Faleceu Imre Kertész, prêmio Nobel de Literatura 2002


O livro “Sem destino” impressionou- me profundamente. É o melhor romance que li sobre o holocausto, porque é muito real, foge totalmente do dramatismo que já vem implícito no próprio tema e que pode empobrecer a obra literária se mal dosado, porque vira clichê. Ele conseguiu relatar emoções e até pequenas felicidades no campo de concentração. Kértész esteve lá aos 14 anos, um sobrevivente de Auschwitz.

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O austríaco Imre Kertész faleceu hoje, aos 86 anos, na sua casa em Budapeste. Ele sofria de Parkinson.

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Entrevista exclusiva com Nélida Piñón


Como pessoa que ama a boa literatura, sinto- me realizada e feliz por ter conseguido entrevistar a maior escritora do Brasil, sob o meu critério. Ela falou coisas belíssimas, que vou guardar sempre.

A entrevista foi feita para a Revista BrazilcomZ da Espanha e pode ser lida, na íntegra, na plataforma Issuu: clica aqui.

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E teve Os Paralamas também! Espero que vocês se emocionem como eu.

Literatura brasileira em Paris: Primavera Literária (Printemps Littéraire)


Em sua terceira edição em 2016, a Universidade da Sorbonne sedia em Paris, de 21 a 31 de março, o Printemps Littéraire Brésilien que visa levar a literatura brasileira contemporânea a espaços de ensino do português na França, sob a curadoria de Leonardo Tonus, coordenador do Departamento de Estudos Lusófonos na Universidade. O evento contará com a presença de mais de 30 romancistas, ilustradores, quadrinistas, poetas, cineastas, fotógrafos, dramaturgos e contistas, com atividades realizadas dentro e fora da Universidade, para discutir a literatura infantil e juvenil brasileira e suas potencialidades.

Delegação oficial do Printemps Littéraire Brésilien de 2016:
Lúcia Hiratsuka, Roger Mello, Roberto Parmeggiani, Jessé Andarilho, Henrique Rodrigues, Marcello Quintanilha, Paula Anacaona, Marcelo D’Salete, Claudia Nina, Lucrécia Zappi, Lúcia Bettencourt, Paloma Vidal, Krishna Monteiro, Miguel Sanches Neto, Mário Araujo, Alexandre Vidal Porto, Godofredo de Oliveira Neto, Paula Fábrio, João Guilhoto, Andrea Nunes, Márcio Benjamin, Ieda de Oliveira, Felipe Franco Munhoz, Maurício Vieira, Flávio Goldmann, Jéferson Assumção, Susana Fuentes, Kátia Gerlach, Eunice Gutman, Mariza Baur, Patrícia Melo, Antonio Salvador, Camila Gonzatto, Caio Yurgel.

A escritora carioca Ieda de Oliveira, conhecida por sua obra teórica, ficcional e musical voltada para o público infanto-juvenil, fará sua estreia na literatura adulta, com o lançamento da antologia ‘Olhar Paris’, este mês, durante o Printemps Littéraire Brésilien. Na Europa, ela também participará de eventos em instituições públicas e culturais, onde apresentará suas últimas obras – ‘Folclore em versos: Delícias do Brasil’ (editora Zit), ‘As aventuras do Gato Marquês’ (editora Globinho) e ‘As cores da escravidão’ (editora FTD) – e participará de discussões acerca da literatura brasileira.

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Veja a bibliografia de Ieda de Oliveira:

Os três últimos são:

– Folclore em versos: Delícias do Brasil (editora Zit)

* lançado em 2015

– As aventuras do Gato Marquês (editora Globinho)

* lançado em 2014;

* catálogo da Bologna Children’s Book Fair 2015

– As cores da escravidão (editora FTD)

* lançado em 2103;

* traduzido para o inglês por Alison Entrekin;

* selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil em 2014;

* White Ravens 2014 (catálogo onde estão os melhores livros publicados no mundo em 2013);

* Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE);

* finalista do Prêmio Jabuti 2014;

* 7ª edição da Machado de Assis Magazine;

* 3° lugar no Prêmio Brasília de Literatura 2014;

* catálogo da Bologna Children’s Book Fair 2015;

Ieda tem 25 livros publicados, dos quais destacamos:

– “Emmanuela” (editora Saraiva)

* selecionado para o Prêmio Espace Enfants, da Foundation Espace Enfants, na Suíça;

* Prêmio Adolfo Aizen de Literatura Infantil, da União Brasileira de Escritores (UBE);

* Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em 2005;

– “Folclore em versos – Boitatá em Curupira” (editora Zit)

* É o primeiro da série “Folclore em versos”, seguido por “Delícias do Brasil”, sobre o qual a escritora falará no evento;

– “O Contrato de Comunicação da Literatura Infantil e Juvenil” (editora Lucema)

* tese de doutorado defendida na USP, aprovada com louvor, por unanimidade;

* Prêmio José Guilherme Merquior de Crítica Literária;

* selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil;

* referência em estudos sobre literatura infantil e juvenil.

– “O que é qualidade em literatura infantil e juvenil” (editora Difusão Cultural do Livro – DCL)

* É uma série da editora DCL, com três livros: “Com a palavra o Educador”, “Com a palavra o Ilustrador” e “Com a palavra o Escritor”;

* produto da tese de doutorado defendida na USP;

* toda a série ganhou o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil em 2012;

* referência em estudos sobre literatura infantil e juvenil.

– “Rhaimischimbilim” (editora DCL)

* deu nome a um CD do grupo Bandolim Elétrico e inspirou a faixa principal do CD, uma parceria dos maestros Ney Marques e João Carlos Martins;

– “Brasileirinho – História de Amor do Brasil” (editora DCL)

* acompanha CD com músicas;

* foi lançado no Salão do Livro de Paris;

* faz parte do acervo da Association for Brazilian Bilingual Children¨s Development, na Austrália;

* faz parte do acervo do Instituto Paulo Freire, em São Paulo;

* foi apresentado na Feira Internacional do Livro de Bogotá, em 2012;

– “Bruxa e Fada, Menina Encantada” (editora DCL)

* foi trabalhado na Casa da Leitura, sede do Programa Nacional de Incentivo à Leitura, no Rio de Janeiro;

* faz parte do acervo da Association for Brazilian Bilingual Children¨s Development, na Austrália;

* motivou pesquisa apresentada no Congresso de Leitura da UNICAMP (COLE), em 2012;

– “Viva o Reino da Terra” (editora Prumo)

* acompanha CD com a história;

* foi trabalhado em tese de doutorado da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa;

* foi apresentado na Feira Internacional do Livro de Bogotá, em 2012.

 

Printemps Littéraire Brésilien- Março de 2016

Organização e curadoria:Leonardo Tonus, Simone Paulino e Verônica Lessa
Mais informações:
Facebok: https://www.facebook.com/ printempslitterairebresilien/
Blog: http://etudeslusophonesparis4. blogspot.com/
Twitter: @printempsbresil

(texto: divulgação)

O antídoto para a tristura: uma boa leitura!


“Tristura”, o  mesmo que “tristeza”, não lembro de ter visto em português (em espanhol, já). É incrível isso, porque é uma palavra muito “rimável”. Quem conhecer algum texto com essa palavra, avise, por favor.

Hoje fiquei pensando sobre essa palavra e acho que é hora dela ser popularizada. Então, vamos com a “Tristura”:

“Tristura” é muito mais triste que “tristeza”,

que rima com “beleza”.

Tristura rima com feiúra

e com gastura.

Quer coisa ainda mais triste?

Gastura rima com tristura,

que também rima com paúra.

Paúra é outra palavra horrível,

tão horrível quanto agrura,

sutura, amargura, atadura,

rasura, usura, perjura,

E a pior: ditadura.

E ainda,

Abaladura, rachadura, caradura

Todas essas juntas,

 tristura pura!

Um bom antídoto, quer ver? Funciona:

a leitura.

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Brincar com palavras, amigos e amigas! 😀

Dia Mundial da Poesia: 21 de março


Mais do que nunca, o mundo precisa de poesia. Versos que façam homens e mulheres refletirem sobre a sua própria condição individual e coletiva, sobre sentimentos, sobre tudo. A poesia é um bom meio, já que a retórica anda tão em baixa. Como eu sou uma otimista romântica, acredito que a literatura possa salvar algumas almas e consciências.

No próximo dia 21, será comemorado o Dia Mundial da Poesia e o “Falando em Literatura…” começará a partir de hoje a lançar versos para o mundo.

Qual é o seu poema preferido?

Traduzir- se (Ferreira Gullar)

Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.

 

Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.

 

Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.

 

Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.

 

Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.

 

Traduzir uma parte

na outra parte

– que é uma questão

de vida ou morte–

será arte?