As cartas da filha de Drummond para o seu pai

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais, 31/10/1902- Rio de Janeiro, 17/ 08/ 1987) poeta consagrado no Brasil, tinha um lado doce, carinhoso, era um paizão com a sua única filha Julieta, que faleceu de câncer generalizado 12 dias antes da morte do poeta. Ele tinha um relacionamento super estreito com a filha e não suportou a sua partida. Fonte: Estadão Os dois trocavam apelidos carinhosos: Enquanto Drummond chamava Maria Julieta de “julica”, “filha amada” e “filhareca”, Julieta retribuia com “Cacá”, “papai querido” e “poeta amado”. Olha o capricho de Julieta Drummond escrevendo ao seu pai com apenas 8 anos: Amor é dado … Continuar lendo As cartas da filha de Drummond para o seu pai

Apaga a luz e acende o tablete

Em primeiro lugar: por que usar o nome “tablet”? Na língua portuguesa há um correspondente perfeito: “tablete”. Não sou purista, mas há um excesso de anglicismos e americanismos no vocabulário do brasileiro. A ideia desse post surgiu depois de uma discussão no Facebook, onde a maioria das pessoas defendia o livro de papel. Deduzi que nenhuma delas possui um tablete. Isso anda acontecendo muito: “não conheço, mas não gosto”. Depois desse debate, fiquei a pensar sobre os argumentos que as pessoas utilizaram para defender os livros tradicionais: “nada substitui o prazer de folhear um livro, o cheiro do livro, a … Continuar lendo Apaga a luz e acende o tablete

71ª Feira do Livro de Madri 2012

No dia 25 de maio começará mais uma edição da Feira do Livro de Madri, que acontece no Parque del Retiro, região central da capital espanhola. O fotógrafo espanhol Chema Madoz (Madri, 1958) criou o cartaz da feira esse ano. Ele tem um trabalho importante e muito premiado na área da fotografia conceitual. O fotógrafo utiliza objetos do cotidiano associando significados que vão além do seu uso habitual. Para o cartaz da Feira do Livro, ele utilizou os balões das histórias em quadrinhos saindo dos livros para dar a ideia de que os livros falam, dialogam com o leitor, uma … Continuar lendo 71ª Feira do Livro de Madri 2012

Sabes algo? Nunca deixei de te amar

A minha janela lateral amanheceu assim pintada de giz, que a primeira chuva (provavelmente) vai levar. Uma súplica, um pedido, um grito de desespero. Quem alguma vez não sentiu vontade de desenhar paredes? Todos somos/fomos meninos e meninas atrás do muro, mas que acabamos sendo espectadores da nossa própria dor. Sorte de quem consegue pular o muro. “Sabes algo? Nunca deixei de te amar” Continuar lendo Sabes algo? Nunca deixei de te amar

Os heterônimos de Fernando Pessoa

Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei a verdade e sou feliz. (“O guardador de rebanhos”, Alberto Caeiro) Fernando Pessoa (Lisboa, 13/ 06/1888- Lisboa, 30/11/ 1935) considerado um dos maiores poetas do mundo, era tão vasto, que não podia ser um só,  então ele criou alguns heterônimos , que são autores fictícios para assinar seus poemas. Seus heterônimos têm personalidade própria, como se realmente fossem autores independentes. Os personagens criados por Pessoa são Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Álvaro de Campos. Fernando Pessoa na Baixa de Lisboa, onde costumava passear e tomar um café na cafeteria “A Brasileira” … Continuar lendo Os heterônimos de Fernando Pessoa

Livros em espanhol

Você lê em espanhol? Eu gostaria de fazer algumas promoções aqui no blog, sorteios de livros, mas como moro na Espanha e tenho dificuldades para comprar literatura em português, teria que ser em espanhol. Quixote e Sancho Pança, personagens do escritor espanhol Miguel de Cervantes. Leitores habituais e visitantes, vocês gostariam de ganhar um livro em espanhol? Deixem seus comentários, assim saberei se há interesse ou não. Continuar lendo Livros em espanhol

Resenha: “O leitor de Julio Verne”, Almudena Grandes

“O leitor de Julio Verne” (original “El lector de Julio Verne”) recém lançado na Espanha, é uma história que acontece na Serra Sul da Andaluzia em 1947, num povoado de pouco mais de 3 mil habitantes, Fuensanta de Martos, a … Continuar lendo Resenha: “O leitor de Julio Verne”, Almudena Grandes

Ariano Suassuna em Feira de Santana

Não sei quantas vezes li “O Auto da Compadecida”, mas foram muitas. Uma das obras mais incríveis e divertidas da literatura brasileira, escrita pelo genial Ariano Suassuna, que vai estar em Feira de Santana no dia 6 de maio, às 18:00 hs, no Centro de Cultura Amélio Amorim. Ele vai ministrar uma “aula- espetáculo”, que faz parte da Celebração das Culturas dos Sertões promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. No Teatro Municipal de Feira de Santana também vi repetidas vezes a encenação do “Auto da Compadecida”, ao recordar algumas cenas me provocam risos até hoje. É uma … Continuar lendo Ariano Suassuna em Feira de Santana