Antônio Torres e a alegria


Três excelente surpresas, vamos lá!


Quem me conhece sabe que o meu escritor brasileiro contemporâneo favorito é Antônio Torres. Era apaixonada por sua escritura muito antes de saber com detalhes quem era a pessoa por trás de “Essa Terra“. E acredite, a pessoa é grande como a sua obra. Não é à toa que tornou- se imortal!

Felicidade para mim é livro bom. Literatura salva de um monte de coisas, sabe? Felicidade dupla é ficar em uma fila e ter um livro autografado por um grande autor. Felicidade que ainda não tem nome é receber pelo correio, do próprio autor que você adora, uma obra autografada. Quem gosta de livro me entende, não é?!

E a alegria chegou muitas vezes através do meu queridíssimo Antônio Torres, que já me enviou  lá da linda Petrópolis (RJ) os livros: “Um táxi para Viena d’Áustria“, “Pelo fundo da  agulha”, o PDF de “Sobre pessoas” (resenha em breve).

E essa maravilha de hoje, surpresa número um! O último livro de Antônio Torres “O centro das nossas desatenções”, que originalmente foi publicado em 1996. E agora em 2015, ganhou uma nova edição caprichada e cheia de gravuras, editada pela Record (resenha em breve). Foi uma edição comemorativa dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro. O lançamento foi bem legal, teve uma caminhada temática guiada pelo prof. João Baptista Ferreira de Mello pelas ruas do centro e no final, mestre Antônio fez uma sessão de autógrafos. Veja o vídeo onde o autor explica sobre a obra.

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A orelha:

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Apaixonado pelo Rio de Janeiro, o baiano Antônio Torres já transformou a cidade em personagem mais do que em cenário (…)

A contracapa:

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Um pouco da bio e bibliografia. Antônio Torres ocupa a mesma cadeira que Machado de Assis. Ilustríssimos!

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Surpresa número dois! Meu querido e amado escritor também enviou- me o seu discurso de posse da Academia Brasileira de Letras e com resposta da melhor escritora brasileira de todos os tempos que o Brasil já teve, Nélida Piñón! Sou ou não sou uma privilegiada?! Veja:

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Agora só vou mostrar a capa e a folha de rosto, depois vou ler tudo com cuidado e contar para vocês, é a primeira vez que tenho um discurso original da ABL nas mãos! Uhuuuu! Isso é muito especial!

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Terceira surpresa!

Há algum tempo, Beth Almeida, a editora- adjunta do Jornal de Letras, publicação impressa sobre literatura com sede no Rio de Janeiro, cujo diretor responsável é o imortal da ABL Arnaldo Niskier, entrou em contato dizendo que queria publicar a resenha sobre “Pelo fundo da agulha”,  livro maravilhoso do mestre Antônio Torres. Claro que sim, encantada! Passou o tempo e eu não soube nada da publicação (eu moro do outro lado do Atlântico, para quem não sabe). E quem escreve para me contar que viu o artigo no jornal?! O próprio Antônio Torres! Eis aqui na mão, enviado pelo meu querido escritor, como sempre gentilíssimo. Número 198, mês de fevereiro/2015:

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A capa do jornal, com o popular sambista Martinho da Vila (76 anos, não parece de jeito nenhum!), mas que muita gente não sabe, é um escritor com 13 obras publicadas e tomou posse na Academia Carioca de Letras. Parabéns, Martinho! Sua obra já está na minha lista.

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As alegrias que a Literatura traz. Um post todo em superlativo!


Agora vou fazer como o mestre Antônio (que costuma agradecer assim): obrigada, obrigadíssima, merci, thank you, gracias, grata pelos presentes, pela atenção e por fazer tão feliz essa que vos fala. Antônio Torres é sinônimo de alegria!

Obrigada também ao ilustre Arnaldo Niskier e à gentil Beth Almeida pela oportunidade.