Uma curiosidade corrente em muitos leitores é saber o que pensa o escritor sobre o próprio livro. Essa resenha mata um pouquinho a nossa curiosidade, já que foi feita pelo próprio pai da obra! No nosso Clube de Leitura eu escolhi a obra de Luis Erlanger como uma das nossas opções para a próxima leitura ( corra lá, decidimos hoje, vote!).

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Luis Erlanger nasceu em 1955 no Rio. Começou a carreira de jornalista pelo O GLOBO em 1974, com passagens pelas editorias de Cidade, Polícia, Esporte, Cultura e Política. Depois, em Brasília, esteve encarregado da cobertura de fatos relevantes no processo de redemocratização no Brasil, como de eleições, da morte do presidente Tancredo Neves, do Palácio do Planalto, da nova Constituição de 88, do impeachment do presidente Collor e de planos econômicos que mudaram o país. Após quatro anos como editor-chefe do jornal, em 1995, foi para a TV Globo, como diretor editorial de Jornalismo. A partir de 2000, por 13 anos, dirigiu a Central Globo de Comunicação (CGCOM) – responsável pelas das divisões de Propaganda e Produção Audiovisual ( sendo responsável pela produção de cerca de cem produções audiovisuais por ano); Design; Relações Externas, Comunicação Corporativa e Assessoria de Imprensa; pelos projetos culturais e sociais e do centro de documentação da emissora. Depois de dois anos como diretor de Análise e Controle de Qualidade da Programação, saiu da empresa para montar a Erlanger Comunicação & Arte (ECA) – escritório de prestação de serviços de consultoria, texto, projetos e produção nas áreas de Comunicação e Cultura. É autor do livro de ficção “Antes que eu morra”, com uma tiragem de cinco mil exemplares esgotada em três meses, agora na segunda edição. (Biografia fornecida pelo autor)

Luis aceitou o desafio de resenhar a própria obra “Antes que eu morra”,  seu primeiro livro de ficção lançado em 1º de abril de 2014. O livro parece “Memórias póstumas de Brás Cubas”, veja:

É atribuída à inclemente e respeitada crítica teatral Bárbara Heliodora a máxima, segundo a qual, é bom desconfiar de peças onde o elenco pareça estar se divertindo mais do que o público. Na sua estreia como ficcionista, o experiente jornalista Luis Erlanger passa esta impressão: no seu thriller delirante e cheio de humor, “Antes que eu morra”, fica evidente que ninguém se encantará mais com este romance do que o próprio autor. Mas, diferentemente do teatro, esta conclusão pode até se transformar num atrativo a mais para o leitor: além do suspense da história em si, conduzida por uma narrativa em alta velocidade, há um jogo de charadas ocultas com informações distorcidas, referências deturpadas e até citações de clássicos usurpadas pelo protagonista inominado. Estas compõe uma segunda estrutura submersa na obra, que pode funcionar como um agradável desafio ao público. Este abismo delirante é trabalhado de tal forma que, desvendadas ou não as armadilhas deste festival de falsa cultura, o fluxo da leitura não será prejudicado. Talvez aí a intenção tenha sido trazer mais uma dimensão ao texto, com um questionamente subjetivo da chamada era da conhecimento. A aventura policial – recheada com política, violência, sexo e drogas – de um sujeito em crise existencial chega ao leitor através do relato de sessões feito por seu psicanalista (morto antes da publicação dos fatos), trazendo um elemento adicional de mistério. E reflexão. Tanto sobre a inquietude do ser humano até os descaminhos da humanidade. Tudo sempre tratado com muita irreverência. Apesar de lidar com questões cruciais e mesmo sombrias da contemporaneidade, o autor conduz o leitor por uma estrada que parece sinalizar que, apesar de tudo, há muito que se aproveitar nesta vida, antes de morrer.

Luis Erlanger é jornalista e escritor. E teve a cara de pau de resenhar o próprio livro

Reparem na capa. O elevador tem uma importância fundamental na obra, a concepção foi do próprio autor. As mãos são da esposa de Luis Erlanger, Mariana. A orelha é de Jô Soares e a contra- capa de Pedro Bial. A foto é de Leo Aversa, um gênio da fotografia. 974685_304116616458249_1080564962_n

Erlanger, Luis. Antes que eu morra. Record, Rio de Janeiro, 2014. 320 páginas (formato ePub)

Muito legal, não?! Agradeço ao escritor Luis Erlanger por ter entrado na “brincadeira” e por ter enviado a resenha. O livro está à venda nas melhores livrarias do Brasil e também no formato e-book.

O perfil de Luis Erlanger no Facebook.

A web do livro você pode ver aqui.

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