Trago comigo uma imagem de infância: a minha mãe, dona Ana, sentada no sofá da sala com um livro aberto. Nada de televisão ligada, rádio, só o silêncio, ela e o livro. Essa cena me provocava paz e segurança. As tardes eram calmas, eu sentava junto da minha mãe, também com um livro, era nosso momento de evasão. Acho que eu lia coisas que não eram pra minha idade, eu pegava os livros dela, lembro de três títulos:

“Eram os deuses astronautas?”, do suiço Erich von Däniken, publicado em 1968. A edição era exatamente essa, não lembro se li, mas esse livro ficou na minha memória.

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“As meninas”, de Lygia Fagundes Telles, escrito em 1973, também achei a edição da minha infância, essa:

404987_741E um pouco mais adiante, em 1991, lembro desse título “A estrutura da bolha de sabão”, De Lygia Fagundes Telles, também.

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O gosto pela leitura é herança, exemplo. Pais que não pegam num livro, dificilmente terão filhos leitores. A minha filha, Laura, tem o mesmo exemplo que tive da avó dela. Hoje eu agradeço à dona Ana por ter me dado esse recurso, essa ferramenta: o gosto pela leitura.

Lembra desses livros, mãe?

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3 comentários »

  1. Como toda regra tem sua exceção, aqui estou eu, não tive exemplo nenhum em casa e sempre adorei os livros, sentia muita falta deles na minha infância, mas não é culpa dos meus pais, eles eram simples e pobres, com muitas preocupações, por exemplo, como alimentar os filhos. Enfim, nós, os filhos, criamos o gosto, talvez eu como filha mais velha, tenha ajudado um pouquinho.

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