“Os Vingadores” ou a morte dos super- heróis


Fazia tempo eu não assistia filmes de super- heróis, nem leio comics, fiquei decepcionada com “Os Vingadores- A era de Ultron” (2015).

Por quê? Porque quando você vai assistir um filme de super- heróis, que espera? Heroicidade e algo de inocência até. E nesse filme os personagens são a antítese do super- herói clássico, aquele que se sacrifica pela humanidade, seja como for, superando seus próprios medos e limitações. Nesse filme não, vemos alguns “heróis” fugindo da briga e vemos civis morrendo e se ferindo. Choque. No meu tempo, filme de super- herói era para criança, não morria ninguém e tinha sempre final feliz. Nesse morreu um vilão convertido a herói e ainda por cima deixou sua irmã gêmea órfã, sem família.

Continue lendo o post lá no meu outro blog, o PalomitaZ, na Revista BrazilcomZ.

losvengadores

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1 Comment »

  1. Concordo com a sua ideia de que os heróis de hoje já não são mais aquela figura perfeita, 100% altruísta, etc. Mas discordo quando você critica isso.

    Em uma parte do seu texto você os chama de desumanos, mas na verdade, acho que estão mais humanos do que nunca. O ser humano é um ser cheio de conflitos internos, imperfeito e incapaz de acertar sempre.

    E além do mais, em qualquer filme de super herói, seja os de hoje ou os antigamente, as cidades saem completamente destruídas e os civis machucados, a diferença é que em outros filmes, especialmente os antigos, não há ênfase quanto a isso. A mensagem final é: herói-fulano-de-tal salvou o dia. E isso acontece também nos Vingadores. Os heróis salvam o dia, como todos os outros. Mas a que preço? Cidades arruinadas, vidas perdidas, destruição, caos. Alguns filmes da Marvel já vêm chamando atenção justamente para isso, de maneira sutil. Acho interessante. Fica o questionamento… Até onde se pode ir em prol de uma causa maior?

    Voltando ao assunto da quebra de perfeição, acho interessante o fim dessa idealização dos super heróis. Gosto mais de saber que são gente como a gente, apenas com habilidades especiais. Isso torna a idenfiticacao com os personagens mais fácil e garante a esse filme de um gênero tão fantasioso uma certa verossimilidade, além de atribuir a mais pura forma de humanidade aos personagens: os defeitos.

    Ninguém é 100% bonzinho ou 100% malvado. É a velha filosofia do yin-yang. O próprio vilão do filme, Ultron, se mostra muito mais confuso, perdido e equivocado em meio aos seus conflitos internos do que meramente mal. Não justifico suas maldades, claro. Mas estou apenas dizendo que não é mais como antigamente: tal personagem é perverso. Ponto. Já esse outro personagem é bondoso, altruísta e piedoso. Apenas. Fim. Gosto quando os personagens vêm recheados de “backstories”.

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