“A mulher veloz” (“La mujer veloz”), Imma Monsó


Você tem pressa ou é sossegado? É do tipo que procrastina tudo ou não deixa nada para amanhã? Você arranca o carro uns segundos antes do sinal vermelho mudar para o verde ou espera sossegadamente o sinal abrir e só depois disso engata a marcha e acelera? Você espera a sua vez na fila do banco ou tenta encontrar algum amigo que esteja na frente para pagar as suas contas?

Imma Monsó em Barcelona. Foto: Christian Maury

Este original livro, “A mulher veloz”, acabou de sair do forno na Espanha. Ele trata do cotidiano de uma família que a autora catalana Imma Monsó (Lleida- Espanha, 1959) divide entre “lentos e velozes”. Imma mostra que os dois os jeitos de ser têm vantagens e prejuízos, que ser lento não deve ser confundido com falta de inteligência. São traços do caráter das pessoas, que as fazem reagir de maneira diferente diante das situações.

“La dona veloç” (nome original em catalão), na voz da própria autora (em catalão, que é um idioma falado na Catalunha, Espanha):

A personagem narra uma introdução em 1ª pessoa contando que a sua casa familiar era tudo pra ela, mas esse apego deu- se pelo fato de sua casa ser extremamente chata. Era organizada demais, previsível demais, aborrecia, mas é exatamente isso que sente saudades. Ela também classifica os membros de sua família em dois setores: os interessantes e os completamente desinteressantes. E são sobre essas pessoas e suas relações que ela narrando no decorrer da obra.

Os membros de sua família que tivessem nomes extensos eram imeditamente reduzidos como seu irmão Joan Sebastià, que passou a ser “Tià”; sua mãe, Dorita, era chamada de “Do” (p. 64). A velocidade, a pressa, a economia de letras.

Monsó, Imma. La mujer veloz, Planeta, Barcelona, 2012. 380 páginas

A vida baseada na pressa- ou na falta dela, no derrame do pai, no pai bonito e lento, que adorava ficar no sótão, na beleza e nos nomes da família, em particularidades como o tipo de café que se bebe numa cafeteria. É um romance que necessita paciência, porque é feito de minúcias e que em alguns momentos pode se tornar chato. Eu também sou uma mulher veloz.

Esse livro foi enviado pela Editora Planeta e vai ser sorteado. Para participar do sorteio que acontecerá no dia 15 de setembro*, basta curtir a nossa página do Facebook (clique aqui) e seguir esse blog. Uma boa oportunidade para quem gosta de ler em espanhol e praticar a língua de Cervantes.

* O livro não será sorteado sem um mínimo aceitável de participantes

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Na cabeceira…


A Editora Planeta (Espanha) enviou- me um livro muito bacana, “La mujer veloz” (“A mulher veloz”) da escritora catalana Imma Monsó (Lleida, 1959), que tem uma escrita muito interessante: ela observa fatos e emoções cotidianas e os transforma em arte, em literatura “de las buenas”. Em breve, resenha completa.

Acabou de sair do “forno” e promete!

Livros banidos


O jornal “Los Angeles Times” fez uma lista com os livros mais rejeitados dos últimos anos, segundo a Associação de Bibliotecas Americanas. Livros e as razões de suas exclusões em escolas e bibliotecas públicas americanas:

1. “And Tango Makes Three”, de Peter Parnell e Justin Richardson, o livro conta uma história real que aconteceu no zoológico do Central Park, onde um cuidador notou que dois pinguins machos eram um casal. Eles chocaram um ovo de um outro casal de pinguins e criaram Tango. Foi impugnado por ser inadequado para a idade, por ferir a religiosidade e por tratar da homossexualidade. Está na lista dos “livros mais questionados” há 6 anos.

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2. “O diário absolutamente verdadeiro de um índio a tempo parcial”, por Sherman Alexie: linguagem ofensiva, racismo, a educação sexual, sexualmente explícito, inadequado para o grupo de idade, violento.

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3.”Um Mundo Feliz”, de Aldous Huxley: a insensibilidade, linguagem ofensiva, racismo, sexo explícito.

4. “Crank”, por Ellen Hopkins: drogas, linguagem ofensiva, sexualmente explícito, a autora contou a história da filha dependente química. O livro foi proibido em vários lugares.

5.”Os jogos da fome”, de Suzanne Collins: sexualmente explícito, inadequado para menores, muita violência.

6. “Lush”, por el amigo de Natasha: drogas, linguagem ofensiva, sexualmente explícito, inadequado para menores.

7. “O que minha mãe não sabe”, por Sonya Sones: sexismo, sexualmente explícito, inadequado para menores.

8. “Nickel e Dimed: On (Not) Getting By In America”, ​​de Barbara Ehrenreich: drogas, linguagem inexata, ofensiva, ponto de vista político, ponto de vista religioso.

9. “Vozes da Revolução”, editado por Amy Sonnie: homossexualidade, sexo explícito.

10. “Twilight”, de Stephenie Meyer: violento do ponto de vista religioso.

O principal motivo das exclusões é por questões de moral religiosa. Fingir que as coisas não existem não vão fazer com que desapareçam. Um desses livros chamou- me bastante a atenção, “Nickel and Dimed”, porque denuncia a pobreza americana, essa que está bem longe do “sonho americano” de prosperidade e de riqueza, onde milhares de americanos trabalham ganhando salários de miséria e em condições estafantes. A autora decidiu entrar nesse mundo, trabalhar como esses americanos e contou tudo nesse livro depois. Resultado: banido.
 Você leu algum desses livros? Concorda com os motivos para serem banidos?