Último dia de 2011


Não deveria começar um post com “não” e nem “infelizmente”, mas infelizmente esse não foi o melhor ano da minha vida e está terminando de uma forma estranha, uma triste felicidade: triste, porque o marido sofreu um acidente na véspera de Natal e passamos dias difíceis, ainda estamos passando, mas a fase pior já passou e agora ele está se recuperando; feliz, porque poderia ter sido pior, o importante é que ele já está em casa. Mas de todas as formas, é um final que ninguém espera ou gostaria de ter, um final acidentado fechando esse dezembro e esse ano de 2011.

Terminei de ler o livro de Sylvia Plath, “A redoma de vidro” (em espanhol “La campana de cristal”), mas com os últimos acontecimentos, não tive tempo escrever uma resenha, ele vai entrar para as “Leituras 2011”, mas o post só vai entrar em  em 2012.

Aproveito para agradecer aos visitantes silenciosos e os poucos amigos que me enriqueceram com seus comentários, opiniões e também correções.

A lista de leituras do ano de 2011 ficou assim:

Dezembro

22. “La campana de cristal”, Sylvia Plath, Barcelona, Edhasa, 1997. 381 páginas

( Post sobre o livro em breve)

Novembro

21. Falero-Galindo, Luis. Fundido en blanco, Huelva, Diputación Provincial de Huelva, 2011. 93 páginas.

Post sobre o livro

20. Saramago, José. Claraboia, Lisboa, Caminho, 2011. 398 páginas

Post sobre o livro

Outubro

19. Proust, Marcel. Os prazeres e os dias. Editorial Estampa, Lisboa, 2010. 167 páginas

Post sobre o livro

Setembro

18. Tiburi, Marcia. Magnólia. Bertrand do Brasil, Rio de Janeiro, 2005. 249 páginas.

Post sobre o livro

Agosto

17. Allende, Isabel. El cuaderno de Maya. Plaza Janés, Barcelona, 2011. 443 páginas

Post sobre o livro

16. Reaves, K.; Grant, A.; Ode to happiness, Steidl Publishers, Germany, 2011. 30 páginas

Post sobre o livro

Junho

15. Sartre, Jean- Paul; La suerte está echada, Losada, Buenos Aires, 2004. 155 páginas

Post sobre o livro

14. Coura, R., Neto, A. R.,  Imagens & Poemas, UFPB, Paraíba, 2008.

Post sobre o livro (com vídeobook)

Maio

13. Gorz, André. Carta a D.: História de un amor. Paidós, Barcelona, 2008. 110 páginas.

Post sobre o livro

12. Caso, Angeles. Contra el viento. Planeta, Barcelona, 2010. 268 páginas

Post sobre o livro

Abril

11. Ivo, Lêdo. Calima. Vaso Roto, Barcelona, 2011. 313 páginas

Post sobre o livro

Março

10. Assis, Machado. O alienista. Alma azul. Coimbra, 2005. 92 páginas.

Post sobre o livro

9. Goethe, Las penas del joven Werther. Austral, Madrid, 2007. 174 páginas

Post sobre o livro.

Fevereiro

8. Bach, Richard. Juan Salvador Gaviota, Zeta, Barcelona, 2010. 108 páginas.

Post sobre o livro

7. Rilke, R. M., “Cartas a um poeta”, Portugália, Lisboa, 2009. 101 páginas.

Post sobre o livro

6. Cunha, D.M., O ar em seu estado natural: textos sobre letras do Clube da Esquina. CBJE, Rio de Janeiro, 2010. 75 páginas.

Post sobre o livro

5. Salinger, J.D. El guardián entre el centeno. Alianza, Madrid, 2010. 279 páginas.

Post sobre o livro

4. Navarro, Julia. Dime quién soy. Barcelona. Plaza Janés, 4ª edição, 2010. 1097 páginas.

Post sobre o livro.

Janeiro

3. Pinto, Margarida R. O dia em que te esqueci. Portugal. Oficina do Livro, 2010. 171 páginas

Post sobre o livro

2. Kerouac, Jack. Tristessa. Lisboa, Relógio D’água, 2009. 97 páginas

Post sobre o livro

1. Gullar, Ferreira. Cidades Inventadas, Lisboa, Ulisseia, 2010. 107 páginas

Post sobre o livro.

Que o ano novo traga muitas novidades e boas leituras pra todos nós! Feliz 2012!

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Uma mulher apaixonada


Eu tenho um caso de amor e ódio com o passado: adoro relembrar as coisas bonitas e num apego desesperado, tentar revivê- las de alguma forma, nem que seja num mundo imaginário ou naquele estado de semiconsciência do mundo onírico. Às vezes é muito bom, mas às vezes provoca angústia, já que o passado vive no presente de outra forma, mesmo porque já não sou a mesma, o tempo é outro, não estou no mesmo lugar, nem com as mesmas pessoas. Na verdade, o passado é relativo, pelo menos o passado que nos marca, esse também vai conosco, vive no presente, só a indiferença é o esquecimento. No entanto, não podemos deixar que o passado nos prive de conhecer novas coisas, pessoas e horizontes. O apego ao passado pode ser muito negativo, quando podemos ter muito mais benefícios e prazeres com o presente. Há que se deixar levar…

Eu tentei resistir, tentei agarrar- me às páginas cheias de mofo, guardar todos os livros da minha vida em estantes herméticas, catalogadas, resisti à todas as novidades, porque achava que o que tinha era melhor. Mas o cerco foi se fechando, o espaço foi diminuindo e eu senti a necessidade de crescer, de jogar tudo pela janela e começar de novo, de outra forma.

Comprei um tablet! E agora posso dizer que sou uma mulher apaixonada por essa nova forma de leitura, super prática, barata (inclusive gratuita) dos e-readers! Quanto tempo, espaço e dinheiro perdi com os meus livros ocupando todo meu espaço, fora que um e-book é muito mais ecológico, não sei quantas árvores mortas existem nas minhas estantes. Eu era uma defensora do livro de papel e confesso que errei, que existem mil e um argumentos à favor dos livros eletrônicos, hora de ir mudando os costumes pouco a pouco. Vou contando…