Primeira- ministra, quem sabe um dia me candidato


José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa

Nascido em Vilar de Maçada, concelho de Alijó, distrito de Vila Real, em 6 de Setembro de 1957

Licenciado em engenharia civil

Pós-graduado em Engenharia Sanitária, na Escola Nacional de Saúde Pública

Militante do Partido Socialista desde 1981

Presidente da Federação Distrital de Castelo Branco entre 1986 e 1995

Membro do Secretariado Nacional do Partido Socialista desde 1991, e membro da Comissão Política do PS

Porta-voz do PS para a área do Ambiente a partir de 1991

Deputado à Assembleia da República de 1987 a 1995 e desde 2002 (V, VI, VII, VIII e IX Legislaturas), pelo círculo de Castelo Branco, tendo sido, na IX Legislatura, Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS, membro da Comissão Parlamentar de Defesa Nacional e membro da Comissão Permanente da Assembleia da República

Membro da Assembleia Municipal da Covilhã

Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território do XIV Governo Constitucional

Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro do XIII Governo Constitucional

Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Ambiente do XIII Governo Constitucional

Eleito Secretário Geral do Partido Socialista em Setembro de 2004 (Fonte: http://www.portugal.gov.pt)

Não sei. Um engenheiro governar um país? Qual seria a qualificação ideal para administrar uma nação? Um administrador? Não sei de novo, mas ele está lá, governando o país. Já viram o Lula, o presidente brasileiro, só tem o ensino médio…

É necessário nascer no local para ser um bom governante? Não sei outra vez. Mas, Sarcozy, o presidente francês é húngaro de Budapeste.

Vejam, não pude fazer um concurso (“oposición”) para a Escola Oficial de Idiomas em Barcelona, porque exigem título da língua catalana. Entendo o idioma perfeitamente e ainda assim, nao iria utilizá- lo em absoluto o catalão no exercício da minha profissão. Mas eles exigem, só querem professores falantes do catalão. E o espanhol?! Espanhol eu tenho diploma! Mas o espanhol não serve pra eles.

Bairrismo, eu creio. É uma forma de excluir todos que venham de fora. Eu sempre notei isso na Espanha: são muito “bairristas”, valorizam mais a parte que o todo, têm uma visão muito limitada de mundo. Um país tão pequeno e tão dividido culturalmente e lingüísticamente. A Espanha (em Madri nota- se menos esse fenômeno) vai em contra- mão à maioria do mundo, que busca na globalização uma forma de interação entre os povos. Eu vejo as comunidades espanholas mesquinhas: ” o que é meu, é meu, não nos misturamos…minha cultura é melhor e não quero que se misture com a deles…só falo no meu idioma e não em castelhano, que arrebatou e tirou a nossa liberdade”. Um discurso tão medieval, tao ressentido e muitas vezes nublado pelo ódio histórico. Um retrocesso. Tem catalão com pais espanhóis com vergonha do sobrenome castelhano, inclusive: uma colega do mestrado na cafeteria da UAB, entre um café e outro, nos comentou esse disparate, que teve vergonha a vida inteira do seu sobrenome andaluz.

Então, o primeiro- ministro português ao que me referi no início do texto, não tem a qualificação adequada para ser presidente da República (sob o meu ponto-de-vista), nem o Sarcozy é francês, mas governa a França, nem o Lula tem a qualificação formal suficiente, mas está trabalhando melhor que muitos antecessores seus que são doutores e afins; apesar disso, todos têm o cargo mais alto de seus países. Contudo, eu na Catalunha não posso ser professora em órgãos oficiais sem ter título de catalão… tenho todas as qualificaçoes necessárias, experiência no cargo pretendido, mas tenho a nacionalidade brasileira (e portuguesa), estou fora! E ainda penso: será que se tivesse um diploma de catalão, teria chances? Sinceramente, não acredito, porque ainda restaria o sotaque.

Quem sabe seja mais fácil conseguir um cargo de presidente em outros países, do que uma luso- brasileira conseguir ser professora de português na EOI da Catalunha!

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