“Florbela”, o filme português chegou ao Brasil em 2014


“Florbela” (2012), filme baseado na vida da poetisa portuguesa Florbela Espanca (Flor Bela Lobo, (Vila Viçosa, 08/12/1894 – Matosinhos, 08/12/1930), do diretor Vicente Alves do Ó, produção portuguesa, acabou de chegar ao Brasil. A crítica especializada em Portugal foi negativa, disse que é melodramático e exagerado, mas o público gostou bastante. A crítica no Brasil foi pela mesma linha da portuguesa, mas foi sucesso entre o público. O roteiro trata de um período da vida da escritora, casada pela terceira vez, vida monótona no campo, acabou sem inspiração, não conseguia escrever. Decidiu “sacudir a poeira” e foi passar uns tempos na casa do irmão na cidade e mantém uma relação “estranha” com ele.

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Sinopse:

A poetisa Florbela Espanca (Dalila Carmo) não consegue levar uma vida de dona de casa e esposa em uma região rural. Seu desejo de descobertas leva-a a acompanhar o irmão Apeles na grande Lisboa, onde pode enfim conhecer tudo o que desejava: festas, amantes, movimentos populares… Embora o marido tente trazê-la de volta, e o irmão seja obrigado a partir, Florbela sente que encontrou seu lugar. Nesta cidade surge a inspiração para os seus maiores poemas.

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Veja o trailler:

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Florbela Espanca teve uma vida muito intensa, liberal para o seu tempo, muitos amores, amantes, um espírito livre, mas dizia- se conservadora em questões políticas, não levantava nenhuma bandeira. Sua poesia reflete todo esse seu universo carregado de muito sentimento e erotismo, o amor era o motor da sua vida. Tanta intensidade pregou- lhe uma peça: desenvolveu problemas emocionais e acabou suicidando- se com um excesso de tranquilizantes. A vida e obra de Flor Bela é bastante complexa, vamos aprofundar mais sobre essa poetisa em outros posts.

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar

(“Amar”, Florbela Espanca)

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Nota: o filme chegou ao Brasil ano passado e pouca gente soube. Se não houver projeção em cinemas, DVD, pessoal!