Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach


Não acredite no que os teus olhos te dizem. Eles só mostram limitações. Veja com o seu entendimento, descubra o que você já sabe, e encontrará a maneira de voar.” (p. 107)

Foto: Fernanda Jimenez

Richard Bach (Oak Park, Illinois, 23 /06/ 1936) escreveu em forma de parábola uma história de um bando de gaivotas que faziam as coisas normais de gaivotas: comer migalhas de pão que atiravam na água, roubar peixes nos pesqueiros e ficar a maior parte do tempo em terra. Nessa sociedade apareceu uma gaivota que não se conformava só com essa vida e queria aprender a voar alto. Fernão Capelo Gaivota aprendeu, com muito sacríficio, tudo o que seu corpo podia fazer. Não havia limites de tempo, espaço e velocidade. As outras gaivotas o achavam estranho, achavam que Fernão queria corromper a sociedade e a forma milenar de vida das gaivotas. Foi banido do seu grupo por ser “diferente”.

Foto: Fernanda Jimenez


Richard Bach não acreditava no matrimônio, mas casou três vezes e tem seis filhos. Bach foi piloto das Forças Aéreas americanas, daí vem o seu conhecimento sobre aerodinâmica mostrada no livro.

Fernão Capelo Gaivota queria ser livre. Ele descobriu que  “o medo e a ira são as razões porque a vida das gaivotas é tão curta.” (p.45)

O livro virou filme:

Bach, Richard. Juan Salvador Gaviota, Zeta, Barcelona, 2010. 108 páginas.

Preço: 6 euros, livraria do el Corte Inglés (Madri)

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5 Comments »

  1. FERNÃO, UM (IN)CERTO

    E por não seres mesmo dessa estirpe da qual somos avós e netas, Fernão, dias teus e noites tuas sejam consagradas ao ímpar, ou seja, a sós contigo serás por nós deixado, e que o teu caminho (curto, como o nosso) traduza deste azul algo mais do que somente um esporádico arcoíris, uma sopa de letrinhas ou uma salada de rancores, sim, que as picadas inerentes a todo voo te dêem olhos que não temos, e o fino faro de um bicho atrás de determinada pétala, melhor, de todas as sépalas, entrando nas grutas que o mar porventura esconda, e assim, Fernão, do alto do teu saber, e das feridas que com ele virão, possas tu refletir mais do que um ensaio sobre cegueiras ou um romance de jogo de amarelinha, possas tu indicar a melhor praia, a montanha ou a colina mais em conta para aqueles e aquelas que ainda não conheçam a estrada das areias de ouro, das flores de sal, das couves, o caminho suntuoso do Silêncio.

    Darlan M. Cunha
    *****

    Escrito especialmente para o blog/sítio A Última Flor do Lácio, da Fernanda Jimenez.

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