Marcel Proust: “Os prazeres e os dias”

“Os paradoxos de hoje são os preconceitos de amanhã, pois os mais repugnantes preconceitos de hoje tiveram um momento de novidade em que a moda lhes emprestou a sua frágil graça.” (p.114) Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust (Auteuil, 10/07/ 1871 – Paris, 18/11/1922), filho de  Achille Adrien Proust, um médico importante na época e da dona- de- casa Jeanne Weil, família tradicional e católica (apesar de sua mão ter origem judia). Teve um irmão que era médico, Robert,  que publicou as obras póstumas de Proust. O escritor estudou em bons colégios e cursou Ciências Políticas na Universidade de Sorbonne, frequentou a alta sociedade francesa. Era homossexual assumido e … Continuar lendo Marcel Proust: “Os prazeres e os dias”

O melhor vem depois: “Claraboia”, José Saramago

Eis o primeiro livro de José Saramago, rejeitado pelas editoras e agora editado pela Caminho, aqui na mão, fresquinho. A sinopse (clique nas imagens para ampliar): Abertura do I capítulo: Na capa:Na contra- capa uma foto belíssima, a imensidão do céu que guarda as almas nos prédios onde se desenvolve o enredo: O livro chegou um dia depois do lançamento em Portugal, nota dez para a livraria Wook do Porto pela eficiência. O livro ainda veio com um brinde,  uma caneca super bacana: Na caneca vem um trecho do livro que fala da relação maniqueísta que todo mundo carrega consigo:  … Continuar lendo O melhor vem depois: “Claraboia”, José Saramago

Saudade

Comentando no Twitter sobre a palavra “saudade” com o escritor Jairo Cézar (@jairosape e http://www.escritosnoonibus.blogspot.com) decidimos escrever um poema com o tema “saudade” até o fim do dia. Eu sou leitora e crítica literária, mas não sou mais poetisa, há muitos anos não escrevia nenhum verso. A boa poesia é muito difícil de ser feita, mas ainda que medíocre, resolvi escrever uns versos pra entrar na brincadeira: A Saudade não esquece, não dorme, não envelhece (na foto gretada) ela sempre revela- se. A Saudade retém o que escapa, ela mora na noite, na brisa, na lástima no som da casa vazia, … Continuar lendo Saudade

Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2011: Tomas Tranströmer

Esperei ansiosamente o anúncio do ganhador do Nobel de Literatura 2011,  hoje ao meio- dia (07:00- hora brasileira), pois Ferreira Gullar estava no páreo, mas com poucas possibilidades, porque o favorito era o cantor americano Bob Dylan. Num clima de tristeza escrevo esse post,  dia cinza,  dia em que faleceu Steve Jobs, o revolucionário que criou a Apple ( sou fã de carteirinha). Bem que podia ter sido Gullar pra quebrar o jejum brasileiro e dar uma animada, mas foi o poeta Tomas Tranströmer o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2011 e Dylan também ficou a ver navios. Eu já falei … Continuar lendo Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2011: Tomas Tranströmer