Magnólia, Marcia Tiburi


“Literatura fragmentada” ou “Manual de frases de efeito” poderia ser o título do livro da filósofa, artista plástica e professora Marcia Tiburi (Vacaria, 6 de abril de 1970). Você pode começar do meio, do final, pode começar por qualquer parte do livro que não faz diferença, são frases soltas, desconexas e sem sentido global. O romance não- romance parece uma tentativa de imitação de Clarice Lispector, que poderia entrar na categoria de romance psicológico- se fosse um romance em primeiro lugar. Em “A paixão segundo G.H.” de Clarice existe uma barata, no de Marcia, um besouro.

Cada início de capítulo, ela coloca tópicos como um resumo de tudo o que vem depois, uma forma inovadora, que é bastante interessante, mas a falha realmente acontece no conteúdo inconsistente para o gênero a que se propõe, o livro estaria mais apropriado na categoria de contos curtos.

O livro não diz, não me disse nada.

“Breu” (p. 247). Resumo.

Tiburi, Marcia. Magnólia. Bertrand do Brasil, Rio de Janeiro, 2005. 249 páginas.