Daqui a 100 anos: a minha cápsula do tempo


Estou pensando em uma questão transcendental e inexorável: eu vou passar e esse blog vai ficar aqui. E eu acho isso genial! Será que no futuro esses blogs terão alguma importância? Formarão  parte do conjunto do pensamento 2.0? Dos anos 2000, digo?

Eu vou passar, mas as opiniões sobre todos os livros que li aqui ficarão. Pelo menos para que a minha filha leia. Oi, filha, será que você está lendo isso? E os meus netos? Oi, queridos netos, vovó já os amava antes mesmo de serem projeto de gente! hahaha.

Que importância isso pode ter? Não sei. Nenhuma, provavelmente, a não ser para deixar uma marca pública da minha passagem pela Terra. Gosto da ideia de deixar algum pensamento meu plantado para o futuro. Isso é um livro virtual. É sim.

É legal dialogar com o futuro. Durante uma fase eu pensava mais no passado do que no futuro, isso era meio deprimente e nostálgico; pensar no futuro é mais interessante, porque tudo é possibilidade e sonho. Tudo pode acontecer. O passado já está sacramentado, nada pode ser diferente, cristalizou. A única coisa ruim do tempo é que a gente vai tendo menos tempo. Morrer só é ruim, porque dá pena deixar as pessoas e coisas que amamos. “Coisas”, como tomar um café gostoso ao acordar, ler um bom livro, caminhar ouvindo minhas músicas preferidas, olhar as estrelas…  esse tipo de “coisa”, nada material. A morte em si não é ruim, deve ser uma aventura, uma viagem onde a alma viaja livre, sem a limitação do corpo. Eu acredito na imortalidade da alma. A morte deveria ser matéria na escola e ninguém deveria sentir medo. Deveriam preparar- nos pra morrer e para perder quem amamos. E isso não é nada mórbido, evitaria muito sofrimento inútil. Por que falar de morte é tabu?

Daqui a 100 anos, creio que tudo vai estar muito parecido, algumas coisas melhores outras piores, mas algumas serão geniais. A Ciência e a Tecnologia irão evoluir bastante, mas as desigualdades sociais, catástrofes naturais e meio ambiente, estarão piores. O homem, o mundo,  são feitos mesmo de contrastes.

Acho que ninguém irá morrer por causa de câncer, mesmo em estágios avançados, porque a regeneração celular será possível em qualquer tempo; a natureza estará muito mais deteriorada e algumas pessoas irão morrer de calor ou de frio, as temperaturas serão extremas no verão ou inverno. Haverá mais catástrofes naturais.

As guerras no Oriente Médio serão as mesmas; a fome na África, idem. Os ricos estarão mais ricos que nunca e os pobres, já sabem.

Novas profissões irão surgir, como os “coaches” mentais, que ensinarão as pessoas o domínio próprio e alheio das forças da mente. Será possível mover objetos e controlar doenças psicológicas como as depressões e ansiedade, porque os cientistas irão descobrir o ponto exato do cérebro, poderemos dominar essas esferas. A alma será cada vez mais paupável.

O catolicismo estará agonizando e o Brasil será uma grande maioria evangélica.

Todos os carros serão elétricos. Sou mais realista que Marty MacFly (do filme “De volta para o futuro”) que pensou que em 21 de outubro de 2015 existiria carros voadores, skates voadores e afins.

Veneza estará abaixo do mar.

Livro em papel será objeto de museu.

Daqui a 3, 4 gerações (mais de 100 anos), metade da população mundial terá sangue chinês.

O Brasil terá outra moeda, o real será coisa do passado.

Mas, agora vou parar de falar de como acho que será o futuro e vou falar como é o presente para que os nossos descendentes não repitam os mesmos erros.

Um dos piores problemas do nosso tempo é a solidão e o desamor. Tentem não ficar sozinhos e cultivem amores, de todos os tipos.

Aqui no nosso tempo, todo mundo só pensa em dinheiro. Todos, sem exceção. Dinheiro é o início, meio e fim de tudo. E ninguém é feliz.

O consumismo impera, não existe consciência ecológica.

Ainda existe petróleo e pouco pensa- se em energias renováveis. A água anda escassa em vários lugares do mundo. Ninguém está preocupado, exceto os cientistas sem voz.

Não existe pensamento de bem-estar  comum. O ser humano e seu umbigo.

O político corrupto é problema generalizado no mundo.

A honestidade vira notícia  de jornal.

Mata- se e rouba- se por muito pouco.

O casamento é uma instituição falida. A maioria finge que é feliz, conforma- se, leva dupla vida ou empurra com a barriga. Ah, e mais da metade acaba em divórcio pra casar de novo e ser infeliz mais uma vez. Espero que vocês aí do futuro tenham encontrado alguma forma de relacionamento mais honesta e sincera, sem papéis, prisões e promessas impossíveis de serem cumpridas.

O funcionalismo público no mundo funciona mal por causa da burocracia e incompetência.

As pessoas estudam pouco, lêem pouco e muitas fingem que o fazem. O mesmo serve para o trabalho.

A vida cotidiana é tremendamente injusta; alguns terão tudo sem fazer nada, nem merecer. Merecimento aqui no nosso tempo não vale muita coisa.

As pessoas trabalham muito, divertem- se pouco, dormem pouco. Em contrapartida, muita gente está desempregada.

Todas as coisas, as mais importantes, são conseguidas por uma rede de amizade e de favores.

A sinceridade é considerada falta de educação.

O otimismo está em baixa. Mas a esperança ainda continua firme e forte.

As relações virtuais substituíram as reais. As crianças, principalmente nas grandes cidades, brincam mais com máquinas, que com outras crianças, desde muito cedo.

O sintético e a estética são mais importantes que a ética.

Espero que vocês aí no ano 2115 sejam mais espertos, mais humanos, mais saudáveis, que as estruturas sociais sejam mais justas e que não impeçam ninguém de serem quem são e que tudo de ruim que eu comentei aqui seja só coisa do passado.

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Dez livros essenciais (que eu ainda não li)


Eu tenho uma lista de livros que eu ainda não li e que deixa- me bastante incomodada. São livros essenciais na biblioteca de qualquer bom leitor (leitor de qualidade e não de quantidade) e que eu necessito urgente eliminar dessa lista incômoda. Obviamente, o universo de excelentes e importantes livros é bem maior do que uma existência só pode abarcar. Escolhi alguns que estão na minha biblioteca e preciso devorá- los já!

  1. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes Saavedra

Eu moro na Espanha, sou formada em Letras, mestre em Literatura, dona de um blog literário,  e ainda não li a principal obra do país que me acolheu e um dos livros mais importantes do planeta. Não é uma vergonha?! É! Por isso, esse é prioridade total e começarei hoje mesmo essa leitura.

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Essa é uma edição espanhola da Anaya, capa dura, com ilustrações do premiado José Ramón Sanchez, ou seja, bem caprichada e muito barata, acho que custou menos de 10 euros. O Quixote talhado na madeira está sem o Sancho, que foi vendido sem o amigo. Fiquei com pena dele e o trouxe lá de Santiago de Compostela. Preciso achar o Sancho parecido.

2. Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust

Eu não posso negar a minha quedinha pelos franceses. “Em busca do tempo perdido” é uma obra extensa, mais de 3 mil páginas divididas em sete livros. Eu só li o primeiro, “Em busca de Swann” , “Pelo caminho de Swann” (há variações, depende da edição). É uma obra que estou impaciente para terminar. A foto é do segundo livro:

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3. MacBeth, de William Shakespeare

O clássico dos clássicos, o maior escritor de língua inglesa. Como que a gente pode não ler esse cara?! Eu já li os sonetos, Hamlet e Romeu e Julieta. Tenho que ler a obra toda. Essa edição da Planeta é linda, ela está em um estojo e as ilustrações são de nada mais, nada menos que Salvador Dalí!

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4. As mil e uma noites, vários autores

Quem nunca ouviu falar da Scheherazade? Não é aquela do jornal do SBT não, viu? Eu já li histórias dispersas, mas gostaria de entender melhor o conjunto da obra. Nem sei se é possível isso,  já que é uma antologia de contos populares da antiga Pérsia, os países árabes, Índia. Nesse livro é possível entender muito do se escreve hoje em dia, influenciou e influencia ainda muitos escritores.

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5. Bel Ami, de Guy de Maupassant

É um autor que eu quero muito conhecer, vou começar pelo mais famoso e ir descobrindo a obra pouco a pouco.

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6. Antagonia, de Luis Goytisolo

Eu conheci pessoalmente esse autor e tenho quase toda a sua obra autografada, menos esse da foto, seu livro mais importante, que ficou em casa porque é um calhamaço, mais de 1000 páginas. A crítica diz que é o “Proust espanhol”. Goytisolo é da Real Academia Española.

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7. Retrato do artista adolescente, de James Joyce

Eu tenho uma relação amor-ódio com esse autor, porque não gostei do seu livro mais famoso, Ulisses e adorei o seu livro de contos Dublinenses. Eu quero ler o Retrato e reler Ulisses, acho que não era o momento de ter lido, tenho essa pedrinha no sapato.

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8. Mrs. Dalloway, de Virgínia Woolf

Posso confessar? Então confesso: a literatura inglesa não me atrai. Já comecei a ler mil vezes os livros de Virginia e de outras escritoras inglesas e empaquei. É como uma necessidade imperiosa de conseguir fazer essa leitura, tenho duas amigas, a Fran do Livro & Café, que é especialista em Woolf, inclusive ela está promovendo uma leitura coletiva de “Orlando”, quem quiser participar  chega lá; e outra amiga, a professora doutora Rosângela Neres, que são fãs da autora. Que ela é boa, não tenho dúvida. Eu é que tenho uma barreira a ser vencida, nem sei qual. Vou ler.

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9. Memorial de Aires, de Machado de Assis

Eu AMO Machado de Assis, mas envergonhada, confesso: não li ainda toda a sua obra. Falta esse, Memorial de Aires, faltam alguns contos, faltam todas as poesias, e alguns outros romances. Imperdoável!

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10. Os paraísos artificiais, de Charles Baudelaire

Eu quero ler toda a obra desse poeta “maldito” francês, o livro abaixo está só para representar. As flores do mal é o seu livro mais conhecido, que eu já li, mas que quero fazer uma releitura “esquematizada” para poder fazer uma resenha aqui.

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Esses livros todos juntos…não sei, deve dar umas cinco mil páginas (só Dom Quixote tem mais de 1300 páginas), não sei quanto tempo para ler isso tudo, mas vou tentar. Palavra de leitora. Tenho certeza que depois dessas leituras serei uma pessoa diferente. Acompanha- me?!

Resenha: “A casa da paixão”, de Nélida Piñón


Eu me sacrificarei ao sol. Meu corpo está impregnado de musgos, ervas antigas, fizeram mazelas e chá do meu suor, todos da minha casa. (p. 49)

Esse é um trabalho fino de escritura. A obra “A casa da paixão” fala sobre sexualidade e erotismo, mas contada figurativamente (longe da pornografia) e até um certo hermetismo, um livro que faz o leitor pensar e imaginar o que é que o texto quer dizer, é muito metafórico, cheio de imagens poéticas e silêncios. A intimidade contada por imagens escritas, cinematográficas.

As primeiras páginas deixaram- me a impressão de que se tratava de um incesto entre pai e filha, depois vi que não, que era uma moça se masturbando (e o pai fingia que não via). Marta, o seu nome. A mãe faleceu no seu parto. Marta cresceu cuidada pelo pai, que sente uma estranha atração pela filha (quando adulta) e vice- versa.

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Nélida Piñón é solteira e sem filhos, uma vida dedicada à literatura (foto: Facebook da autora)

Marta vê o mundo com seu órgão sexual. O dela e o dos outros. Ela vê sexo em tudo e em todas as partes. Freud explicaria com propriedade (eu não!) (p.22):

Pela manhã, Antônia recolhia o leite. Tocava o ubre da vaca como se o amasse, fazia uma espécie de amor naquela carne caída, lembrando a máquina do homem. Marta ruborizava- se com a comparação. Que o modo de Antônia extrair leite mais parecesse uma formosa ejaculação.

A estrutura, o bom trabalho linguístico é incontestável, mas o enredo em si provocou-me aversão em muitos momentos. Essa oba lembrou- me o estilo é de Clarice Lispector, seu livro “A paixão segundo G.H.” foi publicado em 1964, “A casa da paixão” em 1972. Não sei se serviu de inspiração ou influência. Em “G.H” há uma barata, em “A Casa”, há uma galinha ou uma mulher galinha, a criada, descrita quase como um animal imundo e mal cheiroso, mas que ainda assim provoca uma atração na pervertida Marta. Também lembre de Clarice em “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, de 1969.

Nélida colocou Marta observando a velha criada Antônia recolhendo ovos do galinheiro, mais que isso, Antônia queria ser a própria galinha (p.28):

Ela contemplava o feno quente, justamente onde o bicho encostara a parte mais vil do seu corpo, para Marta a mais grata, ardente, a ponto de querer enfiar o dedo pelo mesmo caminho que o ovo conheceu, não para sentir o calor que a coisa fechada e silenciosa conservava, mas reconstruir de algum modo a aprendizagem da galinha, que Antônia talvez esclarecesse o domínio do seu amor. (…)

Antônia agarrava o ovo trazendo- o ao nível do rosto, cheirava a coisa entumecida, recém- abandonada na terra e, além de cheirar, beijou o ovo com sacrifício (…). Sem suportar, no entanto, o amor que desprendia daquela coisa quente, úmida, que uma galinha entre tantas ali manufaturara (…)

Antônia foi escorregando para o centro da terra, onde a galinha também nascia, todos da sua espécie (…) Antônia absorvera e agora vivia em sua pele. Ali ela ficava muito tempo, severa, até que as pernas sobre o feno se escancararam e imitaram uma galinha na postura do ovo.

Esse livro está com o título errado, deveria ser “A casa da perversão”, pois ver erotismo em coisas opostas a isso, é  perversão. Qual o limite do desejo? Existe limite? Existe dentro da nossa cultura ocidental, socialmente; individualmente, na solidão (ou não) já é outra história. Quem pode dizer o contrário?

“A casa da paixão” é considerada por muitos a obra- prima de Nélida Piñón. Não sei, porque ainda me falta muito por ler.

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Nélida Piñón na sua casa no Rio de Janeiro com a sua cachorrinha Suzy Piñón (foto: Facebook da autora)

Marta estabelece uma batalha silenciosa com o pai. O provoca sexualmente, fica nua e ele percebe que é de propósito. Que estranho triângulo esse de Marta, o pai e Antônia, que é tratada como bicho. O pai toma uma resolução (p.40):

Quase extinguindo- se a consciência jurou vingar- se. Perdão ainda preciso, resmungava. Recordou o homen da igreja, mão de árvore, ele o julgara então severamente.

–Se é de macho que ela precisa, eu lhe darei.

Entra em cena Jerônimo, trazido pelo pai, futuro pretendente de Marta. Pai e filha não mantém nenhum tipo de contato físico, temem, judiam- se, vingam- se. A filha quer ser livre e o pai tenta contê- la, sem sucesso, ela detesta Jerônimo porque foi o pai que o trouxe. Uma moça virgem que só pensa em sexo e se acha a mais desejada de todas, nem o seu pai escapa. Essa parte é  irritante. Tanta malícia pode existir em uma moça jovem e que nunca transou? Parece que sim, ela mesma se autodenomina “selvagem” (p.55).

O corpo nessa obra é o centro do mundo. Marta ama o corpo masculino como objeto de prazer, nada mais, pois detesta o que pensam, o que são (p.53):

(…) Odeio os homens desta terra, amo os corpos dos homens desta terra, cada membro que eles possuem e me mostram, para que eu me abra em esplendor, mas só me terão quando eu ordenar.

Há uma reiteração das palavras “sol”, “virgem” e “nudez”, que vão e voltam, vão e voltam, insistentemente, entre o “abrir de pernas”, que mudam de ordem na sentença, mas dizem sempre a mesma coisa. O narrador- personagem, a 1ª pessoa fez o personagem soar com muita prepotência. Marta cai antipática, com um excesso de confiança para a sua condição (a inexperiência e a juventude), pensamentos laboriosos demais (que soam estranhos), que beiram à inverosimilhança. O ritual prévio ao acasalamento é quase o livro inteiro.

Que acontecerá com o casal Jerônimo e Marta? E Antônia e o pai? Já contei demais, agora é contigo!


Nélida Piñón é carioca, descendente de espanhóis da Galiza. Possivelmente, a escritora brasileira mais premiada e internacional que o Brasil tem. Foi a primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras. Aqui na Espanha, toda (ou quase toda) a sua obra está traduzida ao espanhol.

Essa é a edição portuguesa lida. O romance é curto, pouco mais de 100 páginas, nessa edição tem um posfácio de Sônia Régis, escritora de alguns estudos literários, não achei muita coisa sobre ela, nem sua biografia na Internet,  o próprio livro não informa.

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Piñón, Nélida. A casa da paixão. Bertrand Editores, Lisboa, 2007. 136 páginas

A literatura no cinema


Assisti três filmes muito bacanas nos últimos dias e vi que eles tinham algo em comum: todos falam sobre literatura e filosofia em algum momento. Um deles não pude anotar as frases, porque foi no cinema,  “Irrational Man” (2015), de Woody Allen.

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Esse filme deixou- me surpresa, ele não é o que parece. O trailer parece a história de um professor depressivo que se apaixona por uma aluna e renasce. Não, longe disso, não vou dar o spoiler, claro. A história vai muito além, só digo que ele não se apaixona pela aluna, é outro fato que o faz sair da depressão. A história está baseada no Existencialismo de Jean- Paul Sartre (eu adoro Sartre, lá no meu blog Falando em Literatura há algumas resenhas sobre seus livros) e no livro de William Barrett chamado, adivinhe? “Irrational Man”. Barret foi professor de filosofia na Universidade de Nova York, faleceu em 1992, foi contemporâneo de Sartre. Allen parece que compôs o personagem baseado em “A Náusea” de Sartre (veja resenha).

Quer saber quais são os outros dois filmes? Continue lendo lá no PalomitaZ, meu blog de cinema na Revista BrazilcomZ.

Svetlana Alexievich é a ganhadora do Nobel de Literatura 2015


A academia anunciou hoje a ganhadora do Nobel de Literatura, a bielorrussa Svetlana Alexievich.

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Ela é jornalista e sua obra é composta por narrativas de guerra, romances confessionais dos sobreviventes.

Bacana, mais uma mulher! A academia reconhecendo o talento feminino. Parabéns, Svetlana!

Entrevista com o poeta Lúcio Autran (filho de Autran Dourado)


Para quem ainda não sabe, eu escrevo uma coluna literária (também chamada “Falando em Literatura”) na revista BrazilcomZ (impressa) na Espanha e que também pode ser lida online nesse link aqui (veja). A matéria de capa é sobre um debate polêmico, a legalização da maconha no Brasil.

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Na Falando em Literatura desse mês de outubro saiu uma entrevista muito bacana que eu fiz com o grande poeta Lúcio Autran, filho do saudoso e maravilhoso Autran Dourado, com fotos lindíssimas da família, a opinião de Lúcio sobre o mercado editorial no Brasil, sobre poesia, sobre a Espanha e muito mais. A versão online saiu a entrevista na íntegra, na impressa foram quatro páginas, veja só o início:

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Mas não esquece de passar lá na revista online, lá dá pra ver melhor e assim nos incentiva a continuar falando sobre literatura. E para quem está em Madri ou Barcelona, você pode pegar a revista no consulado do Brasil nessas cidades e nos pontos de distribuição.

Novo filme Star Wars estreia em dezembro


“Guerra nas Estrelas” é uma história de ficção- científica que acontece no espaço. Tornou- se uma série de culto e até hoje, 38 anos depois do primeiro filme, está mais viva do que nunca e tem uma legião de fãs apaixonados no mundo todo. Tem novidade vindo por aí!

Leia aqui o post completo lá no PalomitaZ na Revista BrazilcomZ.

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