“Orgias”, Luis Fernando Veríssimo


Se eu já não tivesse lido “Comédias da vida privada”,  “Ed Mort”, “Comédias para se ler na escola” e outros, eu afirmaria que  L. F. Veríssimo é um escritor medíocre. Senti vontade de abandonar na metade do primeiro conto, de tão chato e aborrecido que é “Orgias”, conto que leva o mesmo título do livro. Mas como sou persistente segui até o final.

Luis Fernando Veríssimo fica naquela classe de escritores “bacaninhas”, mas sem nenhum tipo de genialidade. Eu poderia dizer que isso acontece porque temos como parâmetro o seu pai, Érico Veríssimo, e essa comparação  não lhe favorece, mas não é isso. A própria obra ganhou sozinha o status de medíocre,- meu parecer, obviamente. Luis Fernando não pode ser considerado como tal, é um bom cronista, mas esse livro é decepcionante, forçado, não convence.

O escritor gaúcho tentou ser engraçado, mas não conseguiu. Fala de algo que parece não entender bem. Como vai entender de um “bacanal” um senhor de 7o anos, casado há 40 anos e com três filhos?! Fazendo as contas em cima da época de publicação da 1ª edição do livro, 2005. Hoje o autor tem quase 75 anos.

“- Dona Teresa, eu…”

“Pintinho!”

“-Pinto, meu nome é pinto.”  (p. 13)

As tentativas de piada são tão bobas que senti vergonha alheia…sem mais comentários.

Veríssimo, Luis Fernando, Orgias, Dom Quixote, Portugal, 2008.