Mosteiro dos Jerónimos


No caminho para o Mosteiro dos Jerónimos, passei por essa espécie de ponte que não é ponte, é o “Aqueduto das Águas Livres”, hoje desativado, construído em 1732 ( ordem do Rei D. João V) para fornecer água para Lisboa. A obra de Manuel da Maia, resistiu ao terremoto de Lisboa de 1755.

Mosteiro dos Jerónimos

Estão sepultados no Mosteiro duas figuras importantíssimas da história e cultura portuguesa: Luís Vaz de Camões, poeta, e Vasco da Gama, navegador da época dos descobrimentos.

Camões é o “santo” dos amantes das letras portuguesas; portanto, como não pedir força, inspiração, sorte e sabedoria estando num lugar desses?! Mas, amigo Camoes…força, inspiração, sorte e sabedoria vá lá! Mas amor…amor…tu já sabes, tu já conheces…

Amor é fogo que arde sem se ver (Camões)

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

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