Miguel Delibes, “Um povo sem literatura é um povo mudo”


No dia 12 de março de 2010 faleceu um dos maiores escritores da língua castelhana, Miguel Delibes, vítima de câncer. O escritor espanhol, nascido em Valladolid em 17 de outubro de 1920, não gostava de aparecer e nem de dar entrevistas, talvez por timidez.  Não deu fórmulas sobre como escrever um bom livro, mas disse o que não é necessário:

“Para escrever um bom livro não considero imprescindível conhecer Paris nem haver lido o Quixote. Cervantes, quando escreveu o Quixote, ainda nao o havia lido”.

“Para escribir un buen libro no considero imprescindible conocer París ni haber leído el Quijote. Cervantes, cuando escribió el Quijote, aún no lo había leído”.
Uma crítica à sociedade espanhola, fria e materialista, uma constatação que pode servir como alerta:

“De lo que más hablan los españoles es de dinero”.

“Do que mais falam os espanhóis é de dinheiro”.

O jornal El País fez um especial sobre a vida e obra de Miguel Delibes, que vale a pena ler e ver, sua vida  relembrada por imagens.

Lá se foi um dos poucos escritores que tinham uma aura mágica, desses que a arte literária aparece mais que a pessoa, quase impossível de se encontrar hoje em dia.

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