Alberto Vázquez- Figueroa


O charuto de um lado e um copo de Coca- Cola na mão para combater o calor de mais de 30º na capital espanhola. Descontraído, sem pressa, com a paz e a tranquilidade de alguém que viveu a vida de forma intensa e completa. Escritor de romances históricos, sessenta e oito obras, o tempo de uma vida. A temperatura deu- me a oportunidade para comentar que Madrid fazia tanto calor como no Brasil, meu país. “Brasil!” A expressão dele foi essa da foto abaixo:

Admiração. É o que sinto por Alberto Vázquez- Figueroa, nascido em Santa Cruz  de Tenerife (11-10-1936) é  uma pessoa admirável que conseguiu transformar a dor de uma infância muito difícil em luta, trabalho e êxito. O pai exilado na África por motivos políticos, a liberação e a tuberculose que o deixou num hospital por muitos anos, o falecimento da mãe e 0 tio que o acolheu num forte militar  na África em que era o administrador. Foi esse tio que o introduziu no mundo literário com livros de aventura. (Wikipédia)

Aos 16 anos saiu da África para estudar em Tenerife, sua terra natal. Com o dinheiro que ganhou como mergulhador, (trabalhou até com Jacques Costeau) foi estudar jornalismo em Madri. Não arranjou trabalho depois de formado e acabou comprando um velho barco e deu a volta ao mundo com seus ex- alunos de submarinismo. A viagem durou 14 meses e ele voltou com material suficiente para escrever um livro. (Wikipédia)

Alberto demostrou ser uma pessoa espontânea e divertida, contou- me que morou no Rio de Janeiro, em Copacabana, trabalhava como correspondente internacional e ganhava em dólares. Conheceu uma carioca “japonesa, alta e linda”, que lhe tirou o fôlego, foi uma semana intensa, que quase o “mata”. Lembrou do nome e sobrenome; também falou de outra mulher que o levou para ver a lua nas Cataratas do Iguaçú,  “foi uma das coisas mais lindas que já vi”, contou- me. Disse gostar do Rio, mas não muito de São Paulo “gente demais!”.

O autor e a sua dedicatória no meu exemplar de “Garoé”, seu mais recente livro: ” A Fernanda, ¡Adoro tu país! ¡Que recuerdos me trae! Un beso muy grande, Alberto ( “A Fernanda, Adoro seu país! Que lembranças me traz! Um beijo muito grande, Alberto”)

Fotos: Antonio D. J. Collado, proibida a reprodução sem prévia autorização.

Anúncios

4 Comments »

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s