O antídoto para a tristura: uma boa leitura!


“Tristura”, o  mesmo que “tristeza”, não lembro de ter visto em português (em espanhol, já). É incrível isso, porque é uma palavra muito “rimável”. Quem conhecer algum texto com essa palavra, avise, por favor.

Hoje fiquei pensando sobre essa palavra e acho que é hora dela ser popularizada. Então, vamos com a “Tristura”:

“Tristura” é muito mais triste que “tristeza”,

que rima com “beleza”.

Tristura rima com feiúra

e com gastura.

Quer coisa ainda mais triste?

Gastura rima com tristura,

que também rima com paúra.

Paúra é outra palavra horrível,

tão horrível quanto agrura,

sutura, amargura, atadura,

rasura, usura, perjura,

E a pior: ditadura.

E ainda,

Abaladura, rachadura, caradura

Todas essas juntas,

 tristura pura!

Um bom antídoto, quer ver? Funciona:

a leitura.

persian kitten book

Brincar com palavras, amigos e amigas! 😀

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4 Comments »

  1. Pode crer que, quanto à palavra tristura, eu faço uso dela há décadas, embora já faça algum tempo que ela permanece “ao largo”. Um amigo meu, e afilhado de casamento, que é escritor e editor, também usa essa palavra, há muito tempo. Gostei de vê-la aqui, bem impressa. Só podia ser aqui. Valeu. São cinco da manhã.

    Acabo de ver o programa “Página Dos”, literatura (TVE), e tive a ideia de dar uma “dica” à minha amiga, isso porque as placas indicando os nomes das ruas, no “Barrio de las Letras”, em Madri, mostram nomes como Calle Lope de Vega, Calle Miguel de Cervantes, etc. Uma foto, penso eu, modestamente, iria ilustrar muito bem alguma futura postagem sua, aqui no Falando em Literatura.

    Um abraço.
    Darlan

    • Eu já coloquei algo do Barrio de Las Letras por aqui ou nas redes sociais. E tenho algo reservado pra um post que parece que vai demorar pra ser concluído pela falta de tempo (na verdade, um vídeo) justamente nesse bairro, na casa de Lope e na frente da casa de Cervantes. Obrigada, beijos!

  2. Bom…

    quanto ao sebo, próximo à sua casa, tenho a dizer que sebos são uma graça, bom ambiente, algo assim como alguém perdido na mata, tateando córregos, em desespero para conseguir voltar à luz. Sebos têm surpresas boas, para os pacientes.

    Belo Horizonte tem um sebo muito famoso, de 66 anos de idade, onde o próprio Drummond andou “pondo as ventas por lá”, segundo sei – a livraria do ‘seo’ Amadeo, na rua Tamoios, região central. Eu comprei vários livros neste pequeno e grande endereço, entre os quais (quase caí para trás) uma edição da Divina Comédia, de 1908 (repito: quase caí para trás). Pechincha. Foi lá também que comprei o livro de escrita inovadora na literatura brasileira, ou de disposição inovadora em seus capítulos, o livro de nome Avalovara, do Osman Lins. Para terminar estas lembranças, ressalto que, quando quase ninguém conhecia Raduan Nassar, encontrei Lavoura Arcaica e Um Copo de Cólera na Livraria Amadeu.

    Um abraço.
    Darlan

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