A famosa Charlie Hebdo nº 1178


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Demorei para escrever sobre a Charlie, que continua firme depois da tragédia sofrida. A revista francesa Charlie Hebdo foi alvo de um covarde atentado terrorista no último dia 7 de janeiro com 12 pessoas falecidas. A maioria dos componentes do jornal foram vítimas, inclusive o editor da revista Stéphane Charbonnier, o Charb.

Ao contrário do que os radicais islamistas imaginaram, os sobreviventes não se intimidaram. Lançaram a edição habitual da revista só que com uma tirada de 7 milhões de exemplares, em 17 idiomas e foi distribuída em vários países. A edição 1178 será vendida até 10 de março, enquanto isso a redação está se recompondo da tragédia:

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A Charlie Hebdo é uma revista satírica, que debocha das ações alheias. Não inventa nada gratuitamente. Se a Charlie fala sobre algum tema, tenha certeza que o “alvo” deu motivo para isso. As pessoas interpretam de maneira equivocada, chocam- se com as charges da capa, mas não procuram entender a motivação das mesmas e acusam a revista de racista ou que não tem respeito pelas religiões. Nada disso. O brasileiro caiu na onda do “Eu não sou Charlie”, por ignorância, por desconhecer os fatos. Quando a Charlie colocou a ministra francesa como macaca, foi um ataque ao partido nacionalista francês, que colocou na sua revista a ministra e ofereceu- lhe uma banana. Ao contrário do que muitos pensaram, a capa da Charlie denunciou o partido Front National, esse sim racista. Leia este artigo muito bom, explica essa história com detalhes. Algo parecido acontece com as charges religiosas.

A Charlie desenhou uma suposta santa trindade em posição sexual. A capa foi feita na época da discussão do casamento homossexual na França, a Igreja foi contra e na mesma época surgiram vários escândalos de padres homossexuais dentro da instituição, casos sabidos e consentidos. A charge foi para denunciar a hipocrisia da Igreja. Há muitas reportagens e notícias no exterior sobre padres, bispos e freiras homossexuais, curiosamente em português não existe quase nada.Tema tabu no Brasil. Ou será que no Brasil não há gays na igreja?

O mesmo com a religião islâmica, que comete absurdos e atrocidades em nome de Alah, Maomé. Os radicais acreditam que matar lhes garantirá um lugar num paraíso cheio de virgens. Como não fazer piada com isso?! Seria engraçado se não fosse trágico.

Veja o interior da edição pós- ataque terrorista:

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As pessoas e instituições é que dão material para as revistas de humor. O absurdo da vida transformado em sátira. Je suis Charlie!

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