha empurrados por uma libélula que serve de motor.

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Lembro com uma nitidez incrível das cenas desse filme, a minha memória remota é mais consistente que a recente. Lembro também da sensação de entrar no cinema pela primeira vez. Um baita de um cinema! Tive sorte de nascer e viver a minha infância na cidade mais desenvolvida do Brasil, São Paulo. Já naquela época o cinema era apoteótico, tinha três telas, três dimensões, um jato de ar saía no centro do cinema. Foi como se tivesse acabado de embarcar em uma nave espacial.
Fui pesquisar no senhor Google para saber o nome desse cinema e se realmente existiu ou foi fruto da minha imaginação infantil. Voilà! Não só existiu, mas era exatamente como descrevi Infelizmente fechou em 1994 e hoje o prédio está abandonado. Ele ficava na Avenida São João, nº 1465, no centrão de São Paulo.

cinespacial-interiorCinespacial interior

E o nome? “Cinespacial”, por isso eu me senti em uma nave, era essa a intenção. Era um cinema moderno e futurista em formato circular, agora sei como funcionava: “A sala de exibição era redonda, haviam 3 telas, o projetor ficava no centro e por um jogo de espelhos projetava a mesma imagem nas 3 telas”. O vento que saía do centro e que eu lembro muito bem, possivelmente era o local onde ficava esse espelho. Muito inovador, não conheço hoje nenhum cinema como o Cinespacial na Espanha e nem no Brasil.
Veja a descrição do cinema, crédito total ao blog História Mundi, pela mão do historiador José Jonas Almeida, fantástico por sinal, que trouxe de volta em imagens e explicações meus doces anos de infância:

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Cinespacial projeto

“(…) a sala de cinema tinha um formato circular e com três telas de projeção (no desenho acima, as telas correspondem às letras “b”). Para tanto, a sala era dividida em três setores, posicionados de forma circular (respectivamente, os setores “a”, “d” e “e” no desenho acima). Cada setor assistia ao mesmo filme em uma tela diferente. O filme era exibido nessas telas de forma simultânea, tendo o mesmo som dentro da sala. As três primeiras filas estavam situadas a uma distância de aproximadamente 14 metros de cada uma das três telas, permitindo uma boa visualização. Essas primeiras filas eram tão importantes quanto as outras e as telas eram colocadas em uma altura adequada, evitando qualquer obstáculo para a visualização das mesmas.”

A cabine de projeção ficava suspensa no teto, no meio da sala, com um mesmo projetor para as três telas (letra “c” no desenho acima). Portanto, a projeção era feita do centro da sala para as telas situadas nos cantos do espaço de exibição. Existia também uma preocupação com o conforto do público, pois as poltronas eram anatômicas e ajustáveis, possibilitando um melhor posicionamento para o espectador. A sala montada em São Paulo tinha 600 lugares, em um espaço onde normalmente caberiam apenas 300.”

Esse é o cartaz da inauguração do Cinespacial em 1971, eu ainda não tinha nascido. Eles fazem a propaganda do “fim do cinema quadrado” e que foram o 2º cinema do mundo com três telas. Estreia com filme francês. Très chic!

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Fiquei feliz em saber que a minha memória está afiada! Cuidado com o que você oferece aos seus filhos, porque eles não irão esquecer. Agradeço aos meus pais, Ana e Fernando (in memoriam), uma dona-de-casa e um metalúrgico, que colocaram na minha vida, desde cedo, o cinema e a literatura, e que me deram a melhor infância que se pode ter. Enquanto isso eu te convido para assistir o mesmo filme que vi há 37 anos, em versão original:

E você, quando foi ao cinema pela primeira vez?

Crédito das fotos e informações sobre o Cinespacial: História Mundi.